Muitos jogos no último dia da segunda rodada de Uma Copa Qualquer. Com a exceção de Portugal, que bateu o Uzbequistão por 5 a 0, os outros jogos tiveram placar apertado. A Jordânia perdeu por 2 a 1 para a Argélia. Já a Inglaterra ficou num empate sem gols contra Gana. A Croácia – burocrática como sempre – venceu o Panamá por 1 a 0. E no final do dia, a Colômbia bateu a República Democrática do Congo por 1 a 0.
A gente conta todas as histórias pra você!
A História de Jordânia x Argélia
Zidane (o filho… não o pai) falha, Argélia vira na bola parada e elimina a Jordânia da Copa do Mundo 2026, vencendo pelo placar de 2 a 1.

O drama do “Nepobaby” e o brilho do “Messi Jordaniano”
O duelo árabe no Levi’s Stadium, em Santa Clara, trouxe contornos dramáticos, bom futebol e pitadas de cultura pop para os torcedores. A Jordânia entrou em campo disposta a surpreender, liderada pelas arrancadas de Al-Tamari, carinhosamente apelidado de o “Messi da Jordânia”. E foi justamente o país asiático que balançou as redes primeiro: aos 36 minutos do primeiro tempo, Al-Rashdan abriu o placar.
Contudo, o grande assunto das redes sociais na primeira etapa foi o goleiro argelino Zidane, filho do lendário craque francês Zinédine Zidane. Buscando se firmar após cometer falhas na estreia contra a Argentina, o arqueiro voltou a ser alvo de duras críticas da web, sendo rotulado por internautas como o “pior nepobaby da história” por não conseguir conter a bola no gol jordaniano. Do lado ofensivo da Argélia, o astro veterano e capitão Riyad Mahrez começou como titular, mas desperdiçou uma chance cara a cara com o goleiro Abulaila minutos antes do gol adversário, tendo uma atuação abaixo do esperado.
A força dos escanteios e a virada argelina
Na segunda etapa, as substituições promovidas pelo técnico Vladimir Petkovic mudaram completamente o ímpeto da Argélia. O atacante Hadj Moussa entrou no lugar de Riyad Mahrez e passou a bagunçar a defesa da Jordânia, que se postou de forma recuada e quase ampliou a vantagem em um contra-ataque perigoso de Al-Rawabdeh.
A força aérea dos argelinos acabou fazendo a diferença em duas jogadas cruciais de bola parada. Aos 24 minutos do segundo tempo, Benbouali (que havia saído do banco de reservas) testou firme após cobrança de escanteio pela direita para empatar o jogo. A comemoração africana tomou conta da Costa Oeste dos Estados Unidos e se transformou em festa completa aos 37 minutos: em mais uma cobrança de escanteio na área, Gouiri desviou com precisão para sacramentar a virada por 2 a 1.

Cenário do grupo e adeus precoce
Com o apito final do árbitro esloveno Slavko Vincic, a Jordânia amargou sua segunda derrota consecutiva na competição (após o revés por 3 a 1 para a Áustria na estreia) e está oficialmente eliminada da Copa do Mundo de 2026. Por outro lado, a Argélia somou seus primeiros 3 pontos no Grupo J, igualando a pontuação dos austríacos, e jogará a vida na rodada final em um confronto direto pela vaga no mata-mata, enquanto a líder Argentina já assiste a tudo de camarote com a classificação garantida.
Ficha Técnica: Jordânia 1 x 2 Argélia
- Escalação Jordânia: Abulaila; Nasib, Abudahab (Obaid), Al-Arab e Haddad; Al-Rawabdeh, Abutaha (Abuhasheesh) e Al-Rashdan; Olwan (Abuzraiq), Al-Tamari (Azaizeh) e Al-Mardi. Técnico: Jamal Sellami.
- Escalação Argélia: Zidane; Mandi, Belghali, Bensebaini e Ait-Nouri (Hadjam); Zerrouki (Bentaleb), Boudaoui (Benbouali), Chaibi e Maza; Mahrez e Gouiri (Belaid). Técnico: Vladimir Petkovic.
