Foram 72 batalhas insanas, zebras históricas, recordes pulverizados e o choro — de alegria e de desespero — tomando conta dos gramados da América do Norte. A monumental fase de grupos de Uma Copa Qualquer chegou ao fim. Das 48 seleções originais, restaram apenas as que souberam jogar com o regulamento debaixo do braço ou simplesmente atropelaram quem viram pela frente. Agora, a margem de erro é zero: quem vencer segue sonhando; quem perder arruma as malas. Vamos ao balanço definitivo de como cada chave desenhou o destino deste Mundial.
Grupo A: A Festa do Azteca e o Milagre dos Bafana Bafana

O Soberano Dono da Casa e uma Classificação Histórica
A bola rolou e o Grupo A entregou tudo o que se espera de uma abertura de Copa do Mundo: drama, marcas históricas e festa completa para a torcida local. Jogando com o apoio maciço de seu povo, a seleção do México sobrou na chave, garantindo 100% de aproveitamento e a liderança isolada, enquanto a África do Sul carimbou uma vaga inédita e heróica para o mata-mata.
A Força do Azteca e a Reação Asiática na Largada
A caminhada começou de forma explosiva no lendário Estádio Azteca. O México estreou com autoridade ao bater a África do Sul por 2 a 0, contando com o brilho de Quiñones, que abriu o caminho da vitória, e Jiménez, responsável por ampliar o placar. Sob o comando do árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio, o confronto foi tenso e marcado por três expulsões — duas do lado sul-africano e uma do lado mexicano.
No encerramento da rodada, a Coreia do Sul mostrou seu cartão de visitas ao vencer a República Tcheca por 2 a 1, de virada, no Estádio Akron, em Guadalajara. Os tchecos saíram na frente com Krejci, mas Inbeom e Hyeongyu garantiram a festa asiática. O grande nome do jogo foi o goleiro Seunggyu, que segurou a pressão com defesas cruciais e ganhou o apoio da torcida mexicana presente.
Arbitragem Histórica e a Consolidação Mexicana
A segunda rodada trouxe um marco eterno para a história dos Mundiais. No empate por 1 a 1 entre República Tcheca e África do Sul, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, a árbitra Tori Penso liderou o primeiro trio de arbitragem totalmente feminino na competição. Em campo, Sadilek abriu o placar para os europeus, mas Mokoena, cobrando pênalti no final, buscou o empate para os africanos.
Mais tarde, o México carimbou seu passaporte para a próxima fase ao vencer a Coreia do Sul por 1 a 0, novamente no Estádio Akron. O único gol nasceu de uma falha de comunicação trágica entre o goleiro Kim Seunggyu e o zagueiro Lee Gihyuk, muito bem aproveitada por Romo. Apesar do desempenho pouco inspirado, o goleiro Rangel garantiu o resultado com intervenções seguras na etapa complementar.
Festa para Ochoa e um Feito Inédito para os Bafana Bafana
A rodada decisiva serviu para consolidar o domínio absoluto dos donos da casa. No Estádio Azteca, o México atropelou a República Tcheca por 3 a 0. O técnico Javier Aguirre viu sua equipe deslanchar no segundo tempo com gols de Chávez, Quiñones e Fidalgo. A partida também ficou marcada pela linda homenagem ao goleiro Ochoa, que entrou em campo e alcançou o recorde histórico de disputar sua sexta Copa do Mundo.
Por fim, a grande surpresa da chave aconteceu no Estádio BBVA, em Monterrey. A África do Sul segurou a pressão inicial da Coreia do Sul e garantiu o segundo lugar do grupo ao vencer por 1 a 0, graças ao gol salvador de Maseko aos 18 minutos do segundo tempo. O resultado garantiu um feito histórico: pela primeira vez em quatro participações em Copas, os sul-africanos avançaram para a fase eliminatória, onde enfrentarão o Canadá em Los Angeles. Coreia e República Tcheca voltam para casa.
Grupo B: O Relógio Suíço e o Rolo Compressor Canadense

