Estamos no último dia de jogos da Fase de Grupos de Uma Copa Qualquer: Decisão Grupo G. Egito e Irã protagonizaram uma partida supermovimentada que terminou empatada em 1 a 1 e considerando o resultado entre Nova Zelândia e Bélgica, que venceu o jogo por uma goleada de 5 a 1, o Irã por enquanto pode sonhar com a classificação para o mata-mata.
Vamos contar estas histórias pra você.
A História de Egito x Irã
Egito e Irã empatam em noite histórica e com direito a vilão do VAR e o drama foi até o fim.

Que partida espetacular pudemos acompanhar na madrugada deste sábado! Em um confronto cheio de reviravoltas, emoção do primeiro ao último minuto e um roteiro digno de cinema, Egito e Irã empataram por 1 a 1 no Lumen Field, em Seattle. O resultado garantiu uma classificação histórica e inédita para os egípcios, enquanto os iranianos agora precisam respirar fundo, fazer contas e torcer contra os rivais para conseguir uma vaga na próxima fase da Copa do Mundo.
O Pré-Jogo: Curiosidades e o peso da história
O confronto colocou frente a frente duas equipes que buscavam quebrar barreiras históricas no torneio. O Egito chegou para esta partida disputando apenas a sua quarta edição de Copa do Mundo (com participações anteriores em 1934, 1990 e 2018). Em todas as ocasiões passadas, a seleção africana acabou eliminada logo de cara.
Já o Irã entrou em campo com o grande objetivo de avançar de fase pela primeira vez em sua história, tentando carimbar o passaporte para o mata-mata de forma direta. O palco para esse embate de gigantes foi o ensolarado e barulhento Lumen Field, casa tradicional em Seattle que recebeu um público excelente de mais de 66 mil torcedores.
Ritmo alucinante e gols relâmpago
A partida começou com propostas táticas muito claras. O técnico Amir Ghalenoei montou a seleção iraniana com uma linha defensiva de cinco jogadores, tentando fechar todos os espaços. Do outro lado, o técnico Hossam Hassan apostou na movimentação constante e troca de posições dos atletas egípcios para confundir a marcação.
A estratégia egípcia deu resultado logo aos cinco minutos. Em uma jogada muito bem trabalhada, o astro Mohamed Salah bateu prensado e a bola sobrou limpa para Saber inaugurar o placar.
Atrás no marcador, o Irã teve que abrir mão do esquema defensivo e se lançar ao ataque. A pressão foi intensa e resultou em um pênalti a favor dos asiáticos. O craque Taremi assumiu a responsabilidade, mas parou em uma defesa espetacular do goleiro Shobeir, que vivia noite inspirada.
Pouco tempo depois, aos 13 minutos, Mohammadi chutou rasteiro, o goleiro espalmou e o ala Ramin Rezaian apareceu muito rápido para aproveitar o rebote e empatar o jogo. O duelo continuou lá e cá até a parada técnica para hidratação, esfriando um pouco nos minutos finais do primeiro tempo.
Controle tático e a loucura nos acréscimos
Na etapa final, o ritmo de jogo caiu consideravelmente. Ciente de que o empate garantia a classificação, o Egito preferiu valorizar a posse de bola e evitar correr riscos desnecessários na defesa. No entanto, a equipe acabou sendo castigada indiretamente pela goleada da Bélgica por 5 a 1 sobre a Nova Zelândia, o que acabou empurrando os egípcios para o segundo lugar do grupo devido ao saldo de gols.
Precisando da vitória para não depender de outros resultados, o Irã tomou a iniciativa. O drama atingiu o ápice aos 47 minutos do segundo tempo. Em cobrança de falta de Ramin Rezaian, Shobeir saiu mal e o zagueiro Khalilzadeh mandou para o fundo das redes. O gol gerou uma comemoração efusiva, com direito ao zagueiro colocando óculos escuros estilizados entregues pela torcida.

