Dia de estreia da atual campeã! Na rodada de 16/06 de Uma Copa Qualquer um dia com apenas três jogos, tivemos muitos gols. A França, atual vice-campeã venceu o Senegal pelo placar de 3 a 1. Na sequência, a Noruega venceu o Iraque por 4 a 1. Por fim, A campeã Argentina fez sua estreia com muita força, trazendo um Messi inspiradíssimo na vitória por 3 a 0 sobre a Argélia.
A gente conta a história dos jogos pra você…
A História de França x Senegal
A estreia do Grupo I da Copa do Mundo de 2026 levou 80 mil torcedores ao MetLife Stadium, em Nova Jersey, e entregou tudo o que se espera de um grande clássico mundial. Diante de uma valente e perigosa seleção de Senegal, a França sofreu no primeiro tempo, mas deslanchou na etapa final sob o comando de um Kylian Mbappé histórico, vencendo por 3 a 1.

Susto africano e a pior marca francesa
Quem esperava um passeio da atual vice-campeã mundial desde o início se surpreendeu. O primeiro tempo foi amplamente dominado por Senegal, que se impôs fisicamente e taticamente. Os africanos criaram as melhores chances e carimbaram a trave de Maignan com Nicolas Jackson. Já nos acréscimos, Ismaïla Sarr perdeu um gol incrível na pequena área.
A França parecia travada. Com apenas uma finalização certa nos primeiros 45 minutos, os comandados de Didier Deschamps registraram a sua pior produção ofensiva em um primeiro tempo de fase de grupos na história recente das Copas.
O despertar dos craques e o recorde do Camisa 10
No segundo tempo, a postura europeia mudou por completo. Embora o meia Michael Olise tenha sido eleito o craque do jogo pela Fifa por desmontar a defesa senegalesa com assistências e dribles, os holofotes da história miraram Mbappé.
Até então apagado e errando domínios bobos, o camisa 10 precisou de apenas um toque aos 20 minutos para aproveitar o cruzamento de Olise e abrir o placar. Esse gol isolou Mbappé no topo da história: com 13 gols em Mundiais, ele ultrapassou Pelé e Lionel Messi.
Pouco depois, o garoto Barcola saiu do banco e, no seu primeiro lance, ampliou com categoria após grande passe de Rabiot. Nos acréscimos, o jogo ganhou contornos dramáticos quando Mbaye descontou para Senegal após falha de Maignan. Mas a reação africana não durou nem 60 segundos. Na saída de bola, Mbappé soltou uma pancada de longe, contou com a colaboração do goleiro Mendy e fechou a conta: 3 a 1 e 14 gols em Copas na conta do astro do Real Madrid. O recorde histórico do alemão Miroslav Klose (16 gols) nunca esteve tão ameaçado.

Liderança e os próximos passos
Com a vitória, a França assume temporariamente a liderança isolada do Grupo I com três pontos, enquanto Senegal fica zerado. No próximo domingo, 22 de junho, os senegaleses tentam a recuperação contra a Noruega em Nova Jersey, e a França viaja até a Filadélfia para encarar o Iraque.
Ficha Técnica: França 3 x 1 Senegal
- FRANÇA: Maignan; Koundé, Saliba, Upamecano e Théo Hernandez; Tchouaméni e Rabiot; Olise, Dembelé (Barcola), Mbappé e Doué (Cherki). Técnico: Didier Deschamps.
- SENEGAL: Mendy; Diatta, Koulibaly, Niakhaté, Diouf; Idrissa Gueye (Ciss), Papa Gueye (Ndiaye); Sarr (Mbaye), Camara (Diarra), Mané e Jackson (Dieng). Técnico: Pape Thiaw.
- Gols: Mbappé, aos 20, Barcola, aos 36, Mbaye, aos 50, e Mbappé, aos 51 minutos do 2º tempo.
- Árbitro: Alireza Faghani (Austrália)
- Arbitragem (VAR): Um possível pênalti em Mbappé foi revisado pelo VAR no segundo tempo, mas o árbitro mandou seguir.
- Local: MetLife Stadium, East Rutherford, Nova Jersey (Estados Unidos)
- Público: 80.545 espectadores
A História de Iraque x Noruega
A espera de 28 anos da Noruega para voltar a disputar uma Copa do Mundo terminou em grande estilo no Gillette Stadium, em Foxborough. Contando com o faro de gol implacável de Erling Haaland, a seleção europeia confirmou o favoritismo ao golear o valente time do Iraque por 4 a 1. O resultado esquentou a briga no Grupo I, colocando os noruegueses no topo da chave pelo critério de saldo de gols.

