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Uma Copa Qualquer: Decisão Grupo E

Chegamos à emocionante terceira rodada da fase de grupos de Uma Copa Qualquer! E o cenário para o Grupo E era absolutamente decisivo: os dois primeiros de cada chave carimbam o passaporte direto para as oitavas de final, enquanto o terceiro colocado fica na torcida e na calculadora para tentar ser um dos 8 melhores terceiros colocados do torneio. Para quem ficar por último, resta apenas arrumar as malas e voltar para casa mais cedo!

Foi nesse clima de “tudo ou nada” que a Costa do Marfim enfrentou a seleção de Curaçao e escreveu um capítulo inesquecível em sua história futebolística. Com uma vitória categórica por 2 a 0, com direito a show do atacante Nicolas Pépé, os marfinenses garantiram a segunda colocação da chave e avançaram para o mata-mata pela primeira vez.

No outro jogo do grupo, Plata veste a capa de herói, Equador vira sobre a Alemanha e carimba vaga inédita no mata-mata. Apesar da derrota, a Alemanha finalmente avança a fase de grupos após as más campanhas em 2018 e 2022.

Vamos contar estas histórias pra você.

A História de Curação x Costa do Marfim

A Costa do Marfim entrou em campo carregando o peso de um tabu incômodo. Em suas três participações anteriores em Copas do Mundo (2006, 2010 e 2014), a badalada geração marfinense jamais havia conseguido passar da fase de grupos. Desta vez, a campanha sólida com uma vitória sobre o Equador (1 a 0) e uma derrota para a Alemanha (2 a 1) dava o favoritismo aos africanos, que jogavam por uma classificação inédita.

Curaçao 0 x 2 Costa do Marfim

Do outro lado, a simpática seleção de Curaçao vivia um verdadeiro conto de fadas em sua primeira participação em Mundiais. Após o trauma do atropelo sofrido na estreia diante da Alemanha (7 a 1), a equipe caribenha mostrou um poder de reação incrível ao arrancar um empate sem gols contra o Equador. Representando uma pequena ilha do Caribe com cerca de 185 mil habitantes, Curaçao já havia marcado seu nome na história como o menor país do mundo a pontuar na competição. O sonho de uma classificação heroica estava vivo, mas a missão contra os marfinenses exigiria perfeição.

Primeiro Tempo: Domínio Marfinense e Gol Relâmpago

Quando a bola rolou no MetLife Stadium, em East Rutherford, os caribenhos tentaram surpreender. Logo nos primeiros minutos, o atacante Chong fez boa jogada e obrigou o goleiro Fofana a trabalhar em uma grande defesa. Contudo, o susto foi o suficiente para acordar a Costa do Marfim, que assumiu o controle das ações.

Aos 6 minutos, a superioridade se transformou em rede balançando. Yan Diomandé fez grande jogada pela esquerda, infiltrou-se no meio de três marcadores e acabou perdendo a bola. Porém, a defesa de Curaçao se enrolou de forma boba e devolveu o presente para o camisa 11 marfinense. Inteligente, ele foi até a linha de fundo e cruzou na medida exata para Nicolas Pépé aparecer livre no meio da marcação e finalizar de perna esquerda, sem chances de defesa.

Atrás no placar, a estratégia de Curaçao de jogar com linhas baixas e buscar contra-ataques precisou ser abandonada. Os comandados de Dick Advocaat tentaram sair mais para o jogo e arriscaram chutes de média distância com Gaari e Chong, mas Fofana estava seguro. A Costa do Marfim administrou o ritmo da partida com inteligência, fechando a primeira etapa com 53% de posse de bola e uma vantagem confortável.

Segundo Tempo: A Estrela de Pépé Brilha e Consolida a Vaga

No retorno do intervalo, os caribenhos demonstraram personalidade e voltaram dispostos a complicar o jogo. Aos 9 minutos, Floranus arriscou uma belíssima finalização colocada de fora da área e viu a bola passar tirando tinta do ângulo marfinense.

A reação de Curaçao, no entanto, foi freada pela eficiência técnica da Costa do Marfim. Aos 18 minutos, o meio-campista Sangaré teve uma leitura de jogo perfeita e encontrou Nicolas Pépé infiltrando-se livre na área. O atacante do Villarreal dominou e bateu de chapa com a perna esquerda, estufando as redes de Eloy Room e decretando o segundo gol dele na partida.

