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Moto G9 Plus – Apresentação e Primeiras Impressões

Estamos de volta com uma nova resenha de tecnologia. Na verdade, vamos um pouco além: será que vale a pena pensar num smartphone da geração anterior? Com vocês, o Moto G9 Plus – Apresentação e Primeiras Impressões.

Peraí… Moto G9 Plus? E a 10ª Geração?

Quem acompanha o mercado de smartphones com alguma atenção, já percebeu que o intervalo entre novos aparelhos, e consequentemente novas gerações, tem diminuído consideravelmente. A maioria dos fabricantes optam pela estratégia de lançar um modelo – digamos – principal; e a partir daí lançar versões deste modelo privilegiando alguma característica… seja capacidade de bateria, quantidade de memória, tipo de tela, ou até mesmo o processador.

Samsung, Xiaomi, a agora falecida (no segmento de smartphones) LG, Real Me, e até mesmo a Motorola seguem esta cartilha… A Asus tem fugido a esta regra por estar atuando tão somente no segmento premium e a Apple… bom… é a Apple.

Mas e a Motorola?

A Motorola fez uma mudança considerável em sua linha de celulares nos últimos anos. Há quatro ou cinco anos, ela trabalhava com: Linha C (segmento de entrada), Linha E (segmento básico), Linha G (intermediários), Linha X (intermediários Premium) e Linha Z que tentava beliscar alguma coisa de um segmento superior.

Com o passar dos anos, as linhas C, X e Z desapareceram, sendo que a divisão ficou mais ou menos assim: Linha E (segmento de entrada e básicos), Linha G (intermediários em geral) e Linha Edge (Topo de linha). Mas mesmo dentro das linhas havia uma gradação entre os aparelhos. E para não ficar muito longa a história, vamos ficar somente na linha G.

Bom, a sétima e oitava gerações partiam com versões Play, G, Power e Plus. Nesta lógica, a versão Play seria o mais básico da linha, a versão G seria o modelo referência, a Power traria foco na bateria e a Plus seria a versão mais completa. Mas o plano não funcionou muito bem, porque no final das contas na 8ª geração, o modelo Power estava bem próximo em termos de performance em relação ao modelo Plus e o modelo Play estava mais para um Moto E do que um Moto G.

Linha Moto G8 de 8ª Geração... do trivial ao requintado
Linha Moto G8 de 8ª Geração… do trivial ao requintado

Veio então a nona geração e desta vez aconteceu o que podemos chamar de contradição… ao mesmo tempo em que a versão Play ganhou mais potência, com exceção da versão Plus, ocorreu um considerável downgrade de performance… principalmente no quesito tela: somente a versão Plus trouxe o FullHD+, sendo os demais modelos equipados com uma tela somente HD+. Ah sim… para embolar ainda mais o meio de campo, veio também um Moto E7 Plus, que estava mais para um Moto G do que um Moto E. Uma sopa de letrinhas bem confusa. E olha que a linha Motorola One nem entrou nesta história…

Família Moto G de 9ª Geração
Família Moto G de 9ª Geração

Aí, veio o 5G e a Motorola tratou de lançar o seu intermediário 5G… Tratou-se do Moto G 5G… que não era nem 9ª, nem 10ª geração. Mas era um Moto G parrudo. E caro… bastante caro para o padrão da Linha G. Em duas versões (5G e 5G Plus), o preço de lançamento pesou bastante: R$ 2.799,00 e R$ 2.999,00 respectivamente.

Enfim, a 10ª geração

Para a nova geração, parece que a Motorola se deu conta que manter várias linhas de aparelhos pode confundir o consumidor. Então ela tratou de enxugar sua linha… A linha Moto E e Moto G agora fazem parte de uma mesma linha. E os aparelhos agora são todos Moto G. Além disso, a linha passou a comportar aparelhos mais refinados, não só em acabamento, mas em configuração.

Com isso, temos o Moto G10, o G20, o G30, o G60 e o Moto G100 5G. E assim aparentemente as linhas E e One serão descontinuadas.

A 10ª geração da linha Moto G... do basicão ao super premium
A 10ª geração da linha Moto G… do basicão ao super premium

Ok… e qual o problema?

A questão desse realinhamento obviamente é natural e faz da estratégia da marca. A questão é que pode ser que o usuário faça uma avaliação equivocada. Em outras palavras… o G10 não é o sucessor natural do do G9 Play… Vale o mesmo para os demais aparelhos… Pensando em configurações… um G100 5G está bem acima de um G9 Plus. Que aliás, fica mais bem comparado a um G60.