O duelo dos matadores e a odisseia iraquiana
O Iraque entrou em campo cercado de histórias de superação. Seu grande artilheiro, Aymen Hussein — apelidado de “O Homem do Machado” —, chegou a ficar retido por sete horas na imigração dos Estados Unidos antes de conseguir se juntar ao elenco. Em campo, os iraquianos não se intimidaram e jogaram de igual para igual durante boa parte do primeiro tempo.
Mas do outro lado estava o fenômeno do Manchester City. Após um início sonolento da Noruega, a pausa para a hidratação clareou as ideias dos europeus. Aos 27 minutos, Nusa fez grande jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para Haaland inaugurar o placar de carrinho. Foi um momento especial também para a família do craque: seu pai, Alf-Inge, defendeu a Noruega na Copa de 1994, mas como defensor.
O Iraque respondeu à altura aos 38, quando o próprio Hussein subiu mais alto que três marcadores para empatar de cabeça. A festa asiática, porém, ruiu quatro minutos depois, quando o zagueiro Tahseen recuou mal e o goleiro Jalal Hassan chutou a bola em cima de Haaland, que viu a bola morrer no fundo das redes. Com o segundo gol no jogo, o camisa 9 atingiu a bizarra marca de 57 gols em 51 jogos pela seleção — uma média superior a um gol por partida.
Estratégia e o azar final do Iraque
No segundo tempo, o técnico Stale Solbakken fez quatro modificações para oxigenar o time. Deu certo. Aos 20 minutos, em uma cobrança de escanteio ensaiada, a zaga iraquiana dobrou a marcação em Haaland e esqueceu o defensor Leo Østigård, que testou firme para fazer o terceiro.
Já nos acréscimos, em um lance de total infelicidade, Thorstvedt disputou a bola na pequena área após passe de Haaland, e o artilheiro iraquiano Aymen Hussein acabou jogando contra o próprio patrimônio, decretando o placar final de 4 a 1.

Noruega no topo
A goleada garantiu à Noruega a liderança isolada do Grupo I com três pontos e três gols de saldo, superando a França (que venceu Senegal por 3 a 1 e tem dois de saldo). Na próxima segunda-feira, dia 22 de junho, o Iraque tenta se recuperar enfrentando a França na Filadélfia, enquanto a Noruega mede forças contra Senegal no MetLife Stadium.
Ficha Técnica: Iraque 1 x 4 Noruega
- Escalação Iraque: Jalal Hassan; Hussein Ali (Saadoon), Tahseen, Hashim e Doski; Al-Ammari, Zaid Ismael (Iqbal Zidane) e Bayesch; Ali Jasim (Qasem), Aymen Hussein e Al-Hamadi (Farji).
- Escalação Noruega: Nyland; Ryerson, Ajer, Heggem e Moller Wolfe (Østigård); Berge, Ødegaard (Berg) e Aursnes (Thorstvedt); Sørloth (Oscar Bobb), Nusa (Schjelderup) e Haaland.
- Gols:
- Iraque: Aymen Hussein (38 minutos do 1º tempo)
- Noruega: Haaland (27 e 42 minutos do 1º tempo), Østigård (20 minutos do 2º tempo) e Aymen Hussein [contra] (51 minutos do 2º tempo)
- Árbitro: Pierre Ghislain Atcho (Gabão)
- Cartões: Tahseen [Amarelo] (Iraque)
- Local: Gillette Stadium, Foxborough, Estados Unidos
- Público: 63.106 presentes
A História de Argentina x Argélia
A terça-feira de Copa do Mundo de 2026 teve grandes exibições de Mbappé e Haaland, mas o dono definitivo do dia foi Lionel Messi. Em uma noite de gala no Arrowhead Stadium, em Kansas City, o camisa 10 deu um espetáculo, marcou os três gols da vitória por 3 a 0 da Argentina sobre a Argélia e atingiu o topo do futebol mundial, igualando o alemão Miroslav Klose como o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, ambos com 16 gols.