- Gols:
- Jordânia: Al-Rashdan (aos 36′ do 1º tempo).
- Argélia: Benbouali (aos 24′ do 2º tempo) e Gouiri (aos 37′ do 2º tempo).
- Árbitro: Slavko Vincic (Eslovênia).
- Cartões: Amarelo para Zerrouki (Argélia).
- Decisões críticas do VAR: Sem ocorrências.
- Local: Levi’s Stadium, Santa Clara, Estados Unidos.
- Público: 68.371 presentes.
A História de Portugal x Uzbequistão
Ele voltou! Portugal goleia Uzbequistão com dois de CR7 e encaminha vaga na Copa.

O craque enfim despertou! Após ver o destaque inicial de nomes como Lionel Messi, Kylian Mbappé e Erling Haaland neste Mundial, nesta terça-feira foi a vez de o camisola 7 chamar para si os holofotes. Com uma atuação de gala de Cristiano Ronaldo, a seleção portuguesa atropelou o Uzbequistão por 5 a 0 no NRG Stadium, em Houston, e colocou um pé nos oitavos-de-final da competição.
Cristiano Ronaldo faz história mais uma vez nas Copas
O astro de 41 anos provou em campo que o seu legado é imbatível. Ao balançar as redes do guarda-redes Nematov, ele alcançou uma marca histórica sem precedentes: tornou-se o primeiro e único jogador na história a marcar golos em seis edições diferentes de Copas do Mundo (2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026).
CR7 participou activamente de quase todas as principais jogadas ofensivas, infernizando a defesa adversária e coroando uma noite perfeita com dois tentos na primeira parte. Ele quase ampliou a contagem nos acréscimos com uma linda cavadinha, mas a zaga rival evitou o golo em cima da linha.
Domínio absoluto lusitano e golo anulado pelo VAR
A equipa das quinas dominou a partida do primeiro ao último minuto com extrema naturalidade. O primeiro golo nasceu logo aos seis minutos, quando Vitinha cruzou rasteiro pela direita e Cristiano Ronaldo antecipou-se à marcação para estufar as redes de perna direita. Dez minutos depois, Pedro Neto sofreu falta na entrada da área. Na cobrança, CR7 posicionou-se estrategicamente para distrair a barreira, e Nuno Mendes bateu com categoria no canto para ampliar.
O Uzbequistão ainda tentou esboçar uma reação num belo remate de Ganiev que acertou o ângulo de Diogo Costa. Contudo, após checagem do VAR, o árbitro Jalal Jayed invalidou o lance devido a uma falta de Fayzullaev em João Cancelo na origem da jogada. Pouco depois, num contra-ataque veloz puxado por Bruno Fernandes, Cristiano Ronaldo recebeu livre e tocou com classe na saída do guarda-redes para fazer o 3 a 0 antes do intervalo.
Na segunda parte, os comandados de Roberto Martínez diminuíram a intensidade e passaram a gerir a vantagem. Mesmo em ritmo de treino, o quarto golo surgiu aos 13 minutos, quando CR7 tentou desviar um canto rasteiro e o defesa Khusanov acabou por marcar auto-golo. Perto do fim, aos 38, Rafael Leão aproveitou uma sobra na grande área e desferiu um remate potente para fechar a conta em 5 a 0.

O desabafo do capitão após tempestade nos bastidores
A grande exibição serviu para acalmar o ambiente na seleção, que enfrentou uma semana conturbada fora das quatro linhas devido a pequenas polémicas na imprensa — incluindo rumores sobre um dia de praia do elenco e mal-entendidos envolvendo João Neves.
Na saída do relvado, Cristiano Ronaldo desabafou sobre a pressão sofrida: “Foi uma semana difícil, uma semana escura. Parecia que já estava aposentado do futebol. Mas aguentei, como aguento sempre, porque acredito mais no trabalho do que em outra coisa. Foi difícil, tenho que confessar, mas estamos de volta”.
