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Uma Copa Qualquer: Decisão Grupo F

As decisões da fase de grupo continuam e na decisão do Grupo F de Uma Copa Qualquer, finalmente conheceremos o adversário do Brasil nas próxima fase. E após os duelos d ehoje, já sabemos que a seleção japonesa garantiu a vice-liderança do Grupo F após jogo elétrico em Arlington. Por outro lado, a Holanda não teve dificuldades em vencer a Tunísia e com isso avançou como líder do grupo.

Vamos contar estas histórias para você.

A História de Japão x Suécia

Japão empata com a Suécia e reencontra o Brasil no mata-mata…

Japão 1 x 1 Suécia

O Domínio Samurai e a genialidade de Ritsu Doan

A bola rolou no espetacular AT&T Stadium, em Arlington, e a Suécia tentou surpreender ao partir com tudo para o ataque logo no primeiro segundo. Mas o Japão, conhecido por sua formidável disciplina tática, soube esperar o momento certo em seu campo defensivo. Sob o comando de Hajime Moriyasu, a equipe se movimentou perfeitamente em bloco e logo passou a adiantar suas linhas, sufocando a saída de bola sueca e forçando o adversário a abusar das ligações diretas.

O grande destaque da primeira etapa foi o talentoso camisa 10, Ritsu Doan. O meia do Eintracht Frankfurt comandou as ações ofensivas pelo lado direito, infernizando os defensores com seus dribles e excelente visão de jogo. Logo aos cinco minutos, Doan recuperou uma bola no campo de ataque, passou por quatro marcadores e caiu na entrada da área ao tentar a jogada individual. A torcida japonesa vaiou muito o árbitro Iván Barton, que mandou o lance seguir, enquanto Moriyasu pedia pênalti na beira do gramado.

Com o apoio do lateral Yukinari Sugawara pela direita e as investidas em velocidade de Keito Nakamura pela esquerda, o Japão encurralou os comandados de Graham Potter. Os suecos ainda sofreram com a perda do zagueiro Isak Hien por lesão, obrigando o treinador a mudar o esquema tático com a entrada do jovem Lucas Bergvall. A melhor chance japonesa veio pouco antes do intervalo, quando Nakamura bateu cruzado e o goleiro Jacob Zetterstrom operou um milagre, salvando com a ponta dos dedos.

Gol de pivô, falha defensiva e a reação sueca

A intensidade japonesa foi recompensada logo no início do segundo tempo. Aos 5 minutos, em uma jogada com a assinatura do futebol coletivo asiático, Ayase Ueda puxou a marcação, fez o pivô com inteligência e acionou Ritsu Doan. O camisa 10 teve a calma necessária para enfiar uma bola açucarada para Daizen Maeda, que dominou livre na área e tocou com categoria na saída de Zetterstrom para abrir o placar. Naquele momento, com o gol da Tunísia contra a Holanda no outro jogo da chave, os japoneses chegaram a sonhar bem de perto com a liderança isolada.

No entanto, a Suécia, que até então se mostrava tímida e carecia de articulação, resolveu se lançar ao ataque no momento em que o Japão recuou. Aos 17 minutos, o atacante Anthony Elanga recebeu a bola pela ponta direita, cortou para o meio e bateu cruzado da entrada da área. O goleiro Zion Suzuki reagiu com atraso e acabou colaborando, vendo a bola morrer no fundo das redes para decretar o empate sueco.

A pressão final e o milagre nos acréscimos

O gol de empate e as substituições — incluindo a saída de Ritsu Doan do lado japonês — mudaram completamente o panorama do confronto. O Japão sentiu o golpe, comprimiu-se no campo defensivo e viu os europeus crescerem de forma avassaladora com o apoio de sua torcida. Nos minutos finais, a pressão sueca foi sufocante e o goleiro Zion Suzuki, que havia falhado no gol, tratou de se redimir de forma heroica com grandes intervenções.

Já nos acréscimos, após uma cobrança de escanteio perigosa, Alexander Isak testou firme à queima-roupa. Suzuki voou espetacularmente para tocar na bola com a ponta da luva, fazendo-a explodir no travessão antes de ser afastada. O susto foi o último grande ato da partida, selando o empate definitivo por 1 a 1.

