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Uma Copa Qualquer: Rodada de 17/06

Último dia da primeira rodada de Uma Copa Qualquer! A rodada de 17/06 foi um dia recheado de jogos e poucas surpresas. A Áustria venceu a Jordânia pelo placar de 3 a 1. Portugal não foi bem na sua estreia e conseguiu apenas um empate com a República Democrática do Congo em 1 a 1. Depois foi a vez de Inglaterra e Croácia… um jogo com muitos gols e vitória inglesa por 4 a 2. A sequência contou com a vitória de Gana sobre o Panamá por 1 a 0 em um jogo em que ambas as equipes maltrataram a bola e por fim, uma sólida Colômbia venceu o Uzbequistão pelo placar de 3 a 1.

A gente conta aqui todas estas histórias pra você.

A História de Áustria x Jordânia

A bola rolou em ritmo frenético na madrugada desta quarta-feira no Levi’s Stadium, em Santa Clara, Estados Unidos. Em um duelo elétrico válido pela primeira rodada do Grupo J da Copa do Mundo de 2026, a Áustria carimbou seu retorno aos Mundiais após 28 anos de ausência com uma vitória por 3 a 1 sobre a valente seleção da Jordânia. O confronto foi marcado por uma entrega física impressionante de ambos os lados e por um momento que vai ficar para sempre na história do futebol asiático.

Intensidade pura e o cartão de visitas europeu

Estreante absoluta em Copas, a Jordânia não se intimidou e começou apostando na velocidade máxima de seus contra-ataques. Com menos de dois minutos de jogo, o talentoso canhoto Altamari arrancou em velocidade e serviu o capitão Haddad, que bateu firme e exigiu grande defesa do goleiro Schlager. Sentindo o perigo, a seleção comandada por Ralf Rangnick aumentou a velocidade na troca de passes para controlar as ações, usando a estatura de Kalajdzic (de dois metros de altura) como referência na área.

A resposta jordaniana veio aos 17 minutos com um chutaço de Fakhoury, novamente espalmado por Schlager. Contudo, a eficiência austríaca prevaleceu logo em seguida. Aos 20 minutos, Schmid recebeu fora da área e soltou uma bomba espetacular: um golaço que deixou o goleiro Abulaila totalmente sem reação no ângulo. A Jordânia seguiu lutando e carimbou o travessão europeu antes da parada médica para reidratação, mantendo o confronto totalmente aberto.

Feito histórico e o fator Arnautovic na etapa final

Na volta do intervalo, o entusiasmo ofensivo continuou ditando o tom da partida. Logo aos 5 minutos da segunda etapa, Alrawabdeh desarmou o ataque austríaco na intermediária e lançou Olwan em velocidade pela esquerda. O camisa 9 carregou com estilo e bateu cruzado, sem chances para Schlager, decretando o empate e a festa histórica de uma nação estreante: o primeiro gol da Jordânia na história das Copas do Mundo.

O jogo ficou completamente aberto e lá e cá. Aos 25 minutos, o veterano Arnautovic chegou a balançar as redes em uma jogada de escanteio, mas o lance acabou invalidado após checagem por um toque de mão prévio. A insistência da Áustria deu resultado pouco depois, aos 31 minutos, em um lance muito parecido: após cobrança de escanteio vinda da esquerda, o zagueiro jordaniano Alarab tentou o corte e acabou mandando contra a própria meta, recolocando os austríacos em vantagem.

Nos minutos finais, o ritmo seguiu alucinante. Já nos acréscimos, aos 54 minutos, Arnautovic finalizou e a bola carimbou o braço do defensor da Jordânia dentro da área. O próprio Arnautovic assumiu a responsabilidade na cobrança do pênalti aos 57 minutos, batendo com extrema categoria para fechar a conta em 3 a 1 e assegurar os três pontos.