Equilíbrio Inicial na América do Norte
A bola rolou no Grupo B com um equilíbrio absoluto na primeira rodada, mas as forças da chave logo se desenharam. Inicialmente, o Canadá buscou um empate por 1 a 1 contra a Bósnia e Herzegovina em Toronto, com Cyle Larin marcando um gol histórico após Lukic abrir o placar. Paralelamente, a Suíça vencia o Catar com gol de Embolo, porém cedeu o empate por 1 a 1 nos acréscimos com um tento de Khoukhi.
Goleadas Imponentes Definem os Rumos da Chave
Posteriormente, a segunda rodada trouxe goleadas imponentes que definiram os rumos da chave. A Suíça atropelou a Bósnia por 4 a 1 em Los Angeles, impulsionada por dois gols de Manzambi e grande atuação de Vargas. Enquanto isso, o Canadá aplicou um sonoro 6 a 0 sobre o Catar em Vancouver. O atacante Jonathan David brilhou intensamente ao anotar um hat-trick, enquanto Cyle Larin guardou mais dois na goleada. Contudo, a festa canadense foi abafada pela grave lesão do jovem Koné, que fraturou a perna em campo.
A Eficiência Helvética Garante o Topo da Tabela
Na rodada decisiva, a eficiência helvética garantiu o topo da tabela. A Suíça confirmou a liderança isolada ao vencer o Canadá por 2 a 1, novamente com gols de Manzambi e Vargas, enquanto Promise David descontou para os canadenses. Na outra partida, a Bósnia derrotou o Catar por 3 a 1 no Lumen Field, com gols de Alajbegovic, Mahmic e um gol contra de Al-Brake. Dessa forma, os suíços avançaram na liderança absoluta, seguidos pelos canadenses em segundo lugar. Os bósnios terminaram em terceiro e aguardam a repescagem, ao passo que os cataris se despediram do torneio.
Grupo C: O Retorno do Rei e a Invencibilidade Marroquina

Susto Canarinho e o Fim do Jejum Escocês
O Grupo C começou com um cenário de incertezas, mas terminou consolidando o favoritismo dos gigantes e consagrando um grande protagonista. Na rodada de abertura, o Brasil decepcionou em sua estreia no MetLife Stadium ao empatar por 1 a 1 com Marrocos. Sob o comando de Carlo Ancelotti, a seleção canarinho teve uma atuação abaixo do esperado e precisou do brilho de Vini Jr. para arrancar o empate, enquanto os marroquinos demonstravam enorme superioridade física e técnica. Paralelamente, a Escócia quebrou um incômodo jejum de vitórias em Copas do Mundo que vinha desde 1990 ao bater o valente Haiti por 1 a 0, com gol de McGinn, assumindo a liderança provisória da chave.
O Despertar da Seleção e a Maestria de Marrocos
A segunda rodada serviu para desenhar os rumos dos classificados. No Gillette Stadium, Marrocos foi cirúrgico e venceu a Escócia por 1 a 0, com um gol relâmpago de Saibari no primeiro minuto de jogo, controlando o meio-campo com maestria. Enquanto isso, o Brasil espantou a crise e aliviou a pressão ao golear o Haiti por 3 a 0 na Filadélfia. O jogo consagrou Vini Jr. como o grande maestro da equipe, participando de todas as ações ofensivas, e teve Matheus Cunha brilhando intensamente com dois gols marcados.
Show de Vini Jr. e o Retorno de Neymar após 981 Dias
Na rodada decisiva, os ataques funcionaram em ritmo de gala. Marrocos confirmou sua força ofensiva ao bater o Haiti por 4 a 2 no Mercedes-Benz Stadium — mantendo uma impressionante invencibilidade de 31 jogos —, com tentos de Hakimi, Saibari, Rahimi e Yassine, enquanto Lenny Joseph e Isidor descontaram para os haitianos. Apesar do triunfo, os marroquinos avançaram na segunda colocação devido ao saldo de gols.
Isso porque, em Miami, o Brasil carimbou a liderança isolada da chave ao atropelar a Escócia por 3 a 0. Mais uma vez, Vini Jr. deu um show particular anotando duas vezes, em uma partida que também ficou marcada pelo retorno emocionante de Neymar à seleção após 981 dias longe dos gramados. Dessa forma, o Brasil avançou no topo da tabela. Já Marrocos avança na segunda posição, com Escócia e Haiti dando adeus à Copa .
Grupo D: O Fator Casa Nocauteia o Paraguai

