Mais uma rodada de Uma Copa Qualquer e neste dia 19/06 tivemos um dia com os EUA conquistando sua classificação após vencer a Austrália por 2 a 0. Na sequência, o Marrocos venceu a Escócia pelo placar mínimo com um gol logo no início do jogo e com uma Escócia lutando até o último minuto. Por fim, o Brasil entrou em campo contra o fraco Haiti e garantiu uma vitória por 3 a 0. Um bom placar mas que suscitou dúvidas, já que em teoria o placar deveria ser mais elástico.
A gente conta tudo pra você…
A História de EUA x Austrália
Os Estados Unidos estão oficialmente garantidos na segunda fase da Copa do Mundo de 2026. Empurrada por um Lumen Field completamente lotado em Seattle, a seleção norte-americana venceu a Austrália por 2 a 0 e alcançou uma marca histórica que não repetia desde a primeira Copa da história, em 1930: vencer as duas primeiras partidas de um Mundial. Com o resultado, o país anfitrião chega aos 6 pontos no Grupo D, enquanto os australianos permanecem com 3 e precisarão decidir a vida na última rodada da fase de grupos.

Surpresas antes do apito inicial
O técnico Mauricio Pochettino surpreendeu antes da bola rolar ao preservar o astro Christian Pulisic, que sofreu uma pancada na estreia e sequer ficou no banco. Do outro lado, Tony Popovic também mexeu na Austrália, deixando no banco justamente os heróis da primeira vitória, Metcalfe e Irankunda.
Mesmo sem sua principal referência técnica, os EUA mantiveram o ímpeto e precisaram de apenas dez minutos para abrir o placar. O atacante Balogun arrancou em velocidade pelo lado esquerdo e cruzou rasteiro; na tentativa de cortar o perigo, o defensor Burgess acabou desviando contra o próprio patrimônio, anotando um gol contra.
Domínio americano e gol com a benção do VAR
Mantendo uma pressão intensa sem a bola e controlando o meio-campo, os donos da casa ampliaram ainda na etapa inicial. Aos 43 minutos, após cobrança de escanteio ensaiada, Dest arriscou de fora da área. A bola desviou na defesa, subiu e encontrou o iluminado Freeman, que cabeceou firme para estufar as redes. O lance chegou a ser anulado pelo assistente por impedimento, mas foi devidamente validado após a checagem do VAR.
Pressão australiana e polêmicas de arbitragem
No segundo tempo, a Austrália voltou com outra postura após as entradas de Metcalfe e Irankunda, que deram mais agressividade e posse de bola ao time da Oceania. Foi aí que o confronto ganhou contornos dramáticos e cercados de polêmicas de arbitragem.
Os australianos reclamaram enfaticamente de dois pênaltis não marcados: uma suposta agressão de Tyler Adams (e em outro momento um suposto pisão de McKennie) em Volpato, e uma bola cabeceada por Irankunda que atingiu o braço de Berhalter. Para completar a irritação dos visitantes, houve um pedido forte de segundo cartão amarelo para Antonee Robinson após disputa dura com Volpato. Em todos os lances, o árbitro mandou seguir.
Cãibras no apito e festa em Seattle
Para fechar o cenário inusitado em Seattle, os acréscimos da partida foram paralisados por dois minutos para que o árbitro Felix Zwayer recebesse atendimento médico da Fifa e auxílio dos próprios jogadores devido a fortes cãibras. No sacrifício, o juizão levou o jogo até o apito final, sacramentando a festa norte-americana e a quarta classificação consecutiva do país para o mata-mata em suas últimas participações em Copas (2010, 2014, 2022 e 2026).