Áustria não teve dificuldades contra a Jordânia – Foto: Dean Mouhtaropoulos/Getty Images

Cenário do Grupo J

Com este resultado, a Áustria divide a liderança da chave com a Argentina, que mais cedo derrotou a Argélia por 3 a 0 com um hat-trick do craque Lionel Messi. Os argentinos ocupam o topo pelo saldo de gols, deixando os austríacos na vice-liderança.

FICHA TÉCNICA – Áustria 3 x 1 Jordânia

  • Escalação Áustria: Schlager; Posch, Alaba (Danso), Lienhart e Mwene (Wanner); Schlager (Chukwuemeka), Seiwald, Sabitzer, Laimer e Schmid (Wimmer); Kalajdzic (Arnautovic). Técnico: Ralf Rangnick.
  • Escalação Jordânia: Abulaila; Haddad (Almardi), Nasib (Alrosan), Alarab e Abualnadi (Obaid); Alrawabdeh, Abutaha e Alrashdan; Olwan, Altamari (Aldaoud) e Fakhoury (Azaizeh). Técnico: Jamal Sellami.
  • Gols: Áustria: Schmid (20′ do 1º tempo), Alarab (contra, 31′ do 2º tempo) e Arnautovic (57′ do 2º tempo); Jordânia: Olwan (5′ do 2º tempo).
  • Árbitro: Dahane Beida (Mauritânia).
  • Cartões: Sabitzer (Áustria) – Amarelo.
  • Decisões críticas do VAR: Anulação do gol de Arnautovic aos 25 minutos do segundo tempo por conta de toque de mão de Posch no início da jogada; Confirmação do pênalti convertido por Arnautovic aos 57 minutos do segundo tempo após toque de mão da zaga jordaniana.
  • Local: Levi’s Stadium, Santa Clara, Estados Unidos.
  • Público: 68.527 torcedores.

A História de Portugal x República Democrática do Congo

A bola rolou pelo Grupo K da Copa do Mundo de 2026 e a primeira grande zebra deu as caras. No NRG Stadium, em Houston, Estados Unidos, a badalada seleção de Portugal tropeçou na estreia e ficou no 1 a 1 contra a surpreendente República Democrática do Congo. O confronto ficou marcado pela enorme dificuldade criativa dos europeus, pela noite pouco inspirada de Cristiano Ronaldo e por um feito que quebrou um tabu histórico para o futebol africano.

Início promissor e o bloqueio congolês

Empurrado por uma verdadeira onda vermelha que tomou as arquibancadas em Houston, o time comandado por Roberto Martínez começou o jogo pressionando o bloco baixo defensivo armado por Sébastien Desabre. A estratégia parecia que daria certo logo cedo. Aos 5 minutos do primeiro tempo, após intensa troca de passes, Pedro Neto dominou pela esquerda e descolou um cruzamento cirúrgico. O jovem meia João Neves, de apenas 1,74m, infiltrou-se com velocidade e testou firme para abrir o placar: 1 a 0.

Quem esperava uma goleada, no entanto, viu a República Democrática do Congo se agigantar. Postada em um sistema com linha de cinco defensores, a equipe africana não apenas neutralizou as principais investidas de Bruno Fernandes e Bernardo Silva, como passou a explorar os espaços nas costas da marcação portuguesa. Bem marcado, Cristiano Ronaldo participou pouquíssimo do jogo na primeira etapa, assistindo ao crescimento do adversário.

A resiliência congolesa foi premiada no apagar das luzes. Nos acréscimos da primeira etapa, aos 49 minutos, Arthur Masuaku cruzou na medida e Yoane Wissa subiu completamente livre na pequena área para cabecear para o fundo das redes, deixando tudo igual.

Pressão, nervosismo e noite apagada de CR7

Na etapa final, Portugal voltou com o ponta Francisco Conceição na tentativa de furar o forte bloqueio defensivo. A seleção europeia manteve a posse de bola, mas esbarrou em uma atuação tática perfeita dos zagueiros Chancel Mbemba e Axel Tuanzebe. Nervosa, a equipe portuguesa passou a errar passes e ceder contra-ataques perigosos que testaram o goleiro Diogo Costa.