Pochettino Mostra as Garras na Estreia
A bola rolou pelo Grupo D com os Estados Unidos mostrando a força de um dos anfitriões do torneio. Sob o comando de Mauricio Pochettino, a equipe norte-americana estreou com uma goleada imponente por 4 a 1 sobre o Paraguai no SoFi Stadium, contando com grande atuação de Pulisic e Balogun. Na mesma rodada, a Austrália superou a Turquia por 2 a 0, apostando na eficiência cirúrgica de Irankunda e Metcalfe.
Classificação Antecipada e o Gol Mais Rápido da Copa
Posteriormente, a segunda rodada consolidou a classificação antecipada dos norte-americanos. Mesmo sem contar com Pulisic, os Estados Unidos bateram a Austrália por 2 a 0 em Seattle, graças aos gols de Burgess (contra) e Freeman. Enquanto isso, o Paraguai se reabilitou no Levi’s Stadium ao vencer a Turquia por 1 a 0, em um duelo tenso onde Galarza marcou o gol mais rápido do Mundial logo aos 64 segundos de jogo.
Susto com os Reservas e a Batalha Direta pela Vaga
Por fim, a rodada decisiva guardou fortes emoções para os torcedores. Já garantidos no mata-mata, os Estados Unidos pouparam titulares e acabaram superados pela eliminada Turquia por 3 a 2 em um confronto eletrizante, mas seguraram a liderança isolada da chave com seis pontos. No outro extremo, a última vaga direta foi decidida em uma verdadeira batalha física entre Paraguai e Austrália. O empate persistente por 0 a 0 foi excelente para os australianos, que avançaram na vice-liderança com quatro pontos, deixando os paraguaios no sufoco da calculadora.
Grupo E: A Máquina Alemã e o Milagre Caribenho de Curaçao

Sete Gols para Começar Conversa
Pelo Grupo E, a bola rolou com a Alemanha mostrando sua força logo na estreia ao aplicar uma goleada imposta de 7 a 1 sobre Curaçao no NRG Stadium, com gols de Felix Nmecha, Nico Schlotterbeck, Kai Havertz (duas vezes), Jamal Musiala, Nathaniel Brown e Deniz Undav, enquanto Livano Comenencia anotou o gol de honra dos estreantes. Na mesma rodada, a Costa do Marfim desbancou o favoritismo do Equador ao vencer por 1 a 0 no Lincoln Financial Field, graças ao gol salvador de Dialló aos 44 minutos do segundo tempo.
O Herói do Banco e as 15 Defesas de Eloy Room
Posteriormente, a segunda rodada consolidou a classificação antecipada dos germânicos. A Alemanha bateu a Costa do Marfim de virada por 2 a 1 em Toronto, impulsionada pelo brilho de Deniz Undav, que saiu do banco para marcar duas vezes. No outro confronto da chave, o Equador dominou as ações e a posse de bola em Kansas City, mas parou na noite inspirada do goleiro Eloy Room — que realizou impressionantes 15 defesas — e amargou um empate por 0 a 0 contra Curaçao, resultado historicamente comemorado pela seleção caribenha por marcar seu primeiro ponto na história das Copas.
História Africana e a Queda de Neuer diante de Plata
Por fim, a rodada decisiva guardou fortes emoções no MetLife Stadium. A Costa do Marfim carimbou sua vaga inédita no mata-mata ao vencer Curaçao por 2 a 0, com dois gols do atacante Pepé, fechando a primeira fase na vice-liderança. O resultado foi a despedida de Curaçao da copa. No outro extremo, em um duelo eletrizante, o Equador superou a má fase e avançou de fase ao derrotar a Alemanha por 2 a 1. Os alemães saíram na frente com Sané, sofreram o empate de Angulo e viram Gonzalo Plata aproveitar uma desatenção do veterano goleiro Neuer para decretar a virada equatoriana. Apesar do tropeço, a seleção alemã segurou o topo da tabela do grupo.
Grupo F: O Carrossel Holandês e a Fuga do Cruzamento com o Brasil

