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UBQ Tech News #7 – Julho/2023

Olá e bem vindos ao UBQ Tech News! Nossa resenha mensal de notícias de tecnologia. Um resumo dos principais fatos do mundo tecnológico para você ficar bem informado! Nesta edição, com as principais notícias do mês de julho/2023, temos:

NVidia apresentou sua nova GeForce RTX 4060

Vamos começar com uma notícia do finalzinho de junho que não teve tempo de integrar a nossa edição do mês anterior. A NVidia GeForce RTX 4060 é uma placa de vídeo de médio porte que faz parte da série RTX 4000, baseada na arquitetura Ada Lovelace. Ela foi anunciada em maio de 2023 e foi lançada oficialmente em 29 de junho.

GeForce RTX 4060 chega ao portfólio de placas da NVidia

A nova placa tem como características 3072 núcleos CUDA, 8 GB de memória GDDR6 com largura de banda de 272 GB/s, e um clock de GPU de até 2460 MHz. Ela suporta Ray Tracing, DLSS 3, Reflex e outras tecnologias da NVidia. De acordo com a NVidia, ela promete um desempenho 20% superior em relação à sua antecessora, a RTX 3060. Além disso, ela consome menos (um TDP de 115W contra 170W da antecessora).

A RTX 4060 promete ser uma ótima opção para jogos em 1080p com alta qualidade gráfica e desempenho superior ao da sua antecessora. Ela tem um preço sugerido de US$ 299, o mesmo da RTX 3060 na ocasião do lançamento, mas pode variar de acordo com o modelo e o fabricante.

Chegou o rival do Twitter: o Threads, copi… ops… criado pela Meta

Elon Musk comprou o Twitter e promoveu um verdadeiro choque de gestão por lá. Entre muitas mudanças, o corte da força de trabalho alcançou cerca de 80% do pessoal que trabalhava por lá. E isso incluiu pessoal administrativo, operacional, serviços e engenharia. Sim… a galera responsável pelo desenvolvimento da plataforma.

O Threads é o concorrente do Twitter apresentado pela Meta

Parte deste pessoal foi absorvido pelo mercado, em especial a Meta, empresa controladora do Facebook, Instagram e Whatsapp. E para surpresa de absolutamente ninguém, no último dia 06 de junho, o CEO do Instagram – Adam Mosseri – anunciou a sua plataforma concorrente do Twitter: o Threads. E sim… ele é essencialmente e estruturalmente uma réplica do Twitter, com publicações curtas em textos com imagens em anexo e o mesmo conceito da rede social do menino Elon.

A rede social é parecida com o Instagram em todos os sentidos, exceto que dá prioridade ao texto ao invés de fotos. O app é baseado no Instagram e integrado ao ActivityPub, protocolo de mídia social descentralizado. Será possível seguir e interagir com usuários de outros serviços, como o Mastodon — rede descentralizada que opera de maneira independente. E assim como no Twitter, os usuários também poderão repostar tópicos individuais.

Por falar em Twitter, agora a leitura de tuítes é limitada

E antes mesmo do lançamento do Threads, como informamos na notícia anterior, menino Elon aprontou mais uma das suas. Desde o dia primeiro de julho, o Twitter passou a aplicar limites de leitura para todos os usuários. Na prática, contas verificadas poderão ler até 6 mil posts por dia, enquanto contas não verificadas serão limitadas a 600 posts por dia. Para novos usuários, o limite é ainda menor: 300 posts diários. Após atingir o limite o usuário é informado que não poderá acessar novos tuítes.

O Twitter agora conta com limitação de visualização de tuítes

De acordo com o proprietário do Twitter, o menino Elon Musk, os limites estão sendo colocados para que a plataforma possa “lidar com níveis extremos de extração de dados e manipulação do sistema”. Ao que parece, o sistema é assolado por bots e mecanismos de busca que sobrecarregam os servidores da plataforma. Então a medida visa conter esta sobrecarga e aliviar os servidores.

Seja uma limitação baseada em critérios técnicos ou não, o consenso é que os limites são muito baixos, especialmente para usuários que não têm contas verificadas. Horas depois do anúncio inicial, menino Elon atualizou os limites para 10 mil, 1 mil e 500 posts. No anúncio, foi afirmado que a limitação é temporária. Mas quando se trata do Twitter após a compra pelo menino Elon, tudo pode acontecer.

A novela da compra da Activision pode estar perto do fim… ou não

O assunto da compra da Activision/Blizzard pela Microsoft não é novidade por aqui. Apesar da oposição do órgão regulador do Reino Unido, a União Europeia aprovou a compra e agora foi a vez do órgão regulador dos Estados Unidos perder um processo contra a Microsoft.