Esbarramos então na questão do preço e de configurações. Parece que a moda agora é tela com maior frequência de atualização. Mas com menor resolução. Armazenamento interno de 64 GB e 4 GB de memória RAM parece que se tornou lugar comum, sendo que o G60 conta com 128GB e 6 GB de RAM. O sistema de câmeras varia de 48MP até 108 MP e as baterias estão entre 5000 e 6000 mAh.

Incomoda demais saber que somente os modelos G60 e G100 contam com tela FullHD+. Ok… o G20 e o G30 trazem tela de 90 Hz… mas será que vale a pena trocar resolução de tela por frequência maior de atualização?

Por fim, temos a questão “preço”. A nova linha G parte de R$ 1.399,00 para o G10, chegando a doloridos R$ 3.999,00 para o Moto G100 5G… Mas ele é um ponto fora da curva… processador da linha SnapDragon 800, 12 Gb de RAM, 256 de armazenamento interno e curiosamente, um sistema de câmeras inferior ao do Moto G60. Vai entender…

E qual é o ponto?

Meu ponto é… olhando preço e configuração, o G60 é o sucessor natural do G9 Plus… Sim… ele é superior ao G9 Plus, mas ele ainda está um pouco caro (cerca de R$ 2000 no varejo). Assim como seus irmãos menores… Então, pensando em tudo isso, porque não olhar para a geração anterior, em especial o G9 Plus? Afinal de contas, ele está com um preço bem melhor do que o preço de lançamento (dá para encontrá-lo por cerca de R$ 1.500) e comparativamente melhor que o Moto G20 e Moto G30. E suas configurações não são – de modo algum – desatualizadas.

Moto G9 Plus... Geração anterior sim, mas ainda bastante competente
Moto G9 Plus… Geração anterior sim, mas ainda bastante competente

Por estas e por outras… vamos apresentar uma boa opção para quem não quer gastar muito, mas ainda assim quer um aparelho com configurações robustas para o uso cotidiano, e até mesmo com algumas aspirações profissionais.

As características do Moto G9 Plus

Estamos falando de um intermediário premium. E a Motorola deixou isso claro em suas configurações. O processador é um SnapDragon 730G com Adreno 618 que conta com 4 GB de RAM e 128 GB de armazenamento interno. É possível expandir o armazenamento por meio de cartão Micro SD para até 512 GB.

Tela

A tela é Full HD+ (1080 x 2040 pixels) na proporção 20:9. O painel de 6.81″ é IPS e é competente na apresentação das cores, oferecendo suporte ao HDR10. Contra ele, pesa o fato da tela contar com atualização de 60 Hz… mas devemos relevar isto… já que na época do lançamento, isto não era necessariamente um diferencial.

Design

O corpo do aparelho é em plástico… que aliás vem equipando os Moto G desde a 8ª geração. O acabamento é bonito e ele é oferecido em duas cores: Ouro Rosé e Azul Índigo. O painel de câmeras é destacado e segue a tendência do cooktop de outras marcas. O sensor biométrico não fica nem atrás, nem na frente, mas sim na lateral junto ao botão power-on. Sim… ele conta com conexão P2 e conexão USB tipo C.

Aliás, por falar em botão… ele tem um reservado para o Google Assistente.

Ele comporta dois chips nano SIM, mas aí vai a má notícia: a gaveta é híbrida… então você terá que optar por dois chips ou então por um chip e um cartão de memória. E aqui a ressalva… prepare um cartão de alto desempenho, pois ele vai precisar para gravações de vídeo em 4K.

Botão dedicado para o Google Assistente, Câmera frontal e corpo em plástico… detalhes do G9 Plus

Câmeras

Em relação às câmeras. o conjunto traseiro conta com quatro sensores: um principal de 64 MP com F/1.8 (que usa tecnologia quadpixel para gerar imagens com 16 MP), um grande-angular de 8 MP F/2.2, um sensor macro de 2 MP com F/2.2 e por fim, um sensor de profundidade de 2 MP F/2.2. O sistema é capaz de filmar em resolução 4K com 30 fps, contando com estabilização digital. Se a captação usar a lente grande-angular, então o limite é 1080p.

A câmera frontal é posicionada no canto esquerdo da tela e conta com um sensor de 16 MP F/2.0 com HDR. Neste caso os vídeos chegam até 1080p com 30 fps.

Sistema de câmeras no painel traseiro do Moto G9 Plus
Sistema de câmeras no painel traseiro do Moto G9 Plus

Áudio

Aqui temos um ponto sensível. O áudio é mono. Claro que um bom fone pode resolver isso, mas o antecessor dele trazia áudio estéreo… será que isso impactaria tanto no preço final? Seja como for, não espere um áudio fantástico. Mas, de novo isso pode ser remediado com fones TWS, ou mesmo uma boa caixa de som bluetooth. O aparelho vem com um fone na caixa, mas ele é apenas bom. Cumpre seu papel sem comprometer.