Com o resultado, Portugal lidera temporariamente o Grupo K com 4 pontos e praticamente carimba o passaporte para a próxima fase. No próximo sábado, os lusitanos enfrentam a Colômbia em Miami para decidir o topo da chave, enquanto o Uzbequistão, já eliminado, cumpre calendário contra a República Democrática do Congo.
Ficha Técnica: Portugal 5 x 0 Uzbequistão
- Escalação Portugal: Diogo Costa; João Cancelo (Semedo), Rubén Dias, Renato Veiga e Nuno Mendes; João Neves (Bernardo Silva), Vitinha (Rafael Leão) e Bruno Fernandes; Cristiano Ronaldo, Pedro Neto (Francisco Conceição) e João Félix (Trincão). Técnico: Roberto Martínez.
- Escalação Uzbequistão: Nematov; Khusanov, Abdullaev e Ashurmatov; Karimov, Shukurov, Khamrobekov (Mozgovoy), Ganiev, Fayzullaev e Nasrullaev (Alizhonov); Shomurodov. Técnico: Fabio Cannavaro.
- Gols:
- Portugal: Cristiano Ronaldo (6′ do 1ºT e 38′ do 1ºT), Nuno Mendes (16′ do 1ºT), Khusanov (contra, aos 13′ do 2ºT) e Rafael Leão (38′ do 2ºT).
- Árbitro: Jalal Jayed (Marrocos).
- Cartões Amarelos: Renato Veiga (Portugal); Khamrobekov (Uzbequistão).
- Decisões críticas do VAR: Anulação do golo do Uzbequistão (marcado por Ganiev) devido à marcação de uma falta de Fayzullaev em João Cancelo no início da jogada.
- Local: NRG Stadium, Houston, Estados Unidos.
- Público: 68.777 presentes.
A História de Inglaterra x Gana
Bloqueio ganês e gol perdido por Harry Kane adiam classificação da Inglaterra na Copa de 2026 em jogo que terminou no 0 a 0.

Muralha africana segura o ímpeto inglês em Foxborough
A Inglaterra esbarrou em uma atuação defensiva cirúrgica de Gana e não passou de um empate por 0 a 0 nesta terça-feira, no Gillette Stadium, em Foxborough. Os comandados de Thomas Tuchel ditaram o ritmo da partida, chegando a manter a posse de bola na casa dos 80% durante boa parte do primeiro tempo, mas sofreram para furar o bloco extremamente compacto montado pelo técnico Carlos Queiroz. Quando as chances apareceram, a pontaria falhou: foram 17 finalizações inglesas contra apenas duas das Estrelas Negras, consagrando o goleiro ganês Asare como um dos grandes nomes do confronto.
Tensão nos bastidores e festival de faltas
O duelo na Costa Leste norte-americana também foi marcado pela alta intensidade física e rivalidades individuais. O volante Thomas Partey centralizou as atenções antes mesmo do apito inicial, sendo ignorado por Djed Spence — lateral inglês do Tottenham — no momento dos cumprimentos oficiais. Vaiado a cada toque na bola pelos torcedores, o camisa 5 de Gana ajudou a ditar o tom de uma partida arrastada e de muita imposição física. Ao todo, foram registradas 36 infrações (13 da Inglaterra e 23 de Gana), consolidando o confronto como o segundo mais faltoso da Copa do Mundo 2026 até aqui, atrás apenas do embate entre Escócia e Haiti pela primeira rodada.
Mudanças táticas e o milagre no travessão
Na segunda etapa, a Inglaterra tentou acelerar o jogo pelos lados do campo, mas as exibições apagadas dos pontas Gordon e Madueke irritaram a torcida. Tuchel mexeu no time, promovendo as entradas de Saka, Morgan Rogers (na vaga de um apagado Bellingham) e do jovem O’Reilly. As alterações surtiram efeito e encurralaram os ganeses. A melhor chance do jogo nasceu justamente dos pés de O’Reilly, que carimbou o travessão em um belo chute de fora da área. No rebote, livre e de frente para a pequena área, o artilheiro Harry Kane isolou de forma inacreditável a bola que daria a vitória e a vaga antecipada aos britânicos.

