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A história da CCXP 2023

A CCXP completa 10 anos. Aqui a gente conta como foi a edição pra você. Local, convidados, estandes, recorde de público e o que funcionou (ou não) naquele que é um dos eventos mais memoráveis da cultura pop/geek.

Se a CCXP22 foi a volta dos fãs depois de dois anos de pandemia. A CCXP23 tinha a missão de mostrar que o festival continuava crescendo. E a barra estava alta: a edição anterior tinha sido a primeira presencial desde o começo da pandemia e reunido 280.371 pessoas, o recorde até então. Com Keanu Reeves e Jenna Ortega no currículo de 2022, a gente se perguntou: “como é que eles vão superar isso?”.

Quando e onde rolou a CCXP23

A festa aconteceu de 30 de novembro a 3 de dezembro de 2023, no São Paulo Expo, na Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, no Jabaquara. Teve também a Spoiler Night, em 29 de novembro, uma abertura antecipada para quem tinha ingressos especiais, convidados e parceiros.

Para o público em geral, a primeira missão para acumular xp’s é chegar ao evento. O São Paulo Expo fica afastado do centro e dada sua localização talvez a melhor forma de chegar lá seja de carro (próprio, aplicativos ou táxi). O problema é que o trânsito por lá fica beeem complicado. Outra opção é ir de metrô. Desembarcando na estação Jabaquara é possível ir caminhando até o local. É uma caminhada de uns 15 – 20 minutos. Mas você evita o trânsito e o alto preço dos aplicativos ou estacionamento.

Dez anos, e o palco que desceu para o chão

A palavra da vez era “épico”, e a edição de aniversário fez jus. Segundo a Exame, a CCXP cresceu tanto que se consolidou como o maior evento geek do mundo e passou a pautar a agenda dos estúdios internacionais. A fala de Roberto Fabri, VP de conteúdo da CCXP, resume bem: os estúdios já reconhecem o peso do Brasil nesse calendário e programam lançamentos contando com o festival.

O público respondendo de modo vibrante durante atração da CCXP
O público respondendo de modo vibrante durante atração da CCXP

Dentro do pavilhão, uma mudança de estrutura ajudou o público: o Palco Ultra, que ficava no mezanino, desceu ao show floor para facilitar o acesso. Na prática, ficou mais fácil esbarrar em painéis legais sem precisar subir e descer.

Chuva de autógrafos: quando o ídolo para para te ver

Uma das coisas que mais me chamou atenção foi o palco do Omelete. Desde 2022 ele fica em uma área nobre do pavilhão, mas em 2023 cresceu e passou a permitir selfie ou autógrafo com alguns atores. O campeão de generosidade foi Chris Hemsworth, que dedicou cerca de 20 minutos só para tirar fotos e assinar credenciais na quinta-feira, 30, primeiro dia do evento. Teve fã comemorando até a assinatura em um martelo de Thor.

Painéis que arrepiaram os fãs

Se tem uma coisa que a CCXP23 fez bem, foi painel. Vale o resumo dos que mais rodaram nas redes e na imprensa:

  • Xuxa, a homenageada do ano. Aos 60 anos, a Rainha dos Baixinhos ganhou um prêmio pelos 40 anos de carreira, depois do sucesso do documentário “Xuxa – O Documentário”, lançado em julho pela Globoplay.
  • Furiosa (Warner). No primeiro dia, a Warner trouxe Anya Taylor-Joy, Chris Hemsworth e o diretor George Miller para falar do derivado de Mad Max.
  • Rebel Moon (Netflix). Zack Snyder levou o elenco e foi além: só os fãs brasileiros da CCXP assistiram ao filme em primeira mão, antes da estreia na Netflix em 15 de dezembro.
  • HBO Max. Trouxe trailers novos de “True Detective”, o teaser da segunda temporada de “A Casa do Dragão” e o painel de “Cidade de Deus”, com Jodie Foster, Steve Toussaint, Ewan Mitchell, Roberta Rodrigues e Alexandre Rodrigues.
  • Fallout (Prime Video). Ella Purnell, Aaron Moten, Walton Goggins, o diretor e produtor Jonathan Nolan e o co-showrunner Graham Wagner apresentaram a série baseada no game, com lançamento previsto para 2024.
  • Halo (Paramount+). A segunda temporada chegou com Joseph Morgan e Pablo Schreiber.
  • Duna 2 (Warner). Fechando o evento, Timothée Chalamet, Zendaya, Austin Butler, Florence Pugh e o diretor Denis Villeneuve exibiram os 10 primeiros minutos do filme, que só estreava em 2024. Depois, Villeneuve ainda liberou uma cena de mais de 6 minutos, a primeira vez que Paul Atreides doma e monta em um verme da areia.
  • Aquaman 2 (último painel). Jason Momoa, que veio à primeira edição, em 2013, voltou, mostrou um trailer e quase 15 minutos de cenas exclusivas do filme, previsto para 21 de dezembro.
Estande da Amazon Prime com grande destaque para a série Fallout
Estande da Amazon Prime com grande destaque para a série Fallout