Bateria e conectividade

Temos generosos 5.000 mAh que em uso moderado pode render ao usuário 2 dias de utilização. Ela está bem dimensionada para o sistema de modo geral e o seu carregador de 30W garante uma recarga em um tempo bem interessante.

Ele conta com os sensores comumente encontrados nos outros aparelhos… Estão ali, acelerômetro, proximidade, giroscópio e redução de ruído no microfone. O Wi-Fi é dual-band (2,4 e 5 GHz) o Bluetooth está na versão 5.0 LE, conta com GPS (assim como GLONASS, Galileo e similares) e ele traz suporte ao NFC que pode ser interessante para transformar seu aparelho em uma carteira digital. Não custa dizer que ele também tem rádio FM.

O que vem na caixa?

A caixa do Moto G9 Plus segue a tendência que foi lançada ainda na época da 5ª geração do Moto G. Além do aparelho, temos um carregador de 30W, cabo USB-C, fone de ouvido estéreo in-ear, a ferramenta de remoção da gaveta de chips, uma capa de silicone, e os guias de utilização, termo de garantia, enfim, a papelada em geral…

O que vem na caixa do G9 Plus (Reprodução: TudoCelular.com)
O que vem na caixa do G9 Plus (Reprodução: TudoCelular.com)

Primeiras Impressões

Quem já está habituado com a interface da linha Moto G provavelmente não terá nenhuma dificuldade em se ambientar por aqui. A tela é bem iluminada com cores bem destacadas e o painel é eficiente. Não é um AMOLED, mas cumpre bem a tarefa. Após a configuração inicial, a tela mostra-se fluída e sem engasgos aparentes. A abertura de aplicativos básicos corre sem problemas e o sistema responde bem as interações com o usuário.

Em minha experiência pessoal, o último aparelho da “Plus” da linha Moto G que eu usei foi o Moto G5 Plus. Então não é possível uma comparação muito justa. Meu aparelho atual é um Moto G6 e acho engraçado ver que o acabamento do G6 é superior ao do G9 Plus. Apesar disso, também não é possível uma comparação direta porque estamos falando de um celular equipado com um Snap Dragon 450 e obviamente ele não é páreo para o 730G.

A pegada do aparelho é agradável, apesar do seu tamanho trambolhão e quem pensou em um celular para jogos, terá uma grata surpresa. Ele roda com competência os títulos mais conhecidos e sem engasgos. Também trouxe algumas novidades em termos de software, como a bandeja de atalhos que é acessada pelo toque no botão power on. Por fim, ele vem de fábrica com Android 10, mas em breve ele receberá atualização para o Android 11.

Mas e aí?

Não tenho como avaliar a performance geral do aparelho numa primeira análise, mas a contar pelos vários reviews que vemos por aí em sites especializados, o aparelho é bastante competente e entrega uma performance condizente com um intermediário premium.

Só vantagens? Sem defeitos?

Se for para ser chato, acho que seria bacana ter 6GB de RAM… mas isso foi corrigido no G60, que é o sucessor do G9 Plus (e nada nem ninguém me convencerá do contrário). A tela de 60 Hz também é um ponto a se questionar… mas é bom deixar claro que só agora em 2021 é que isto se tornou um diferencial.

O corpo de plástico não é ruim, nem feio… mas pela proposta, um corpo metálico ou em vidro seria mais legal. Revestimento Gorilla Glass na tela também seria algo desejável. E se for para criticar algo de verdade, o som mono. Não tem uma justificativa plausível para isso.

Vale a pena?

Quando ele foi lançado em setembro de 2020, seu preço de lançamento de R$ 2.500 espantaria qualquer usuário com um orçamento limitado. Hoje, com preço no varejo por volta dos R$ 1.500 ele é uma ótima opção de intermediário e é superior em relação ao G20 e G30, que estão com preços parecidos na época da publicação desta resenha. Se o seu orçamento estiver um pouco mais folgado, então o Moto G60 é a escolha natural se você gosta dos aparelhos da marca.

Enfim, o Moto G9 Plus é uma boa pedida mesmo quase um ano após seu lançamento. Se você se interessou, você pode comprá-lo através deste link da Amazon ou então na loja oficial da Motorola.

E qual é sua opinião? Você tem um Moto G9 Plus? Pensa em ter um? Deixe seus comentários!

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Publicado em:Opinião,Resenhas Tech,Tecnologia

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