Recordes pulverizados e sustos no início
Aos 38 anos e disputando o seu sexto Mundial, Messi transformou a estreia do Grupo J em um evento histórico. Logo nos primeiros minutos, o sistema de impedimento semiautomático frustrou os torcedores ao anular um gol de Messi e, logo em seguida, um de Chaïbi para a Argélia.
O placar abriu de fato aos 17 minutos, quando o craque carregou a bola entre as linhas adversárias e soltou uma pancada da entrada da área. O chute contou com uma falha de Luca Zidane — filho da lenda francesa Zinedine Zidane —, que aceitou. Aos 31, o clima esquentou: Messi deu uma solada em Mandi e os argelinos pressionaram por uma expulsão, mas a arbitragem e o VAR ignoraram o lance, mantendo o camisa 10 em campo.
O show do maior de todos no segundo tempo
Na etapa final, o time de Lionel Scaloni jogou visivelmente para consagrar o seu capitão. Aos 15 minutos, Mac Allister soltou uma bomba, Luca Zidane deu rebote nos pés de Messi, que empurrou para dentro com o pé direito: 2 a 0.
O momento mais aguardado veio aos 31 minutos. Após grande passe na meia-lua, o gênio bateu com precisão no canto direito para alcançar seu primeiro hat-trick em Copas e sacramentar os 16 gols no torneio. De quebra, Messi se tornou o jogador mais velho a marcar mais de um gol em um jogo de Copa, superando Roger Milla, e superou Pelé em participações diretas em gols na história da competição (agora são 24 participações, contra 21 do Rei). Ovacionado por 69.045 presentes, o craque foi substituído no fim para receber os aplausos do estádio.

Liderança garantida
O resultado coloca a Argentina na liderança isolada do Grupo J com três pontos, enquanto a Argélia fica zerada. Na próxima segunda-feira, dia 22 de junho, os argentinos enfrentam a Áustria em Dallas, enquanto os argelinos buscam a reação contra a Jordânia.
Ficha Técnica: Argentina 3 x 0 Argélia
- Escalação Argentina: Dibu Martínez; Montiel, Lisandro Martínez, Cristian Romero (Otamendi) e Medina; De Paul, Enzo Fernández e Mac Allister; Messi (Nico Paz), Lautaro Martínez (Julián Álvarez) e Almada (Nico González). Técnico: Lionel Scaloni.
- Escalação Argélia: Luca Zidane; Belghali, Bensebaini, Mandi e Ait-Nouri; Boudaoui (Aouar), Bentaleb (Zerrouki), Chaïbi e Maza (Boulbina); Hadj Moussa (Mahrez) e Gouiri (Amoura). Técnico: Vladimir Petković.
- Gols:
- Argentina: Messi (17 minutos do 1º tempo, 15 e 31 minutos do 2º tempo)
- Argélia: Não houve.
- Árbitro: Szymon Marciniak (Polônia)
- Cartões: Sem registros de cartões na partida.
- Decisões críticas do VAR: Aos 31 minutos do 1º tempo, os jogadores da Argélia pediram cartão vermelho para Messi após uma solada em Mandi, mas o VAR optou por não recomendar a revisão da jogada.
- Local: Arrowhead Stadium, Kansas City, Estados Unidos
- Público: 69.045 presentes