As grandes chances do jogo caíram justamente nos pés do maior artilheiro da história da seleção das Quinas. Na metade do segundo tempo, Francisco Conceição invadiu a área e cruzou rasteiro; Cristiano Ronaldo passou um pouco da linha da bola e acabou finalizando mascado para fora. Minutos depois, em lance muito parecido, o camisa 7 recebeu em boa posição, mas errou o alvo novamente, sacramentando o placar amargo para os favoritos.

Gol de Wissa pela RD Congo – Foto: Karen Warren/AP

O Recorde Humano

O gol de Yoane Wissa e o apito final garantiram uma noite de gala para os Leopardos. Em sua segunda participação em Mundiais na história, a República Democrática do Congo conquistou, de uma só vez, o seu primeiro gol e o seu primeiro ponto ganho em Copas do Mundo, quebrando uma marca incômoda de sua primeira participação, onde havia sofrido três derrotas sem balançar as redes.

FICHA TÉCNICA – Portugal 1 x 1 Rep. Dem. Congo

  • Escalação Portugal: Diogo Costa; João Cancelo, Tomás Araújo, Renato Veiga e Nuno Mendes (Nelson Semedo); João Neves e Vitinha (Gonçalo Ramos); Bernardo Silva (Francisco Conceição), Bruno Fernandes e Pedro Neto (Rafael Leão); Cristiano Ronaldo. Técnico: Roberto Martínez.
  • Escalação RD Congo: Lionel M’Pasi; Aaron Wan-Bissaka (Gédéon Kalulu), Chancel Mbemba, Axel Tuanzebe, Steve Kapuadi e Arthur Masuaku (Joris Kayembe); Samuel Moutoussamy, Ngal’ayel Mukau (Noah Sadiki) e Edo Kayembe (Charles Pickel); Cedric Bakambu (Simon Banza) e Yoane Wissa. Técnico: Sébastien Desabre.
  • Gols: Portugal: João Neves (5′ do 1º tempo); RD Congo: Yoane Wissa (49′ do 1º tempo).
  • Árbitro: Abdulrahman Al-Jassim (Catar).
  • Cartões: Bernardo Silva, Nelson Semedo e Tomás Araújo (Portugal) – Amarelos; Chancel Mbemba (RD Congo) – Amarelo.
  • Decisões críticas do VAR: Sem ocorrências. Lances de faltas e divididas na área foram checados de forma silenciosa e a arbitragem de campo foi mantida pelo árbitro de vídeo.
  • Local: NRG Stadium, Houston, Estados Unidos.
  • Público: 68.777 presentes.

A História de Inglaterra x Croácia

Inglaterra e Croácia entregaram exatamente o espetáculo que os apaixonados por futebol esperavam no AT&T Stadium, em Arlington, Estados Unidos. Em um confronto de altíssimo nível técnico e com seis gols, a Inglaterra foi avassaladora no segundo tempo para vencer por 4 a 2 na estreia do Grupo L da Copa do Mundo de 2026. O resultado justificou as altas expectativas sobre o trabalho do técnico Thomas Tuchel, enquanto a experiente seleção croata sofreu com o desgaste de suas principais estrelas.

Primeiro tempo eletrizante e lá e cá

O jogo começou quente e com uma falha rara do craque Luka Modric, que cometeu pênalti ao chutar Madueke dentro da área. Na cobrança, Harry Kane parou na defesa de Livakovic, mas o VAR flagrou o adiantamento do goleiro. Na repetição do lance, aos 11 minutos, o camisa 9 inglês não perdoou e abriu o placar. A Croácia não se abalou, dominou o meio-campo e chegou ao empate aos 35 minutos, quando Sucic serviu Baturina, que soltou a bomba para fazer 1 a 1.

