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Uma Copa Qualquer: Rodada de 11/06

A Copa do Mundo finalmente começou! E com isso já temos as análises dos jogos da rodada de 11/06. Na abertura dos trabalhos, o México carimba a estreia e vence a África do Sul no Azteca lotado. E na sequência, Coreia do Sul vence República Tcheca de virada. Bora conferir?

A história de México x África do Sul

A abertura do mundial foi no mítico Estádio Azteca, na Cidade do México. Ele já foi o palco de grandes decisões de outros mundiais. O Brasil sagrou-se Tricampeão em 1970 em jogo contra a Itália e Maradona levou a Argentina ao seu segundo título em 1986 em jogo onde até Deus entrou em campo e garantiu a vitória contra a Alemanha. Para os brasileiros, a presença do país na arbitragem com Wilton Pereira Sampaio. O México entrou em campo e venceu a África do Sul por 2 a 0, com gols de Quiñones e Raúl Jiménez. Foi também um jogo truculento, com três expulsões, um recorde para uma abertura de mundial.

México: Os Donos da Casa Histórica

Toda vez que o México entra em campo, junto com o time entra a piada clássica… jogam como nunca, perdem como sempre. O fato é que com 18 participações em Copa, a seleção mexicana é um dos países mais tradicionais na competição, mas nunca foram além das quartas-de-final. Justamente, quando sediou o evento.Sempre com bom jogadores em seu elenco, e de fato com muitas boas apresentações na Copa, infelizmente nunca conseguiram avançar às fases finais do torneio. Mas eles podem carregar de jogarem no templo do futebol, único a sediar três aberturas de mundiais.

África do Sul: Os Bafana Bafana Estão De Volta

País sede da edição de 2010 e ausente nas edições seguintes, os sul-africanos estão de volta à Copa do Mundo. Curiosamente, protagonizará mais uma vez a abertura de uma Copa do Mundo com o México. A África do Sul esteve em quatro copas e apesar de nunca terem avançado para as oitavas, sempre deixam sua marca pela alegria e energia.

Escalações

México: Raúl Rangel; Israel Reyes, César Montes, Johan Vásquez e Jesús Gallardo; Erik Lira, Álvaro Fidalgo e Brian Gutiérrez; Roberto Alvarado, Julián Quiñones e Raúl Jiménez.

África do Sul: Ronwen Williams; Khuliso Mudau, Ime Okon, Nkosinathi Sibisi, Mbekezeli Mbokazi e Aubrey Modiba; Teboho Mokoena, Sphephelo Sithole e Jayden Adams; Iqraam Rayners e Lyle Foster.

Bola Rolando!

O México fez valer o fator casa desde o primeiro segundo. Empurrada por um Azteca lotado, a seleção mexicana transformou o estádio em um caldeirão: quando os donos da casa tinham a bola, ecoavam gritos de “olé”; quando a África do Sul tentava jogar, uma vaia ensurdecedora tomava conta das arquibancadas.

Essa pressão sufocante deu resultado cedo. Aos 8 minutos, a defesa sul-africana bateu cabeça: Sithole errou feio na saída de bola, Lira recuperou com rapidez e serviu Quiñones, que não perdoou e mandou para as redes: México 1 a 0.

O ritmo caí

Após o gol, o ritmo mexicano diminuiu e a equipe passou a administrar a posse de bola. A África do Sul tentou reagir, mas esbarrou na forte marcação e na própria ansiedade — a primeira finalização dos Bafana Bafana só aconteceu aos 37 minutos. Antes do intervalo, o México ainda flertou com o segundo gol: Quiñones carimbou a trave e Brian Gutiérrez desperdiçou uma chance cara a cara.

Se a primeira etapa terminou morna, o segundo tempo começou em alta voltagem. Logo aos 4 minutos, a noite de Sithole — que já falhara no primeiro gol — virou um pesadelo: ele cometeu uma falta dura em Brian Gutiérrez na entrada da área e recebeu o cartão vermelho direto, deixando a África do Sul com um a menos.

Com um jogador a mais e o controle absoluto do meio-campo, o México se impôs. Aos 21 minutos, a insistência deu resultado. Alvarado cruzou com precisão na área e o experiente Raúl Jiménez subiu mais alto que todo mundo para testar firme e ampliar: 2 a 0.

O jogo, que já parecia resolvido, ficou ainda mais tenso na reta final. Aos 38 minutos, Zwane, que havia acabado de entrar na África do Sul, agrediu Alvarado. Após recomendação do VAR, o árbitro não hesitou e aplicou mais um cartão vermelho para os sul-africanos. Já nos acréscimos, com os ânimos exaltados, o capitão mexicano César Montes cometeu falta para interromper uma chance clara de gol da África do Sul e também foi expulso. No fim, festa mexicana na estreia histórica!

Resumo do Jogo

  • Gols: Quiñones (8′ 1T) e Raúl Jiménez (21′ 2T) — Nota: Lira deu a assistência para o primeiro gol, e Alvarado cruzou para o segundo.
  • Cartões Vermelhos: Sphephelo Sithole (4′ 2T – África do Sul), Themba Zwane (38′ 2T – África do Sul), César Montes (46′ 2T – México)
  • Substituições: pelo México, as entradas de Lira, Brian Gutiérrez, Alvarado e Raúl Jiménez. Já pela África do Sul, a entrada e expulsão relâmpago de Themba Zwane na reta final.