Quase lá… ainda falta o órgão regulador do Reino Unido. Decisão de compra adiada

A Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) perdeu processo em que pedia um bloqueio preliminar da aquisição. A decisão ainda cabe recurso, mas o viés de compra é positivo, pois agora o entrave para compra existe apenas no Reino Unido, onde a Autoridade de Competição e Mercados (CMA) ainda busca barrar a compra. A Microsoft entrou com uma apelação junto aos tribunais britânicos e a CMA irá rever sua decisão após novo pronunciamento da Microsoft, sendo que a decisão final será dada em 29 de agosto.

O acordo original de aquisição entre Microsoft e Activision Blizzard estipulava que a compra precisava ser concluída até esta terça-feira, 18 de julho. Mas por conta das pendências com o CMA, Microsoft e Activision/Blizzard concordaram em adiar o prazo para seu processo de compra até o dia 18 de outubro. Não custa lembrar que a compra custará US$ 68,7 bilhões (em torno de R$ 329 bilhões), teve início em janeiro de 2022 e já foi aprovada por órgãos de regulamentação de 40 países.

Dados da Nasa revelam indícios de moléculas orgânicas em Marte

Ainda não pisamos em Marte, mas nossos robôs estão lá há uns bons anos. E um deles, o rover Perseverance já detectou diversos tipos de moléculas orgânicas. É o que revela uma pesquisa publicada na revista Nature publicada em 13 de junho. A descoberta sugere a existência de um ciclo geoquímico mais complexo do que o imaginado no planeta vermelho.

O rover Perseverance localizou moléculas orgânicas em solo marciano

O rover usou um instrumento com o sugestivo nome de Sherloc, que permite analisar moléculas minerais do planeta. O instrumento detectou sinais de moléculas orgânicas em dez parâmetros observados no solo de uma cratera. Os autores escrevem que “os componentes básicos da vida podem ter estado presentes” durante longo período de tempo, junto a outras espécies químicas ainda não detectadas.

De acordo com os autores do trabalho, a descoberta é importante pois conhecer melhor a presença e distribuição da matéria orgânica conservada na superfície do planeta pode fornecer informações-chave sobre o ciclo marciano do carbono e o potencial do planeta para abrigar (ou ter abrigado) vida ao longo de sua história. E isto pode de alguma forma ajudar nosso caminho para o planeta vermelho.

Uma nova fonte padrão após 15 anos no Microsoft 365

Muita gente ainda se refere à suíte de aplicativos de escritório da Microsoft como Office. Mas já tem um tempinho que ela foi renomeada para Microsoft 365. Lançado inicialmente em novembro de 1990, o Office traz aplicativos que usamos em maior ou menor grau no nosso cotidiano, sendo os mais famosos o Word, Excel e Power Point.

Da fonte Times New Roman até a fonte Aptos: o Office (Microsoft 365) sempre evoluindo

Com tantos anos de estrada, é natural que a suíte de aplicativos evolua com novos recursos, funcionalidades e obviamente design, tanto dos elementos de tela, como de seus componentes. E um dos elementos que foram substituídos com o surgimento de novas versões foi a fonte padrão dos aplicativos. Trocando em miúdos, o “desenho” da letra. A primeira fonte utilizada foi a Times New Roman e depois trocaram para Tahoma, Calibri e após um consulta aos usuários em 2021, a Microsoft resolveu adotar agora a fonte Aptos como nova fonte padrão do Microsoft 365.

O gerente de programas da empresa – Si Daniels – explicou que a companhia iniciou a fase final que tornará Aptos a fonte padrão do Word, Outlook, Powerpoint e Excel para milhares de usuários. Segundo ele, a atualização chegará a todos os usuários nos próximos meses. A fonte Aptos foi criada pelo designer Steve Matteson, responsável pela Segoe, licenciada pela Microsoft para ser usada como a fonte padrão do Windows Vista e até hoje é utilizada no Windows 11. Apesar da sua substituição, Calibri ainda estará listada no topo de fontes, assim como as suas antecessoras.

Vão taxar o uso da internet?

Aqui vai uma notícia perigosamente com viés de fake news. Mas ela foi veiculada pelo jornal Folha de São Paulo que afirma ter fontes confiáveis. De acordo com a notícia, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) avalia cobrar uma taxa pelo uso da internet para bancar a criação de agência voltada para segurança cibernética que custará anualmente cerca de R$ 600 milhões. Para isso, o GSI elaborou uma proposta de Política Nacional de Segurança Cibernética, que deve ser apresentada ao Congresso ainda neste ano.

A Folha sugere que sim e o governo diz que não… entre as duas versões temos a verdade?

Pela proposta, uma taxa de 1.5% seria incorporada ao custo final do usuário para ter acesso à rede. E com a arrecadação, o GSI criaria e manteria a Agência Nacional de Cibersegurança (ANCiber). Ao apresentar o projeto, o GSI alega que isso ajudaria na contenção do aumento de ciberataques no Brasil.