A resposta inglesa veio logo em seguida, aos 41, com Rice cobrando escanteio na medida para Harry Kane cabecear livre para as redes. Porém, demonstrando enorme categoria e sem deixar a bola cair, os croatas buscaram o empate novamente nos acréscimos, aos 49 minutos, em um golaço de Musa após assistência de cabeça de Perisic.

Bombardeio inglês e o golpe final na etapa complementar

Na volta do intervalo, os papéis se inverteram. Com apenas um minuto de bola rolando, Elliot Anderson fez grande lançamento para Bellingham invadir a área e bater cruzado, colocando a Inglaterra em vantagem. A partir daí, iniciou-se um verdadeiro bombardeio inglês comandado pelo camisa 10 e por Kane, parando em defesas espetaculares de Livakovic, que evitou um placar ainda mais elástico.

Com a Croácia cansada, Modric acabou substituído logo aos 12 minutos do segundo tempo. O golpe de misericórdia dos Três Leões veio aos 40 minutos: Saka encontrou Rashford livre na área; o atacante fez o corte na marcação e bateu no cantinho para selar o triunfo por 4 a 2.

Bellingham vence o goleiro e marca – Foto: Kai Pfaffenbach / Reuters

O Recorde Humano

A noite em Dallas consagrou Harry Kane como uma lenda das Copas do Mundo. Ao balançar as redes duas vezes, o centroavante se tornou o jogador com maior número de gols em penalidades na história dos Mundiais. Além disso, alcançou a marca de 10 gols na competição, igualando o lendário Gary Lineker como o maior artilheiro da história da seleção inglesa em Copas do Mundo.

FICHA TÉCNICA – Inglaterra 4 x 2 Croácia

  • Escalação Inglaterra: Pickford; Reece James, Stones (Guéhi), Konsa e O’Reilly; Rice (Morgan Rogers), Anderson e Bellingham (Spence); Madueke (Saka), Harry Kane e Gordon (Rashford). Técnico: Thomas Tuchel.
  • Escalação Croácia: Livakovic; Sutalo, Vuskovic (Mario Pasalic; depois Kramaric) e Gvardiol; Stanisic, Sucic, Modric (Kovacic) e Perisic; Marco Pasalic, Musa (Matanovic) e Baturina (Vlasic). Técnico: Zlatko Dalic.
  • Gols: Inglaterra: Harry Kane (11′ e 41′ do 1º tempo), Bellingham (1′ do 2º tempo) e Rashford (40′ do 2º tempo); Croácia: Baturina (35′ do 1º tempo) e Musa (49′ do 1º tempo).
  • Árbitro: Clément Turpin (França).
  • Cartões: Nenhum registro de cartões aplicados na partida.
  • Decisões críticas do VAR: Intervenção aos 11 minutos do primeiro tempo para apontar o adiantamento do goleiro Livakovic na primeira cobrança de pênalti de Harry Kane, determinando a repetição do lance.
  • Local: AT&T Stadium, Arlington, Estados Unidos.
  • Público: 70.389 pessoas.

A História de Gana x Panamá

A emoção ficou guardada para o último suspiro na tarde desta quarta-feira no BMO Field, em Toronto, no Canadá. Em um confronto de baixo nível técnico, mas com um final dramático, a seleção de Gana arrancou uma vitória por 1 a 0 sobre o Panamá na estreia das equipes pelo Grupo L da Copa do Mundo de 2026. O resultado premiou a insistência africana na etapa final e frustrou a imensa colônia panamenha que havia invadido o estádio canadense.

Primeiro tempo burocrático e de poucas emoções

O confronto começou com um susto para os africanos. Logo no primeiro minuto de jogo, Waterman finalizou de primeira e obrigou o goleiro Ati-Zigi a realizar uma grande defesa. Apesar do início movimentado, a partida rapidamente caiu de produção. Sob o comando de Thomas Christiansen, o Panamá manteve maior posse de bola e uma postura tática obediente, mas esbarrou na falta de criatividade para furar o bloqueio oponente.