Ficha Técnica: Estados Unidos 2 x 0 Austrália
- Escalação Estados Unidos: Freese; Dest (Scally), Richards, Robinson (Trusty), Ream e Freeman; Adams, McKennie e Tillman; Pepi (Berhalter) e Balogun (Wright). Técnico: Mauricio Pochettino.
- Escalação Austrália: Beach; Circati, Italiano, Bos, Souttar e Burgess (Geria); O’Neill, Okon-Engstler (Irvine); Leckie (Volpato), Touré (Irankunda) e Velupillay (Metcalfe). Técnico: Tony Popovic.
- Gols: Burgess (contra, aos 10′ do 1ºT) e Freeman (aos 43′ do 1ºT) para os Estados Unidos.
- Árbitro: Felix Zwayer (Alemanha).
- Cartões: Cartões Amarelos: Balogun, Richards e Robinson (Estados Unidos); Bos, Circati, Italiano e Souttar (Austrália).
- Decisões críticas do VAR: Revisão e validação do segundo gol norte-americano (marcado por Freeman), inicialmente anulado por impedimento no campo. O árbitro de vídeo também optou por não intervir nos lances de penalidade reclamados pela Austrália na segunda etapa.
- Local: Lumen Field, Seattle, Estados Unidos.
- Público: 66.925 presentes.
A História de Escócia x Marrocos
A disputa no Grupo C da Copa do Mundo de 2026 pegou fogo. Em um confronto tático intenso no Gillette Stadium, em Foxborough, a seleção de Marrocos carimbou sua primeira vitória no torneio ao derrotar a Escócia por 1 a 0. Com um gol marcado logo no primeiro minuto de jogo, os marroquinos souberam administrar a vantagem, suportaram a pressão britânica na etapa final e embolaram a chave, alcançando temporariamente os 4 pontos e acirrando a briga pelas vagas no mata-mata.

Golpe de mestre no primeiro ataque
O relógio mal tinha dado a primeira volta completa quando a rede balançou nos Estados Unidos. No primeiro avanço marroquino, o meia-atacante Brahim Díaz descolou um lançamento primoroso para Saibari. O camisa 11 invadiu a área com velocidade e soltou um chutaço no ângulo, sem chances para o goleiro Gunn: 1 a 0 com apenas um minuto de partida.
O gol relâmpago desestabilizou completamente a estratégia inicial de Steve Clark. O comandante escocês havia modificado a equipe em relação à estreia, abrindo mão do jovem destaque Gannon-Doak para postar o time com três zagueiros. Sem poder de reação imediata e esbarrando em uma transição lenta, a Escócia só levou perigo nos minutos finais do primeiro tempo, quando Adams furou dentro da área e McGinn mandou para fora.
Blitz marroquina e alterações de fôlego
Na volta do intervalo, os comandados de Mohamed Ouahbi repetiram a dose e quase ampliaram o placar com outra blitz sufocante. Saibari carimbou a trave em uma bela finalização e, logo em seguida, El Khannouss cabeceou firme, exigindo uma defesa espetacular de Gunn para manter os escoceses vivos no jogo.
Percebendo o sufoco, Steve Clark desfez a linha de três defensores, sacou Tierney e promoveu a entrada de Gannon-Doak, devolvendo a intensidade ofensiva à Escócia. A alteração surtiu efeito e os britânicos assumiram o controle da posse de bola, encurralando o adversário. Na reta final, a pressão foi total: McTominay e Dykes tiveram oportunidades claríssimas na grande área, mas falharam na pontaria. Nos acréscimos, Amaimouni quase fez o segundo de Marrocos em linda jogada individual, mas o placar final ficou mesmo no 1 a 0 histórico.

Ficha Técnica: Escócia 0 x 1 Marrocos
- Escalação Escócia: Gunn; Hanley, Hendry e Tierney (Gannon-Doak); Patterson (Ralston), McTominay, Ferguson, McGinn, Christie (McLean) e Robertson; Adams (Dykes). Técnico: Steve Clark.
- Escalação Marrocos: Bono; Hakimi, Diop, Riad e Mazraoui; El Aynaoui, Bouaddi, Brahim Díaz (Amaimouni), Ounahi (El Mourabet) e El Khanouss (Talbi); Saibari (Rahimi). Técnico: Mohamed Ouahbi.
- Gols: Saibari (aos 1′ do 1ºT) para Marrocos.
- Árbitro: Ilgiz Tantashev (Uzbequistão).
- Cartões: Cartões Amarelos: Robertson (Escócia); Diop (Marrocos).
- Decisões críticas do VAR: Sem ocorrências graves ou interferências necessárias na partida; os lances de campo foram validados rapidamente pela equipe de vídeo.
- Local: Gillette Stadium, Foxborough (EUA).
- Público: 64.146 torcedores presentes.
A História de Brasil x Haiti
O torcedor brasileiro que esperava um futebol arte ou uma goleada histórica pode até ter saído um pouco frustrado do Lincoln Financial Field. Mas o pragmatismo também vale três pontos. Com um primeiro tempo eficiente e uma atuação de gala de Vini Jr., o Brasil venceu o frágil Haiti por 3 a 0 e assumiu a liderança isolada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026. O resultado encaminha a classificação, embora o futebol da etapa complementar ligue um sinal de alerta para a sequência do torneio.