Porém, a festa durou pouco. Após revisão detalhada do VAR, foi detectado um impedimento milimétrico – apenas um pé à frente – e o gol foi anulado, selando o empate definitivo.
Ficha Técnica: Egito 1 x 1 Irã
- Egito: Shobeir; Hany, Abdelmonem (Yasser Ibrahim), Rabia e Fatouh; Lasheen, Saber (Attia), Zico (Abdelkarim), Salah (Zizo) e Ashour (Marmoush); Trezeguet. Técnico: Hossam Hassan.
- Irã: Beiranvand; Ramin Rezaian, Kanaanizadegan (Hardani), Khalilzadeh, Nemati e Mohammadi; Ghoddos (Monghanlou), Ezatolahi, Ghordabi e Mohebbi (Jahanbakhsh); Taremi. Técnico: Amir Ghalenoei.
- Gols: Saber, aos 5′ do 1ºT (Egito); Ramin Rezaian, aos 13′ do 1ºT (Irã).
- Árbitro: Szymon Marciniak (Polônia).
- Cartões: Yasser Ibrahim, Lasheen e Saber (Egito); Nemati, Ezatolahi e Kanaanizadegan (Irã).
- Decisões críticas do VAR: Gol de Khalilzadeh (Irã), aos 47′ do 2º tempo, anulado por impedimento milimétrico após revisão do árbitro de vídeo.
- Local: Lumen Field, Seattle, Estados Unidos.
- Público: 66.925 presentes.
A História de Nova Zelândia x Bélgica
Bélgica enfim convence, goleia a Nova Zelândia por 5 a 1 e assegura a liderança do Grupo G.

A seleção da Bélgica finalmente apresentou o futebol que todos esperavam nesta Copa do Mundo de 2026. Em uma atuação de gala liderada por Trossard e De Bruyne, os Red Devils dominaram a partida do início ao fim e golearam a Nova Zelândia por 5 a 1 no BC Place, em Vancouver. Com o resultado acachapante, a equipe europeia garantiu a primeira colocação do Grupo G e carimbou sua vaga para a próxima fase do torneio. Por outro lado, os neozelandeses se despedem da competição sem somar nenhuma vitória.
Domínio belga e gol de Trossard após susto com o VAR
Desde os primeiros minutos da etapa inicial, a Bélgica assumiu o controle absoluto das ações. Diante de uma retranca de cinco defensores proposta pela Nova Zelândia, os belgas circularam a bola com passes rápidos e curtos. Doku e Trossard eram as principais armas de escape pelas pontas, enquanto De Bruyne flutuava pelo meio procurando brechas na marcação adversária.
A pressão começou forte: Trossard carimbou a trave esquerda do goleiro Crocombe e, no rebote, o zagueiro Mechele quase completou, mas viu a defesa salvar em cima da linha. Pouco depois, Doku exigiu outra grande defesa do goleiro neozelandês.
Aos 20 minutos, um lance capital assustou a torcida. Em um contra-ataque rápido, De Bruyne serviu Trossard, que finalizou contra a zaga. O árbitro Adham Makhadmeh assinalou pênalti por um suposto toque de mão. No entanto, após recomendação do árbitro de vídeo e revisão na cabine, a penalidade foi anulada pelo VAR.
O balde de água fria não desanimou a Bélgica. Aos 28 minutos, após cobrança de escanteio cobrada por De Bruyne pela esquerda, a defesa da Nova Zelândia bateu cabeça e a bola sobrou limpa para Trossard empurrar para o fundo da rede na pequena área, inaugurando o marcador. Após o gol sofrido, os neozelandeses tentaram se lançar um pouco mais ao ataque, forçando o goleiro Courtois a fazer sua primeira intervenção, mas o placar não se alterou até o intervalo.