Chuva de Gols e o Equilíbrio Inicial
A caminhada no Grupo F começou com muito equilíbrio e uma chuva de gols. Na rodada de abertura, Holanda e Japão empataram por 2 a 2 no AT&T Stadium em um duelo eletrizante, com Kamada salvando os japoneses nos minutos finais após gols de Van Dijk e Nakamura. Paralelamente, a Suécia aplicou um sonoro 5 a 1 sobre a Tunísia no Estádio BBVA, sob o comando da implacável dupla Isak e Gyökeres, assumindo a liderança inicial da chave.
O Atropelo Laranja no NRG Stadium
No entanto, a segunda rodada chacoalhou completamente a tabela. Em uma exibição imponente no NRG Stadium, a Holanda atropelou a Suécia por 5 a 1 com grandes atuações de Brian Brobbey e Cody Gakpo, estendendo sua histórica invencibilidade em fases de grupos de Copas. O Japão aproveitou o momento para se aproximar da vaga ao golear a Tunísia por 4 a 0, com direito a dois gols de Ueda e a eliminação precoce dos comandados de Hervé Renard.
Estratégia Perfeita: Liderança e Passaporte Carimbado
Por fim, a rodada decisiva consolidou os classificados. No Arrowhead Stadium, a Holanda confirmou a liderança isolada ao bater a Tunísia por 3 a 1 — gols de Skhiri (contra), Brobbey e Van Hecke —, resultado crucial que livrou os holandeses de cruzar o caminho do Brasil já na próxima fase. Na outra partida, o Japão segurou um empate por 1 a 1 contra a Suécia, sobrevivendo à pressão escandinava nos minutos finais para garantir a vice-liderança e carimbar seu passaporte para o mata-mata, onde terá pela frente o clássico diante da seleção brasileira em Houston.
Grupo G: A Revolução dos Faraós e o Despertar Belga

Tensão no SoFi Stadium e Tropeços Iniciais
O Grupo G reservou emoções até o último minuto e consagrou campanhas marcantes para o mata-mata. Na rodada de abertura, o equilíbrio deu o tom: a Bélgica empatou por 1 a 1 com o Egito, enquanto o Irã buscou um suado 2 a 2 contra a Nova Zelândia em um duelo carregado de tensões políticas no SoFi Stadium.
Feito Histórico para o Futebol Egípcio
Posteriormente, a segunda rodada trouxe cenários opostos para os favoritos. Os belgas se complicaram ao tropeçar em um amargo 0 a 0 contra os iranianos, partida em que ainda perderam o zagueiro Ngoy, expulso. Por outro lado, os egípcios deslancharam na competição ao vencerem os neozelandeses por 3 a 1, de virada, assegurando a primeira vitória de sua história em Copas do Mundo e assumindo a liderança provisória da chave.
O Veredito do VAR e a Goleada de Alívio da Bélgica
Por fim, a rodada decisiva definiu os rumos definitivos do grupo. O Egito carimbou sua inédita classificação direta às oitavas de final ao segurar um empate por 1 a 1 contra o Irã, contando com gol de Saber e superando um enorme susto nos acréscimos com um tento iraniano anulado pelo VAR após longa revisão. No outro confronto, a Bélgica enfim desencantou e atropelou a eliminada Nova Zelândia por 5 a 1 no BC Place, sob a batuta de De Bruyne, Trossard e Lukaku, carimbando o topo da tabela pelo critério de saldo de gols e avançando ao lado dos egípcios.
Grupo H: A Fúria de Yamal e o Voo Histórico de Cabo Verde

O Paredão Africano e o Tropeço da Celeste
O Grupo H reservou uma das histórias mais fascinantes da competição, combinando a soberania de uma gigante europeia com uma classificação verdadeiramente histórica. Na rodada de abertura, o equilíbrio absoluto deu o tom da chave com dois empates: a Espanha pressionou, mas parou no paredão montado por Cabo Verde em um movimentado 0 a 0, enquanto a Arábia Saudita segurou o favoritismo do Uruguai em um disputado 1 a 1.
O Primeiro de Lamine Yamal e a Resiliência Crioula
Posteriormente, a segunda rodada começou a desenhar os rumos dos classificados. Em Atlanta, a Espanha desencantou com autoridade e atropelou a Arábia Saudita por 4 a 0, partida que ficou marcada pelo primeiro gol do jovem fenômeno Lamine Yamal em Mundiais e pelo brilho de Oyarzabal. Paralelamente, em Miami, Uruguai e Cabo Verde fizeram um duelo elétrico que terminou em 2 a 2, onde os africanos souberam castigar as falhas defensivas da Celeste Olímpica para arrancar um ponto precioso.
O Fim da Era Bielsa e a Maior Zebra da Copa
Por fim, a rodada decisiva consolidou o cenário definitivo do grupo e confirmou uma enorme zebra. No Estádio Akron, a Espanha carimbou a liderança isolada ao vencer o Uruguai por 1 a 0, resultado que decretou a eliminação precoce da contestada equipe de Marcelo Bielsa. O tropeço uruguaio abriu as portas para a história: mesmo com um empate por 0 a 0 diante da Arábia Saudita, a seleção de Cabo Verde garantiu uma classificação inédita e heróica para o mata-mata, avançando de forma invicta na vice-liderança da chave.
Grupo I: O Monopólio dos Gols de Mbappé e Haaland