E o governo parece estar batendo cabeças nesta história, pois pouco depois do surgimento da notícia, foi a vez da Secretaria de Comunicação da Presidência se manifestar a respeito: “Não existe nenhuma possibilidade do governo federal taxar os usuários de internet para financiar uma agência de cibersegurança ou qualquer iniciativa do tipo. O tema nunca chegou ao conhecimento ou foi discutido pelo presidente Lula”. Na prática, não sabemos de que lado está a verdade. Provavelmente em nenhum dos lados.

Menino Elon não era contra o desenvolvimento desenfreado das IA’s?

Não faz muito tempo que Elon Musk foi signatário de uma carta aberta que pedia uma pausa no desenvolvimento de novos mecanismos de inteligência artificial. Na carta, a pausa era justificada pela necessidade de criarmos protocolos de segurança que garantam sistemas avançados, poderosos, seguros, interpretáveis, robustos, alinhados, confiáveis e leais. Tudo muito bonito e com princípios nobres, certo?

Elon Musk e sua nova empresa de Inteligência Artificial… e tal pausa que ele propôs?

Errado… o menino Elon na verdade queria ganhar tempo para poder correr atrás da concorrência. E isso se comprovou com o anúncio da X.AI, a iniciativa do menino Elon para criar o TruthGPT, que alega ser confiável até no nome. E segundo ele, o objetivo é criar uma IA que busque ao máximo a verdade e tente entender a natureza do universo. Ele acredita que isso pode ser o melhor caminho para a segurança da IA.

O problema é que até agora, tudo que foi apresentado sobre a iniciativa é bem genérico e sem grandes novidades, o que demonstra que o projeto da empresa ainda é bastante inicial. Ao que parece, Elon não está nem aí para a questão ética e quanto à segurança das IA’s. Sua preocupação é que sua empresa não ficasse atrás da concorrência e que ele pudesse correr atrás de resultados para buscar relevância no mercado.

E por falar no menino Elon, o Twitter agora descansa em paz

Desde que Elon Musk comprou o Twitter, sua gestão e evolução após a compra tem sido noticiada por aqui. Falamos das demissões, das mudanças nas regras de utilização, das formas de monetização, do desaparecimento de recursos, tudo isso para que o menino Elon deixasse claro quem era o dono do Twitter.

De Twitter para “X” e o menino Elon não quer mais o passarinho azul

Elon queria a todo custo fazer parte do Twitter e comprar a rede para impor suas vontades talvez tenha sido o seu maior esforço, pois é um consenso entre analistas e especialistas que o valor pago por ele (US$ 44 bilhões) foi muito acima do que o passarinho azul realmente valia. O fato é que ele nunca conseguiu ser parte do Twitter. Então ele resolveu matá-lo.

O menino Elon trocou o nome e a identidade visual. O finado Twitter agora é apenas X. Elon, com sua impulsividade, decisões tomadas apenas em critérios pessoais e subjetivos, falta de uma estratégia de marketing e o desprezo a toda trajetória do Twitter nos últimos 17 anos quase encerrou um capítulo de uma das redes sociais mais bem-sucedidas da história.

Fim do Xbox Live Gold

Surgido em 2002, o Xbox Live Gold foi oferecido inicialmente como um serviço de assinatura digital, que permite que você jogue online com seus amigos e receba jogos e ofertas exclusivas. Com o tempo, o Xbox Live Gold foi se expandindo e adicionando novos recursos e benefícios para os assinantes. Em 2005, com o lançamento do Xbox 360, o serviço passou a oferecer também jogos gratuitos todos os meses pelo programa Games with Gold, que começou em 2013.

Fim da linha para o Xbox Live Gold que será substituído pelo Game Pass Core em 14/09/2023

O serviço evolui e expandiu não só para consoles mas também para PC’s, sendo que hoje ele faz parte do plano Xbox Game Pass Ultimate e que inclui um catálogo com mais de 100 jogos. Mas o Live Gold tem o diferencial de oferecer mensalmente até 4 jogos gratuitamente para seus assinantes. Então, para quem assina o serviço a bastante tempo foi sem dúvida um tremendo empurrãozinho para as bibliotecas de jogos da galera.

E agora a Microsoft anunciou que serviço será encerrado para dar lugar ao Xbox Game Pass Core a partir de 14 de setembro. O serviço irá oferecer uma biblioteca de 25 jogos com novas adições de 2 a 3 vezes por ano. Também serão oferecidos descontos e promoções tal como hoje, mas aparentemente a oferta de jogos gratuitos deixará de existir. Com a mudança, o portfólio da empresa contará com 4 opções: Core (por R$ 34,99/mês), Console (por R$ 32,99/mês), PC (por R$ 29,99/mês) e Ultimate (por R$ 49,99/mês), sendo esta última a versão que inclui jogos pela nuvem pelo serviço Xcloud.

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