Com 2 a 0 no placar e a vaga carimbada, o técnico Emerse Faé tratou de poupar suas principais referências. Aos 21 minutos, Pépé, Bonny e Yan Diomandé deixaram o gramado sob aplausos. Nos minutos finais, no mais puro espírito de Copa do Mundo, Curaçao se lançou de forma corajosa ao ataque para tentar balançar as redes na sua despedida. Chong exigiu mais uma excelente intervenção de Fofana, e Noslin assustou com um chute de longa distância. O gol de honra não veio, mas a dignidade e a combatividade dos caribenhos deixaram uma ótima impressão no Mundial.

Pépé marca na vitória da Costa do Marfim - Foto: Kevin C. Cox/Getty Images
Pépé marca na vitória da Costa do Marfim – Foto: Kevin C. Cox/Getty Images

Placar Final e Panorama do Grupo E

Com o apito final do árbitro sueco Glenn Nyberg, a festa tomou conta do lado marfinense. O resultado decretou o fim da linha para Curaçao, que se despede na quarta posição do grupo, mas com o orgulho de ter pontuado pela primeira vez na história.

A Costa do Marfim encerra a fase de grupos com seis pontos, na segunda colocação, ficando atrás da Alemanha apenas nos critérios de desempate. O Equador, com quatro pontos, ficou na terceira posição e também avança ao mata-mata entre os melhores terceiros colocados.

O próximo compromisso dos marfinenses será nas oitavas de final na próxima terça-feira, às 14h (de Brasília), no Estádio de Dallas, nos Estados Unidos. O adversário sairá diretamente do encerramento do Grupo I, com França ou Noruega despontando como os prováveis rivais que cruzarão o caminho dos elefantes africanos.

Ficha Técnica: Curaçao 0 x 2 Costa do Marfim

  • Escalação Curaçao: Room; Gaari (Kastaneer), Floranus, Obispo, Brenet (Sambo) e Fonville (Noslin); Juninho Bacuna, Leandro Bacuna, Comenencia (Antonisse) e Chong; Locadia (Kuwas). Técnico: Dick Advocaat.
  • Escalação Costa do Marfim: Fofana; Ousmane Diomandé, Kossounou, Operi e Doue; Kessié (Seri), Sangaré e Bonny (Diakité); Yan Diomandé (Touré), Diallo (Inao Oulaï) e Pépé (Wahi). Técnico: Emerse Faé.
  • Gols: Pépé aos 6′ do 1ºT e aos 18′ do 2ºT (Costa do Marfim).
  • Árbitro: Glenn Nyberg (Suécia).
  • Cartões Amarelos: Juninho Bacuna e Kastaneer (Curaçao); Pépé (Costa do Marfim).
  • Decisões críticas do VAR: Sem ocorrências graves.
  • Local: Lincoln Financial Field, Filadélfia, Estados Unidos.
  • Público: 68.324 presentes.

A História de Equador x Alemanha

Seleção equatoriana supera início polêmico, derruba gigantes europeus de virada no MetLife e carimba passaporte para o mata-mata como um dos melhores terceiros colocados.

Equador 2 x 1 Alemanha

O Pré-Jogo: Tudo ou nada contra os favoritos e recorde histórico mundial

A situação da seleção do Equador era dramática. Apontada por muitos como uma das decepções iniciais da Copa do Mundo de 2026 por não ter saído do empate contra as teoricamente mais fracas Costa do Marfim e Curaçao, a seleção sul-americana chegou à última rodada com a corda no pescoço. O desafio? Vencer a poderosa Alemanha, que já estava com a liderança do Grupo E garantida e jogava sem pressão.

Mas os 80.663 torcedores presentes no MetLife Stadium, em East Rutherford, não testemunharam apenas um milagre esportivo: eles fizeram parte da história. Esta partida marcou o momento exato em que a Copa do Mundo de 2026 quebrou o recorde histórico de público acumulado em mundiais, atingindo a impressionante marca de 3,6 milhões de torcedores em todos os estádios, superando a histórica edição de 1994, também nos Estados Unidos.

Primeiro Tempo: Susto inicial e reação rápida

O jogo começou em ritmo elétrico e com polêmica pesada. Logo aos 2 minutos, a Alemanha abriu o placar. Pavlovic disputou a bola na área com o pé excessivamente alto, atingindo a cabeça de Vite. A arbitragem mandou seguir e a bola sobrou para Sané estufar as redes. Os equatorianos protestaram em massa por jogo perigoso, mas a juíza validou o gol.