Com o encerramento do Grupo F, a Holanda confirmou a liderança isolada com sete pontos. O Japão avançou na segunda colocação, com cinco pontos conquistados, enquanto a Suécia carimbou sua vaga no mata-mata em terceiro lugar, com quatro. A Tunísia, já eliminada antes da rodada começar, despediu-se na lanterna da chave.

Doan fez a diferença no time japonês no empate com a Suécia - Foto: Alex Slitz/AFP
Doan fez a diferença no time japonês no empate com a Suécia – Foto: Alex Slitz/AFP

Ficha Técnica: Japão 1 x 1 Suécia

  • Japão: Zion Suzuki; Ayumu Seko (Tsuyoshi Watanabe), Ko Itakura (Shogo Taniguchi) e Hiroki Ito; Yukinari Sugawara, Daichi Kamada, Ao Tanaka e Keito Nakamura (Yuto Nagamoto); Ritsu Doan (Junya Ito), Ayase Ueda (Koki Ogawa) e Daizen Maeda. Técnico: Hajime Moriyasu.
  • Suécia: Jacob Zetterstrom; Gustaf Lagerbielke, Isak Hien (Lucas Bergvall) e Victor Lindelof (Carl Starfelt); Alexander Bernhardsson (Daniel Svensson), Elliot Stroud (Ken Sema), Yasin Ayari e Gabriel Gudmundsson (Benjamin Nygren); Anthony Elanga, Viktor Gyokeres e Alexander Isak. Técnico: Graham Potter.
  • Gols: Daizen Maeda (Japão), aos 5′ do 2ºT; Anthony Elanga (Suécia), aos 17′ do 2ºT.
  • Árbitro: Iván Barton (El Salvador).
  • Cartões Amarelos: Shogo Taniguchi (Japão); Isak Hien e Viktor Gyokeres (Suécia).
  • Decisões críticas do VAR: Sem intervenções diretas nos lances capitais.
  • Local: AT&T Stadium, em Arlington (Estados Unidos).
  • Público: 70.137 presentes.

A História de Tunísia x Holanda

A Holanda carimbou sua classificação para a próxima fase da Copa do Mundo de 2026 com estilo e autoridade. Na noite desta quinta-feira, a seleção comandada por Ronald Koeman venceu a Tunísia por 3 a 1 no Arrowhead Stadium, em Kansas City, assegurando o primeiro lugar isolado do Grupo F. Com o resultado, os holandeses não apenas avançaram invictos, como também conseguiram traçar uma rota bem longe do Brasil nas oitavas de final.

Tunísia 1 x 3 Holanda

A vitória também manteve de pé um recorde histórico orgulhoso: a Holanda segue sendo a única das grandes potências do futebol mundial que nunca foi eliminada na fase de grupos em toda a história dos Mundiais. Para completar a festa, a equipe atingiu a expressiva marca de 15 jogos de invencibilidade no tempo normal ou prorrogação em Copas, consolidando a maior série invicta da atualidade.

O Jogo: Pressão avassaladora e controle tático

No primeiro tempo, um rolo compressor em seis minutos A partida começou com um ritmo alucinante imposto pela Holanda, que precisava do resultado para garantir a liderança e se defender da ameaça do saldo de gols do Japão. Logo aos 2 minutos, após uma troca rápida de passes, Dumfries cruzou e o defensor tunisiano Skhiri, de forma desengonçada, mandou de canela contra as próprias redes. O baque foi tão grande que, apenas quatro minutos depois, aos 6, a estrela do ataque Brobbey apareceu livre na área para escorar e ampliar o placar para 2 a 0, anotando o seu terceiro gol nesta Copa.

Após o início avassalador, o duelo ganhou contornos de um verdadeiro “treino de luxo”. Os comandados de Ronald Koeman empilharam chances com Gakpo, Reijnders e Malen, que por pouco não transformaram o jogo em goleada antes mesmo do intervalo. A Tunísia, já eliminada, dependia apenas de raros contra-ataques que morriam antes de assustar o seguro goleiro Verbruggen.