Cenário aberto no Grupo L para a rodada final
Com o placar zerado, Inglaterra e Gana chegam aos quatro pontos na tabela. Os ingleses sustentam a liderança pelo critério de saldo de gols (+1 contra 0 dos africanos). Ambas as seleções jogarão por um empate na rodada decisiva para carimbar o passaporte para o mata-mata sem depender de outros resultados. No próximo sábado, às 18h (de Brasília), a chave será definida com os confrontos simultâneos entre Panamá e Inglaterra, em Nova Jersey, e Croácia contra Gana, na Filadélfia.
Ficha Técnica: Inglaterra 0 x 0 Gana
- Escalação Inglaterra: Pickford; Reece James, Konsa, Guéhi e Djed Spence (O’Reilly); Declan Rice, Anderson (Eze) e Jude Bellingham (Morgan Rogers); Madueke (Rashford), Harry Kane e Anthony Gordon (Bukayo Saka). Técnico: Thomas Tuchel.
- Escalação Gana: Asare; Senaya (Peprah Oppong), Adjetey, Opoku e Mensah; Thomas Partey, Yirenkyi e Sibo; Iñaki Williams (Fatawu), Ayew (Adu/Baba) e Semenyo. Técnico: Carlos Queiroz.
- Gols: Sem gols.
- Árbitro: Saíd Martínez (Honduras).
- Cartões Amarelos: Declan Rice (Inglaterra); Iñaki Williams (Gana).
- Decisões críticas do VAR: Sem ocorrências graves.
- Local: Gillette Stadium, Foxborough, Estados Unidos.
- Público: 63.983 presentes.
A História de Panamá x Croácia
No sufoco e com paredão: Croácia bate o Panamá no jogo 200 de Modric e segue viva na Copa.

A Croácia ainda está longe de apresentar o futebol vistoso que a consagrou como um dos grandes destaques das últimas Copas do Mundo, mas conseguiu o mais importante: respirar no Mundial de 2026. Em um confronto sofrível e cheio de tensão no BMO Field, em Toronto, no Canadá, os europeus superaram um primeiro tempo horroroso e contaram com o oportunismo de um reserva acionado no intervalo para vencer o Panamá por 1 a 0 na noite desta terça-feira. O resultado recoloca a equipe balcânica na briga por uma vaga no mata-mata e decreta a eliminação precoce dos panamenhos do torneio.
Primeiro tempo surpreendente e de pouca inspiração
Para quem esperava uma pressão inicial da badalada seleção europeia, os primeiros 45 minutos foram uma enorme surpresa. O Panamá não se intimidou com o peso da camisa adversária e adotou uma postura corajosa, valorizando a posse de bola e buscando velocidade no ataque. O bom entrosamento defensivo de Blackman, Córdoba e Jiovany Ramos anulou completamente as investidas croatas.
O reflexo disso foi a primeira grande chance do confronto, criada pela equipe da América Central aos 15 minutos: Murillo recebeu em profundidade pelo lado direito e cruzou forte na pequena área, mas Fajardo se jogou na bola e não alcançou. Pouco depois, os panamenhos chegaram a carimbar o travessão em jogada anulada por impedimento. Do lado da Croácia, o meio-campo parecia perdido. Nem mesmo o craque e capitão Luka Modric, que completava a histórica marca de 200 jogos pela seleção croata, conseguia encontrar espaços. Os europeus só assustaram aos 45 minutos, quando Baturina limpou a marcação e chutou firme no canto para grande defesa de Mosquera.
Modificações cirúrgicas e gol salvador
Insatisfeito com a produção ofensiva, o técnico Zlatko Dalic mexeu no time durante o intervalo, desfazendo a linha defensiva original e promovendo as entradas dos atacantes Kramaric e Budimir. A resposta tática foi imediata. Logo aos 8 minutos do segundo tempo, Stanisic tabelou com Pasalic pela direita, foi à linha de fundo e cruzou na segunda trave. A bola passou pelo goleiro e encontrou justamente o iluminado Budimir, que completou para as redes, anotando o único gol da noite em seu primeiro lance no jogo.