Análise do UBQ

A estreia da Copa do Mundo de 2026 entregou tudo o que o torcedor queria: atmosfera de caldeirão, polêmicas e gols. O México cumpriu muito bem o seu dever de casa, usando o fator torcida para sufocar o adversário nos minutos iniciais e aproveitar o erro crucial da África do Sul.

Embora o time tenha oscilado o ritmo após abrir o placar, as mexidas da comissão técnica no segundo tempo surtiram efeito imediato, e a expulsão precoce de Sithole pavimentou o caminho para uma vitória tranquila. O ponto de atenção fica para os cartões: se por um lado os sul-africanos perderam a cabeça com duas expulsões, o México liga o alerta ao perder seu capitão, César Montes, suspenso para o próximo jogo após o vermelho nos acréscimos. Três pontos na conta, festa no Azteca e o Grupo A começa desenhado pelos donos da casa.

A História de Coréia do Sul x República Tcheca

O primeiro dia de competições da Copa do Mundo fechou em grande estilo em Guadalajara. Em um confronto de muita intensidade e entrega física, a Coreia do Sul estreou no Grupo A com uma vitória maiúscula por 2 a 1 sobre a República Tcheca. Os asiáticos saíram atrás no placar, mas mostraram força mental e física para buscar o resultado, terminando a partida exaustos e celebrando muito os três pontos conquistados no gramado do Estádio Akron.

Domínio sem gols na primeira etapa

O primeiro tempo no México foi bastante movimentado e estudado. A Coreia do Sul tomou a iniciativa das ações ofensivas, apostando muito nas jogadas criadas por Lee Kang-in e na velocidade e liderança de Son Heung-min, que assustou a defesa adversária com finalizações perigosas.

A República Tcheca, por sua vez, equilibrou as ações apostando na sua principal arma: a bola aérea e os cruzamentos na área. Um detalhe curioso — e tenso — do primeiro tempo foi a intensidade da marcação sul-coreana, que chegou a rasgar quase que por completo a camisa do meio-campista tcheco Sulc após uma disputa, problema resolvido rapidamente pela rouparia. Apesar das chances criadas por ambos os lados, o placar foi para o intervalo zerado.

Emoção, golaço e virada no segundo tempo

Se os gols faltaram na etapa inicial, eles transbordaram no segundo tempo. Aos 15 minutos, a República Tcheca usou uma de suas especialidades: o lateral jogado na área por Coufal virou uma verdadeira assistência para o zagueiro Krejcí cabecear firme e abrir o placar para os europeus.

A resposta sul-coreana foi imediata e com muita categoria. Apenas seis minutos depois, aos 21, Hwang In-beom recebeu na área, limpou dois marcadores com um corte seco e bateu com imensa categoria, de cavadinha, anotando um golaço para empatar o jogo.

A República Tcheca chegou a balançar as redes novamente com Soucek, de cabeça, mas a arbitragem assinalou impedimento na jogada e anulou o gol. Na base da persistência e da troca de passes, a Coreia do Sul chegou ao gol da vitória aos 35 minutos: In-beom cruzou na medida certa para o centroavante Oh Hyeon-gyu desviar e decretar a virada. Nos minutos finais, os asiáticos souberam prender a bola e gastar o tempo com inteligência para garantir o resultado.

Ficha Técnica do Jogo

  • Placar: Coreia do Sul 2 x 1 República Tcheca
  • Gols: Krejcí (RTC) aos 15′, In-beom (COR) aos 21′ e Oh Hyeon-gyu (COR) aos 35′ do segundo tempo.
  • Coreia do Sul: Seunggyu; Hanbeom, MinJae, Taeseok e Youngwoo; Gihyuk, Inbeom (Jingyu), Seungho (Jinseob), Jaesung (Heechan) e Kangin; Son (Hyeongyu). Técnico: Hong Myung-Boo.
  • República Tcheca: Kovar; Chaloupek, Hranac, Krejcí, Coufal e Zeleny; Provod (Sadilek), Soucek e Sojka (Chytil); Sulc (Chory) e Schick (Hlosek). Técnico: Miroslav Koubek.
  • Cartão Amarelo: Gihyuk (Coreia do Sul).
  • Árbitro: Amin Mohamed Omar (Egito).
  • Público: 44.895 torcedores.
  • Local: Estádio Akron, em Zapopan, Jalisco (México).

Como fica o Grupo A?

Com o triunfo, a Coreia do Sul assume a segunda colocação do Grupo A, ficando atrás apenas do México pelo critério de saldo de gols. A República Tcheca aparece em terceiro lugar, enquanto a África do Sul segura a lanterna da chave.

Próximos Compromissos

A segunda rodada do Grupo A acontece na próxima quinta-feira, dia 18 de junho:

  • 13h (de Brasília): República Tcheca x África do Sul – em Atlanta (EUA).
  • 22h (de Brasília): México x Coreia do Sul – em Guadalajara (México), um confronto direto que vale a liderança isolada do grupo.
Publicado em:Entretenimento,Uma Copa Qualquer

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