Rock no Thunder: Bruce Dickinson

A cultura pop também abraçou a música. Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, transformou o palco Thunder em um show, comentou a taxação dos ingressos para shows no Brasil e abriu um debate sobre o uso de inteligência artificial na música.

Pode entrar, cinema nacional: a casa é sua

Para driblar a greve dos atores em Hollywood, a CCXP convidou uma série de artistas brasileiros para painéis e ativações, e o resultado foi bom: o público curtiu ver o cinema nacional no palco. Os painéis de “O Auto da Compadecida 2”, “Cidade de Deus”, “Drag Race Brasil” e “Mamonas Assassinas – O Filme” foram destaques. Taís Araujo contou que o painel de “Compadecida 2” no palco principal reuniu quase 4 mil pessoas muito animadas. Sandy também passou por lá para falar de “Evidências do Amor”.

Artist’s Valley: do centro para a porta de entrada

O coração da CCXP mudou de lugar: saiu do centro e foi para a entrada do pavilhão, um ponto de destaque para quem chega e para quem vai embora. Foram mais de 500 artistas cadastrados, a maior variedade de quadrinistas nacionais da história do evento, com muitos prints de grandes produções e conteúdo autoral e brasileiro. A quadrinista Helô D’Angelo, que estava no terceiro ano de participação, disse que o movimento estava bom para vários expositores, porque boa parte do público tem interesse em quadrinhos. O homenageado do Artist’s Valley foi Marcelo Campos.

Estandes e momentos emocionantes

Nem só de artista famoso vive a CCXP. No espaço da Roku rolou até “casamento” com fãs geeks, com trajes temáticos, certidão, foto impressa e lembrancinhas. Teve criança chorando por ver as atrações da Mauricio de Sousa Produções de pertinho, reencontros de fãs e cosplayers emocionados. Para mim, é esse clima de comunidade que explica por que o evento vira “épico”.

O balanço: público, marcas e estrutura

Os números responderam à minha dúvida inicial: a CCXP23 reuniu 287 mil pessoas entre 29 de novembro e 3 de dezembro, novo recorde, e também bateu o recorde de marcas presentes, com 105 empresas. Entre os patrocinadores estavam Banco do Brasil, Claro, Fanta, BIS e Gov.br. Entre os parceiros de conteúdo, nomes como Adult Swim, Amazon Prime, Apple TV+, Crunchyroll, HBO Max, Netflix, Paramount+, Sony Pictures, Warner e Xbox.

Curiosidades que valem o registro

  • A greve dos atores de Hollywood atrasou a agenda dos estúdios, e os anúncios internacionais saíram de última hora.
  • O Palco Ultra desceu para o show floor, e o Artist’s Valley foi para a entrada.
  • Ainda no último dia, a organização já avisou que a CCXP24 seria de 5 a 8 de dezembro de 2024, com Chris Claremont como primeiro confirmado.

Viva o épico

Mesmo com a greve atrapalhando a vinda de estrelas, a CCXP23 fez o que faz de melhor: juntou a comunidade. Com certeza é um épico. E você precisa estar lá para viver isso.

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