Do outro lado, os Black Stars (Estrelas Negras) pareciam completamente perdidos em campo. Sentindo a ausência do volante Thomas Partey — impedido de entrar em território canadense —, Gana não conseguia criar jogadas ofensivas. Os atacantes Semenyo e o capitão Jordan Ayew estiveram isolados, fazendo com que a seleção ganesa fosse para o intervalo sem registrar uma finalização sequer em direção à meta de Mosquera.

Mudança de postura, polêmica e o gol do alívio

Na volta do vestiário, o técnico Carlos Queiroz promoveu a entrada do goleiro Asare no lugar de Ati-Zigi e adiantou as linhas de Gana. O Panamá, contudo, desperdiçou uma chance de ouro quando Cristian Martínez mandou para fora, estando livre na pequena área. A resposta de Gana veio aos 19 minutos, em cruzamento rasteiro que o lateral Jiovany Ramos salvou de forma providencial antes que a bola chegasse a Ayew.

Pouco depois, o jogo ganhou contornos polêmicos. O defensor Córdoba tropeçou no pé de Opoku dentro da área. Os atletas ganeses reclamaram de forma veemente, mas o árbitro Glenn Nyberg mandou seguir e o VAR optou por não interferir no lance. Quando o empate sem gols parecia definitivo, o reserva Thomas-Asante arrancou em velocidade pela esquerda, deixou o zagueiro na saudade e cruzou na medida para o volante Yirenkyi empurrar para as redes aos 50 minutos da etapa final, decretando a vitória.

Owusu e Waterman disputam a bola em jogo burocrático – Foto: Piroschka Van De Wouw/REUTERS

O Recorde Humano

Apesar do futebol pouco vistoso, a partida marcou um feito histórico nos bastidores do futebol mundial. Ao comandar os ganeses à beira do gramado, o experiente treinador português Carlos Queiroz, de 73 anos, alcançou sua quinta participação consecutiva em Copas do Mundo. Com isso, ele igualou a marca histórica do sérvio Bora Milutinovic, isolando-se como um dos técnicos com mais Copas consecutivas no currículo.

FICHA TÉCNICA – Gana 1 x 1 Panamá

  • Escalação Gana: Ati-Zigi (Asare); Senaya, Adjetey, Opoku e Mensah; Owusu (Sibo), Yirenkyi e Semenyo; Nuamah (Fatawu), Sulemana (Thomas-Asante) e Jordan Ayew (Adu). Técnico: Carlos Queiroz.
  • Escalação Panamá: Mosquera; Jiovany Ramos, Andrade e Córdoba; Blackman (Godoy), Harvey, Martínez (Londono), José Luis Rodríguez (Díaz) e Murillo; Barcenas e Waterman (Fajardo). Técnico: Thomas Christiansen.
  • Gols: Gana: Yirenkyi (50′ do 2º tempo).
  • Árbitro: Glenn Nyberg (Suécia).
  • Cartões: Yirenkyi (Gana) – Amarelo; Harvey e Blackman (Panamá) – Amarelos.
  • Decisões críticas do VAR: Ausência de checagem em campo na penalidade reclamada pela seleção de Gana após o lance entre Córdoba e Opoku na área panamenha, mantendo a decisão de jogo do árbitro principal.
  • Local: BMO Field, Toronto, Canadá.
  • Público: 42.942 presentes.

A História de Uzbequistão x Colômbia

Diferente do que aconteceu com os rivais europeus da chave, a Colômbia não deu chances para a zebra e confirmou o favoritismo em sua estreia. Diante de mais de 80 mil torcedores que transformaram o histórico Estádio Azteca, na Cidade do México, em um verdadeiro caldeirão sul-americano, os comandados de Néstor Lorenzo venceram o estreante Uzbequistão por 3 a 1. Apesar de uma atuação coletiva irregular, o brilho individual de Luis Díaz foi o fator determinante para furar o bloqueio asiático.