Atrás no placar e ameaçado de eliminação, o Panamá se lançou ao ataque e abriu espaços para os contragolpes. A Croácia teve a chance de ouro de matar o jogo quando Modric acionou Pasalic em velocidade. Cara a cara com o goleiro, o meia-atacante tentou uma cavadinha que parou em Mosquera e, no rebote, isolou de forma inacreditável.
Livakovic fecha o gol e garante os três pontos
A falha na finalização manteve os panamenhos vivos e inflamou a reta final da partida. Foi aí que apareceu o grande nome do jogo: o goleiro Livakovic. O paredão croata operou pelo menos três defesas milagrosas em finalizações de Bárcenas e garantiu o resultado sob intensa pressão. Nos minutos finais, ainda houve tempo para Luka Modric ser substituído sob aplausos calorosos dos torcedores em sua “última dança” em Mundiais, antes de o apito final decretar a festa europeia em solo canadense.

O cenário no Grupo L para a rodada final
Com a vitória magra, a Croácia soma seus primeiros 3 pontos e assume a terceira colocação do Grupo L, encostando de vez na briga. A Inglaterra lidera a chave com 4 pontos (saldo +2), seguida de perto por Gana, também com 4 pontos (saldo +1), após o empate sem gols entre as duas seleções. Sem pontuar após duas derrotas, o Panamá cumpre tabela na última jornada.
A definição das vagas para o mata-mata acontecerá no próximo sábado, dia 27, às 18h (de Brasília), com confrontos simultâneos: Gana e Croácia fazem um confronto direto e decisivo no gramado da Filadélfia, enquanto a Inglaterra enfrenta o eliminado Panamá em Nova Jersey necessitando de um empate para avançar.
Ficha Técnica: Panamá 0 x 1 Croácia
- Escalação Panamá: Mosquera; Blackman (Davis), Córdoba e Jiovany Ramos (Waterman); Murillo, Martínez, Harvey e Andrés Andrade; Bárcenas (Tomas Rodriguez), José Luis Rodríguez e Fajardo (Londoño). Técnico: Thomas Christiansen.
- Escalação Croácia: Livakovic; Stanisic, Sutalo, Pongracic e Gvardiol (Kramaric); Kovacic (Petar Sucic), Baturina e Modric (Pasalic); Pasalic (Luka Sucic), Musa (Budimir) e Perisic. Técnico: Zlatko Dalic.
- Gols: Budimir (8′ do 2º tempo) para a Croácia.
- Árbitro: Pierre Atcho (Gabão).
- Cartões Amarelos: Bárcenas (Panamá); Petar Sucic (Croácia).
- Decisões críticas do VAR: Sem ocorrências graves; o árbitro de vídeo apenas validou a jogada do gol croata e confirmou a posição legal de Budimir no momento da conclusão.
- Local: BMO Field, Toronto, Canadá.
- Público: 43.036 presentes.
A História entre Colômbia x República Democrática do Congo
Colômbia vence RD Congo por 1 a 0 e carimba passaporte para as oitavas da Copa.

O Pré-Jogo: Em busca da vaga antecipada
A Colômbia entrou em campo embalada pela grande vitória por 3 a 1 na estreia contra o Uzbequistão, partida na qual o astro Luis Díaz já havia deixado a sua marca. Com a possibilidade de garantir a classificação antecipada para o mata-mata, os sul-americanos sabiam que um triunfo diante da valente seleção da República Democrática do Congo traria a tranquilidade necessária para fechar a fase de grupos. Do outro lado, os congoleses buscavam somar pontos após uma rodada inicial equilibrada, tentando manter vivo o sonho da classificação na competição de seleções mais importante do planeta.
Primeiro Tempo
O início do jogo surpreendeu quem esperava uma Colômbia dominante e uma RD Congo totalmente recuada. Com menos de um minuto de bola rolando, Kayembe soltou uma bomba de longe que passou muito perto da meta defendida por Vargas. Acordada pelo susto, a seleção colombiana respondeu imediatamente em dose dupla com Jhon Arias e Muñoz. O próprio lateral-direito Muñoz chegou a balançar as redes logo em seguida, mas o lance foi prontamente impugnado por impedimento, frustrando a torcida que lotava o estádio.