Segundo tempo eletrizante e goleada sacramentada
A etapa complementar começou de forma avassaladora para os europeus. Logo aos 5 minutos, em excelente jogada construída por De Bruyne, Trossard recebeu dentro da área e finalizou duas vezes para vencer o goleiro e ampliar: 2 a 0 para a Bélgica.
Atrás no placar, a Nova Zelândia demonstrou muita coragem e adiantou suas linhas para pressionar a saída de bola belga. O jogador mais habilidoso da equipe da Oceania, Just, quase diminuiu após boa finalização defendida de forma espetacular por Courtois.
Mas a classe de De Bruyne tratou de acalmar os ânimos. O camisa 7 tomou conta do meio-campo e ditou o ritmo do confronto. Aos 21 minutos, em um belo chute rasteiro e preciso de fora da área, o craque fez o terceiro gol belga.
Com o resultado elástico, o técnico Rudi Garcia decidiu poupar seus principais atletas e promoveu diversas substituições, o que diminuiu temporariamente o ritmo da partida. A persistência da Nova Zelândia foi coroada aos 39 minutos, quando Just aproveitou o rebote de uma cobrança de escanteio e marcou um belo gol para descontar: 3 a 1.
A reação, contudo, parou por aí. O artilheiro Lukaku, que havia acabado de entrar em campo, precisou de apenas um toque de cabeça em seu primeiro lance para anotar o quarto gol belga aos 41 minutos. Já nos acréscimos, aos 49, Saelemaekers recebeu livre e fechou o caixão, sacramentando o massacre por 5 a 1.

Ficha Técnica do Jogo
- Nova Zelândia: Crocombe; Payne (Boxall), Surman, Bindon e Cacace (De Vries); Bell (McCowatt), Stamenic, Thomas (Old), Singh (Randall) e Just; Wood. Técnico: Darren Bazeley.
- Bélgica: Courtois; Mechele, Theate, De Cuyper e Castagne; Tielemans (Raskin), Vanaken e De Bruyne (Onana); Trossard (Saelemaekers), Doku (Fernandez-Pardo) e De Ketelaere (Lukaku). Técnico: Rudi Garcia.
- Gols:
- Bélgica: Trossard, aos 28′ do 1ºT; Trossard, aos 5′ do 2ºT; De Bruyne, aos 21′ do 2ºT; Lukaku, aos 41′ do 2ºT; Saelemaekers, aos 49′ do 2ºT.
- Nova Zelândia: Just, aos 39′ do 2ºT.
- Árbitro: Adham Makhadmeh (Jordânia).
- Cartões Amarelos: Stamenic e Just (Nova Zelândia).
- Decisões críticas do VAR: Anulação do pênalti inicialmente marcado a favor da Bélgica aos 20 minutos do primeiro tempo por suposto toque de mão da defesa neozelandesa, após revisão recomendada pelo árbitro de vídeo.
- Local: BC Place, Vancouver, Canadá.
- Público: 52.497 torcedores presentes.
A Situação do Grupo G
Com o segundo lugar garantido no Grupo G, o Egito agora se prepara para enfrentar a Austrália nas oitavas de final, em duelo que acontecerá na próxima sexta-feira, em Dallas. O Irã, por sua vez, encerra sua participação com três pontos e saldo zero, ocupando momentaneamente a sexta colocação entre os melhores terceiros colocados.
Para confirmar a sua classificação inédita, a equipe torce contra Argélia, Croácia e RD Congo na rodada decisiva de sábado. O empate também acabou beneficiando diretamente a seleção de Senegal, que assegurou matematicamente o seu lugar nas oitavas de final.
Classificada com autoridade na liderança do Grupo G, a Bélgica aguarda a definição dos demais grupos para conhecer seu adversário nas oitavas de final. O duelo eliminatório dos Red Devils está agendado para a próxima quarta-feira, dia 1º de julho, às 17h (de Brasília), no estádio Lumen Field, em Seattle.
A Nova Zelândia se despediu da Copa segurando a lanterna do grupo.