Atrás no placar, o Equador não se abateu e respondeu rápido. Aos 9 minutos, Angulo arriscou uma bela finalização de média distância, vencendo o goleiro Neuer e deixando tudo igual no placar. O gol acalmou os ânimos da seleção sul-americana que, mesmo com menos posse de bola, conseguiu neutralizar a força criativa de Musiala e Wirtz até o intervalo.

Segundo Tempo: O milagre do VAR e o oportunismo de Plata

Se a etapa inicial começou quente, o segundo tempo repetiu a dose. Logo no início, Vite sofreu falta de Sané na origem da jogada, mas o jogo seguiu e, na sequência, Havertz foi derrubado na área: pênalti para a Alemanha. O drama equatoriano parecia consolidado, mas o VAR entrou em ação. Após revisar as imagens da falta em Vite no início do lance, a árbitra anulou a penalidade máxima.

O susto deu vida nova ao Equador. O atacante Gonzalo Plata, jogador do Flamengo, chegou a vestir a carapuça de vilão ao perder um gol inacreditável após bobeira da zaga alemã. Mas o futebol dá espaço para a redenção. Aos 32 minutos, após cobrança de escanteio, Kevin Rodríguez desviou e Plata, com faro de artilheiro e muita malícia, antecipou-se a uma rara desatenção de Neuer para empurrar para o fundo do gol: 2 a 1 e explosão amarela nas arquibancadas! Nos minutos finais, o técnico Sebastián Beccacece fechou a casinha com a entrada de Félix Torres, garantindo o resultado heroico.

Neuer é batido na vitória do Equador sobre a Alemanha - Foto: Frank Franklin II/AP
Neuer é batido na vitória do Equador sobre a Alemanha – Foto: Frank Franklin II/AP

Festa nas arquibancadas: O desabafo de Beccacece

Assim que a árbitra apitou o fim do confronto, o MetLife Stadium virou um mar de lágrimas e euforia. O técnico Sebastián Beccacece extravasou toda a pressão da primeira fase e, num momento totalmente carismático, escalou a grade de proteção do campo para abraçar seus familiares. Nas arquibancadas, os milhares de torcedores choravam e pulavam com a classificação arrancada na raça.

Ficha Técnica: Equador 2 x 1 Alemanha

  • Equador: Galíndez; Alan Franco (Preciado), Ordóñez, Pacho e Hincapié (Estupiñán); Vite, Moisés Caicedo, Yeboah (Jordy Caicedo) e Angulo (Félix Torres); Plata e Enner Valencia (Kevin Rodríguez). Técnico: Sebastián Beccacece.
  • Alemanha: Neuer; Kimmich (Thiaw), Tah, Rüdiger e Raum; Pavlovic (Stiller) e Nmecha (Beier); Musiala, Wirtz (Groß) e Sané; Havertz (Undav). Técnico: Julian Nagelsmann.
  • Gols: Sané (ALE) aos 2′ do 1ºT; Angulo (EQU) aos 9′ do 1ºT; Plata (EQU) aos 32′ do 2ºT.
  • Cartões Amarelos: Hincapié, Plata e Alan Franco (Equador); Pavlovic (Alemanha).
  • Decisões críticas do VAR: Anulação do pênalti assinalado a favor da Alemanha no início do segundo tempo, após revisão de falta sofrida por Vite na origem da jogada.
  • Árbitra: Tori Penso (EUA).
  • Local: MetLife Stadium, em East Rutherford (EUA).
  • Público: 80.663 presentes.

Como fica o Grupo E e os rumos do mata-mata

Com este resultado surpreendente, a Alemanha encerra a fase de grupos mantendo a liderança isolada do Grupo E com seis pontos. A Costa do Marfim avançou na segunda colocação também com seis pontos (após bater Curaçao por 2 a 0), perdendo a ponta nos critérios de desempate. O Equador carimba seu passaporte com quatro pontos somados, avançando oficialmente como um dos melhores terceiros colocados do Mundial. Curaçao dá adeus ao torneio na lanterna, com apenas um ponto.

Situação final do grupo E
Situação final do grupo E

Líder da chave, a Alemanha voltará aos gramados na próxima segunda-feira, às 17h30 (de Brasília), em Foxborough, para disputar as oitavas de final contra um dos terceiros colocados vindos dos Grupos A, B, C, D ou F. Classificado com moral elevada, o Equador entra no chaveamento eliminatório e aguarda o término das outras chaves para conhecer seu adversário e a sede do próximo desafio no mata-mata.

Publicado em:Entretenimento,Uma Copa Qualquer

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