A RD Congo não se intimidou e manteve uma marcação por pressão sufocante na saída de bola colombiana. O jogo seguiu em alta velocidade e, aos 11 minutos, James Rodríguez arriscou um belo chute de fora da área para grande defesa de Mpasi. Aos 15 minutos, o domínio já era totalmente sul-americano, e a torcida presente passou a gritar “olé” a cada troca de passes. Contudo, após a parada para hidratação, o ritmo caiu. A equipe africana aproveitou para reter a posse de bola e quase abriu o placar aos 42 minutos, quando Bakambu por muito pouco não desviou um cruzamento perigoso de cabeça.
Segundo Tempo
A segunda etapa começou novamente com forte pressão colombiana. Logo aos cinco minutos, Luis Díaz obrigou o goleiro Mpasi a operar um verdadeiro milagre e, no rebote, Jhon Arias mandou para fora. Na busca intensa pelo gol, a Colômbia acabou cedendo espaços para os contra-ataques; em um deles, Moutoussamy recebeu com liberdade na entrada da área, mas errou o alvo.
O confronto ficou truncado, com erros técnicos de passes decisivos de ambos os lados e as defesas se sobressaindo. A estrela de Luis Díaz brilhou em dois lances impressionantes: primeiro, ele marcou um golaço de cobertura, invalidado por falta de ataque; logo em seguida, após limpar dois marcadores dentro da área, desferiu um chutaço para o fundo da rede, mas o lance foi anulado por impedimento.
A insistência e o “martelo” colombiano finalmente surtiram efeito aos 31 minutos: Quintero achou um passe primoroso para Córdoba, que fez um corta-luz genial sem tocar na bola; ela sobrou limpa para Muñoz finalizar, contando com um desvio na zaga antes de morrer no fundo do gol: 1 a 0! Nos minutos finais, a RD Congo partiu para o tudo ou nada e obrigou o goleiro Vargas a fazer duas defesas espetaculares nos acréscimos, garantindo a festa colombiana.

Passaporte carimbado e liderança isolada
Com a vitória magra e suada, a Colômbia chegou aos 6 pontos e garantiu sua vaga antecipada na segunda fase da Copa do Mundo de 2026. Na última rodada, os comandados de Néstor Lorenzo jogam apenas por um empate em um jogaço contra Portugal em Miami para assegurar a liderança isolada da chave. Já a RD Congo, que permaneceu com 1 ponto, não está matematicamente eliminada, mas precisará obrigatoriamente de uma vitória contra o já eliminado Uzbequistão em Atlanta, além de torcer por uma combinação de resultados para tentar avançar como uma das melhores terceiras colocadas.
Ficha Técnica: Colômbia 1 x 0 RD Congo
- Escalação Colômbia: Vargas; Muñoz, Sánchez, Lucumi, Puerta e Mojica; Lerma, Jhon Arias (Richard Rios) e James Rodríguez (Quintero); Luis Díaz e Luis Suárez (Córdoba). Técnico: Néstor Lorenzo.
- Escalação RD Congo: Mpasi; Wan-Bissaka, Mbemba, Tuanzebe, Kapuadi e Masuaku (Kayembe); Moutoussamy (Mbuku), Kayembe (Pickel) e Mukau (Sadiki); Bakambu (Bamza) e Wissa. Técnico: Sébastien Desabre.
- Gols: Colômbia: Muñoz (31′ do 2ºT).
- Árbitro: Maurizio Mariani (ITA).
- Cartões Amarelos: Lucumi e Lerma (Colômbia); Pickel (RD Congo).
- Decisões críticas do VAR: Revisão e anulação correta dos lances de gol de Luis Díaz (um por falta no ataque e outro por impedimento), além do gol também anulado de Muñoz no início do primeiro tempo.
- Local: Estádio de Guadalajara, Guadalajara, México.
- Público: 45.358 torcedores presentes.