Que venha o segundo tempo!

Agora, no segundo tempo tivemos chuva, susto e números finais A etapa final começou com uma cena curiosa: a árbitra mexicana Katia Itzel García teve que paralisar o início do jogo por alguns instantes sob intensas vaias do público devido ao atraso no retorno de campo de um jogador tunisiano. Com a bola rolando e debaixo de chuva, a Tunísia esboçou uma reação aos 8 minutos, quando Mastouri subiu bonito após cobrança de escanteio e diminuiu de cabeça.

A Holanda não teve dificuldades em vencer a Tunísia - Foto: Getty Images
A Holanda não teve dificuldades em vencer a Tunísia – Foto: Getty Images

Com Japão vencendo, a liderança ficou ameaçada

Como o Japão vencia seu jogo simultâneo, a liderança holandesa ficou temporariamente ameaçada. Contudo, a Laranja Mecânica acordou rápido: aos 16 minutos, o zagueiro Van Hecke usou a cabeça para aproveitar um escanteio milimétrico e fechar a conta em 3 a 1. A reta final da partida ainda foi coroada com a entrada do astro Memphis Depay aos 32 minutos, levantando a torcida e consolidando a tranquila vitória.

Ficha Técnica: Tunísia 1 x 3 Holanda

  • Tunísia: Dahmen; Valery, Abdi, Talbi e Ben Hamida (Ben Ouanes); Khedira (Mahmoud), Skhiri, Hannibal Mejbri, Gharbi (Chaouat) e Slimane (Achouri); Mastouri (Tounekti). Técnico: Hervé Renard.
  • Holanda: Verbruggen; Dumfries, Van Hecke, Van Dijk e Aké; Gravenberch, De Jong (Koopmeiners) e Reijnders (Kluivert); Malen (Summerville), Gakpo (Lang) e Brobbey (Memphis Depay). Técnico: Ronald Koeman.
  • Gols: Skhiri (contra, aos 2′ do 1ºT) e Brobbey (aos 6′ do 1ºT) para a Holanda; Mastouri (aos 8′ do 2ºT) para a Tunísia; Van Hecke (aos 16′ do 2ºT) para a Holanda.
  • Árbitra: Katia Itzel García (MEX).
  • Cartões Amarelos: Não houve.
  • Decisões críticas do VAR: Sem intervenções capitais.
  • Local: Arrowhead Stadium, Kansas City (EUA).
  • Público: 68.391 presentes.

De Olho no Próximos Desafios: O Brasil no Caminho do Japão

Agora, o foco do Japão se volta totalmente para a fase de mata-mata. Os samurais enfrentarão ninguém menos que a Seleção Brasileira de Carlo Ancelotti, que garantiu o primeiro lugar do Grupo C. O esperado confronto eliminatório acontecerá na próxima segunda-feira, dia 29, às 14h (horário de Brasília), no NRG Stadium, em Houston.

Para tentar surpreender o time de Vini Jr. e companhia, o técnico Hajime Moriyasu precisará ligar o alerta e superar possíveis desfalques médicos importantes: o meia Kubo segue se recuperando desde a primeira rodada e o zagueiro Ko Itakura preocupa após deixar o campo ainda no primeiro tempo contra a Suécia.

A Holanda confirmou a ponta da tabela com sete pontos conquistados, seguida pelo Japão na vice-liderança (cinco pontos) e pela Suécia, que avançou como uma das melhores terceiras colocadas. A Tunísia se despede do torneio na lanterna, sem somar pontos.

Situação Final do Grupo F
Situação Final do Grupo F

Agora o bicho vai pegar! Por ter terminado na liderança, a Holanda foge do confronto direto contra o Brasil e vai encarar o perigoso time de Marrocos nas oitavas de final. O grande clássico contra os marroquinos — que promete parar o continente africano e o europeu — acontecerá na próxima segunda-feira, dia 28, às 22h (horário de Brasília), em Guadalupe, no México. Quem perder arruma as malas!

Publicado em:Entretenimento,Uma Copa Qualquer

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