Retranca armada e o gol do alívio na primeira etapa

O confronto começou amarrado. A seleção do Uzbequistão, sob o comando tático do ex-zagueiro italiano Fabio Cannavaro, montou uma forte linha defensiva e ofereceu pouquíssimos espaços. A Colômbia detinha a posse de bola, mas esbarrava em erros de passe e na falta de criatividade. O primeiro grande momento de emoção veio aos 32 minutos, quando James Rodríguez acionou Jhon Arias, que serviu Luis Díaz; o atacante girou bonito e carimbou a trave esquerda.

A insistência colombiana surtiu efeito aos 40 minutos. Novamente chamando a responsabilidade, Luis Díaz limpou a marcação e encontrou o lateral Muñoz invadindo a área como elemento surpresa. Com um toque sutil, ele tirou do alcance do goleiro Yusupov e abriu o placar antes do intervalo.

Susto asiático e resposta imediata dos cafeteros

Na etapa complementar, o Uzbequistão precisou se abrir e acabou castigando um cochilo da defesa sul-americana aos 15 minutos. Após cruzamento de Khamdamov e finalização de Shomurodov, o goleiro Vargas deu rebote e Fayzullaev empurrou para as redes, anotando o empate.

A festa da torcida uzbeque, no entanto, durou apenas cinco minutos. A Colômbia subiu a marcação, forçou o erro adversário e Puerta recuperou a bola no campo de ataque. Ele acionou Luis Díaz, que invadiu a área e bateu cruzado, sem chances para o goleiro, devolvendo a vantagem aos colombianos. Nos minutos finais, o time asiático partiu para o abafa e chegou a carimbar o travessão com Karimov. Porém, aos 53 minutos, Cucho Hernández ganhou a disputa na raça e cruzou na medida para Campaz, de cabeça, dar números finais ao jogo: 3 a 1.

Muñoz na jogada do gol para a Colômbia – Foto: Raquel Cunha/REUTERS

O Recorde Humano

Mesmo saindo de campo com a derrota na bagagem, a noite na Cidade do México foi histórica para a delegação uzbeque. Ao balançar as redes no segundo tempo, o jovem Fayzullaev garantiu o seu nome na história do esporte ao anotar o primeiro gol do Uzbequistão na história das Copas do Mundo.

FICHA TÉCNICA – Uzbequistão 1 x 3 Colômbia

  • Escalação Uzbequistão: Yusupov; Khusanov, Abdullaev, Nasrullaev (Sayfiev), Ashurmatov (Urozov) e Karimov; Mozgovoy, Shukurov, Fayzullaev (Amonov) e Urunov (Khamdamov); Shomurodov (Sergeev). Técnico: Fabio Cannavaro.
  • Escalação Colômbia: Vargas; Muñoz, Sánchez, Lucumí, Puerta (Richard Ríos) e Mojica; Lerma, Jhon Arias (Castaño), James Rodríguez (Campaz) e Luis Díaz (Gomez); Luis Suárez (Hernández). Técnico: Néstor Lorenzo.
  • Gols: Colômbia: Muñoz (40′ do 1º tempo), Luis Díaz (20′ do 2º tempo) e Campaz (53′ do 2º tempo); Uzbequistão: Fayzullaev (15′ do 2º tempo).
  • Árbitro: Anthony Taylor (Inglaterra).
  • Cartões: Mojica (Colômbia) – Amarelo; Khusanov (Uzbequistão) – Amarelo.
  • Decisões críticas do VAR: Sem ocorrências com revisão na cabine. Os lances de gol e o pedido de penalidade da seleção uzbeque na etapa final foram checados e validados de forma silenciosa pelo árbitro de vídeo.
  • Local: Estádio Azteca, Cidade do México, México.
  • Público: 80.824 torcedores.
Publicado em:Entretenimento,Uma Copa Qualquer

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