Duelo de Artilheiros na Rodada de Abertura
O Grupo I da Copa do Mundo de 2026 entregou grandes espetáculos, chuva de gols e confirmou o favoritismo de suas principais estrelas. Na rodada de abertura, a França superou um primeiro tempo difícil contra Senegal e venceu por 3 a 1 em East Rutherford, embalada por dois gols de Kylian Mbappé. No outro duelo da chave, a Noruega atropelou o Iraque por 4 a 1 com direito a show e dois gols do cometa Erling Haaland no Gillette Stadium.
Sob a Tempestade, a Classificação Europeia
Posteriormente, a segunda rodada selou as classificações antecipadas dos favoritos europeus. Mesmo com uma interrupção por tempestade na Filadélfia, a França passou sem sustos pelo Iraque por 3 a 0, com mais dois gols de Mbappé. Paralelamente, no MetLife Stadium, a Noruega carimbou seu passaporte para o mata-mata ao derrotar Senegal por 3 a 2 em jogo parelho, novamente iluminado por dois gols de Haaland.
O Show de Dembélé e a Sobrevivência de Senegal
Por fim, a rodada decisiva definiu as posições e guardou uma recuperação expressiva. Em confronto direto pela liderança isolada, a França goleou a Noruega por 4 a 1 no Gillette Stadium, impulsionada por uma atuação mágica de Ousmane Dembélé, autor de um hat-trick devastador. Em Toronto, a seleção de Senegal manteve o sonho vivo de avançar entre os melhores terceiros colocados ao aplicar um sonoro 5 a 0 sobre o Iraque, com grande exibição de Pape Gueye e a liderança de Sadio Mané. Franceses no topo, noruegueses em segundo para encarar a Costa do Marfim.
Grupo J: O Recorde Imortal de Lionel Messi

Igualando as Lendas logo na Estreia
O Grupo J da Copa do Mundo de 2026 foi completamente dominado por uma lenda viva e reservou emoções intensas até os minutos finais. Na rodada de abertura, a Argentina superou a Argélia por 3 a 0 com um show de Lionel Messi, que balançou as redes três vezes e igualou Miroslav Klose como o maior artilheiro da história dos Mundiais. No outro confronto, a Áustria confirmou seu retorno triunfante após 28 anos ao derrotar a estreante Jordânia por 3 a 1 em um duelo de muita velocidade.
Isolado no Topo do Mundo
Posteriormente, a segunda rodada consolidou a classificação antecipada dos atuais campeões do mundo. Em Arlington, a Argentina venceu a Áustria por 2 a 0, em mais uma noite mágica de Lionel Messi, que marcou duas vezes e assumiu o topo isolado da artilharia histórica das Copas com 18 gols. Paralelamente, a Argélia se reabilitou em Santa Clara ao bater a Jordânia de virada por 2 a 1, mantendo o sonho da vaga aceso e decretando a eliminação precoce dos jordanianos.
Sete Jogos Seguidos Marcando e o Empate Insano
Por fim, a rodada decisiva definiu as posições com direito a cenários espetaculares. Em Kansas City, Argélia e Áustria protagonizaram um empate insano por 3 a 3 repleto de reviravoltas, garantindo a classificação de ambos os lados. Ao mesmo tempo, a Argentina ratificou seus 100% de aproveitamento ao aplicar 3 a 1 na Jordânia, partida marcada pelo recorde exclusivo de Messi ao marcar em sete jogos seguidos na competição. A Argentina avançou na liderança isolada para encarar Cabo Verde, os austríacos em segundo pegam a Espanha, e a Argélia fisgou a vaga entre os melhores terceiros colocados.
Grupo K: A Dança de Luis Díaz e a Escrita de Cristiano Ronaldo

