Menu fechado

Carta Aberta ao Ministro Leonardo Barchini

Prezado senhor,
Exmo. Ministro da Educação
Leonardo Osvaldo Barchini Rosa

Viemos por estas mal traçadas antes de tudo saudá-lo, malgrado o atraso do qual nos desculpamos. Sabemos que vossa assunção ao cargo se deu preteritamente, mas o tempo, ah, o tempo, este nos atropela e consome. Por falar em tempo, o seu será pouco, pelo menos comparado ao tempo de seu antecessor. Bem se diga em defesa do atual mandatário do executivo, ele conserva os ministros desta egrégia pasta e um ex ocupante do cargo atualmente é cotado para o governo do mais rico estado da federação, depois de ocupar os negócios da economia – uma postura diletante, já que não era a praia dele, o que deu para perceber, mas isso é outro assunto.

Será uma curta gestão mas nada impede de ser pelo menos correta. O senhor cuidará da pasta que vai redimir esta nação e
grandes paredes se fazem com pequenos tijolos e grandes caminhadas com curtos passos.

O seu chefe aprovou o Plano Nacional de Educação faz pouco. Temos metas interessantes como inclusão digital, ensino integral, avaliação consistente do ensino fundamental notadamente o infantil, dos primeiros anos. Mas se o senhor me permite, são novas metas porém antigas, e não tem problema se repetirem, mas tem problema elas não se concretizarem e por isso terem que ser repetidas.

Por isso, se o senhor permitir uma sugestão, o senhor poderia focar na integração de informações, procedimentos e financiamento junto a estados e municípios, tentando resolver o nó burocrático que mata qualquer boa vontade de se fazer algo que preste na educação deste país.

Jeito tem, é difícil mas tem. E isso ficar pelo menos apontado até dezembro, se houver um caminho das pedras determinado por sua gestão, ela já será histórica não apenas pelo curto período mas pelo que foi semeado. Na verdade, qualquer ação a favor da educação está valendo, ministro Barchini, mas as que gerarão frutos não para a próxima eleição mas para a próxima geração valem um país decente.

De tal sorte que torcemos para que o senhor, se possível, mais do que algo realizado, deixe algo semeado. E para inspirá-lo, trago Henfil, e suas belas palavras:

“Se não houver frutos, valeu a beleza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente”.

Publicado em:Editorial,Opinião

Conheça também...