Estreia de Gala Colombiana e o Tropeço de Portugal
O Grupo K entregou emoções e equilíbrio tático, consolidando o favoritismo da Colômbia e carimbando vagas históricas. Na jornada de abertura, os colombianos bateram o estreante Uzbequistão por 3 a 1, impulsionados por uma exibição de gala de Luis Díaz, que anotou dois golos e serviu uma assistência. Paralelamente, Portugal tropeçou diante da RD do Congo num empate por 1 a 1, onde João Neves inaugurou o marcador, mas Yoane Wissa igualou para os africanos, ofuscando uma exibição discreta de Cristiano Ronaldo.
Seis Copas do Mundo Marcando Gols
Posteriormente, a segunda jornada tratou de desenhar o rumo dos classificados. Em Houston, Portugal recuperou com autoridade e goleou o Uzbequistão por 5 a 0, com um espetáculo de Cristiano Ronaldo, que bisou e tornou-se o primeiro jogador a marcar em seis edições do Mundial. No outro duelo da chave, a Colômbia suou mas venceu a RD do Congo por 1 a 0 com um golo salvador de Muñoz, assegurando a qualificação antecipada dos sul-americanos.
Pacto no Hard Rock Stadium e a Festa dos Leopardos
Por fim, a ronda decisiva selou o destino final do grupo. Num embate repleto de intensidade no Hard Rock Stadium, Colômbia e Portugal emparatam 0 a 0, resultado que garantiu a liderança isolada aos sul-americanos e a vice-liderança aos europeus. A grande festa, contudo, ficou por conta da RD do Congo: os Leopardos carimbaram uma histórica vaga na próxima fase ao baterem o Uzbequistão por 3 a 1, de virada, com mais dois gols do herói Wissa e um de Mayele. Colômbia pega Gana, Portugal encara a Croácia, e a RD do Congo desafia a Inglaterra.
Grupo L: O Rolo Compressor de Kane e os 200 Jogos de Modric

O English Team Sobra com Autoridade
O Grupo L entregou exatamente o que se espera de uma chave com camisas pesadas: tradição, recordes históricos e uma briga ferrenha até os minutos finais pela sobrevivência na Copa do Mundo de 2026. A Inglaterra sobrou na liderança e carimbou sua vaga invicta com 7 pontos. A caminhada dos comandados de Thomas Tuchel começou imponente no AT&T Stadium, em uma vitória por 4 a 2 sobre a Croácia, com direito a show e dois gols de Harry Kane, além de gols de Jude Bellingham e Marcus Rashford.
A Muralha de Gana e a Noite Histórica de Luka Modric
Na sequência, o English Team esbarrou em uma muralha africana no empate por 0 a 0 contra Gana no Gillette Stadium, onde mesmo com 80% de posse de bola não conseguiu furar o bloqueio rival. A confirmação do topo da chave veio sob chuva no MetLife Stadium: um tranquilo 2 a 0 sobre o Panamá, consolidando Jude Bellingham como o motor do time e Harry Kane como o maior artilheiro inglês da história dos Mundiais.
A segunda vaga direta ficou com a Croácia, que precisou de muita resiliência para avançar com 6 pontos. Após o tropeço na estreia para os ingleses, os croatas contaram com o dedo do técnico Zlatko Dalic para bater o Panamá por 1 a 0 no BMO Field, com gol de Ante Budimir, em uma noite histórica na qual o eterno Luka Modric foi ovacionado ao completar 200 jogos pela seleção.
A Despedida Honrosa dos Estrelas Negras
No duelo decisivo na Filadélfia, a experiência pesou: vitória croata por 2 a 1 sobre Gana, com gols de Luka Sucic e Nikola Vlasic, carimbando o passaporte para o mata-mata na vice-liderança. Gana se despediu de forma honrosa com 3 pontos. Os ganeses chegaram a sonhar alto após vencerem o Panamá por 1 a 0 na primeira rodada — gol de Ebenezer Yirenkyi após ajustes táticos de Carlos Queiroz — e segurarem o poderoso ataque inglês. Contudo, a derrota no confronto direto com os croatas selou o destino dos africanos, enquanto o Panamá deu adeus ao torneio na lanterna.
Enfim, o Mata-Mata!
Após 72 jogos, temos enfim os classificados para a próxima fase, que alguns chamam de “16-avos de final”, a FIFA optou por chamar de “Segundas de Final” e outros tão somente de “2ª Fase”.
O fato é que estamos no bom e velho mata-mata, onde a regra é simples: Perdeu? Cai fora. E nesta fase temos 32 seleções que vão lutar pela classificação e sonhar com o título.