Primeiro Tempo: Ritmo avassalador e a onda de Matheus Cunha
Depois de estrear com um empate morno diante de Marrocos, o técnico Carlo Ancelotti promoveu mudanças na equipe titular, mandando a campo Danilo na lateral e Matheus Cunha como a grande referência no ataque. A aposta funcionou. Apesar de um início pouco inspirado nos primeiros 20 minutos, a Seleção Brasileira furou o bloqueio haitiano a partir da pressão alta e do oportunismo.
Aos 22 minutos, após uma roubada de bola inteligente e boa troca de passes com Bruno Guimarães, Vini Jr. arrematou e, no rebote, Matheus Cunha abriu o placar. O centroavante comemorou simulando um surfista em uma prancha, animando as arquibancadas lotadas. Pouco depois, aos 35, o camisa 9 mostrou faro de gol novamente: recebeu grande assistência de Vini Jr. após desarme de Lucas Paquetá e fuzilou de perna esquerda. Antes do intervalo, ainda sobrou tempo para o próprio Vini Jr. coroar sua grande atuação ao anotar o terceiro gol nos acréscimos, após bela jogada individual de Lucas Paquetá.
Segundo Tempo: Marcha ré e preocupação médica
Com a fatura praticamente liquidada, o Brasil tirou o pé do acelerador no segundo tempo. O ritmo caiu drasticamente, e o Haiti se aproveitou da passividade brasileira para criar chances em jogadas de escanteio, obrigando o goleiro Alisson a fazer ótimas defesas para manter o placar zerado.
Buscando dar rodagem ao elenco, Ancelotti colocou a garotada em campo. O atacante Endrick fez sua estreia oficial em Copas do Mundo e até balançou as redes após passe de Rayan, mas o lance foi anulado por impedimento confirmado de forma rápida pela tecnologia. Gabriel Martinelli e Ederson também entraram, criando boas oportunidades no fim, mas o placar permaneceu mesmo em 3 a 0.
A grande nota negativa da noite ficou por conta de Raphinha. O ponta sentiu dores na coxa direita ainda na etapa inicial e precisou ser substituído. Ele passará por exames de imagem da CBF e preocupa a comissão técnica para o restante do Mundial, visto que o regulamento da Fifa não permite a convocação de substitutos em caso de corte nesta altura da competição.

Cenário no Grupo C
Com a vitória e o triunfo simultâneo de Marrocos sobre a Escócia por 1 a 0, o Brasil lidera a chave com quatro pontos e um saldo positivo de três gols. O Haiti, sem pontuar, está oficialmente eliminado. Na última rodada, a seleção canarinho encara a Escócia precisando apenas confirmar a pontuação para avançar na primeira colocação do grupo.
Ficha Técnica: Brasil 3 x 0 Haiti
- Escalação Brasil: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães (Ederson) e Lucas Paquetá (Gabriel Martinelli); Raphinha (Rayan), Matheus Cunha (Endrick) e Vini Jr (Danilo Santos). Técnico: Carlo Ancelotti.
- Escalação Haiti: Placide; Arcus (Simon), Duverne, Ricardo Adé, Delcroix e Expérience; Casimir (Deedson), Jean Jacques, Bellegarde (Etienne Jr.) e Providence (Joseph); Pierrot (Isidor). Técnico: Sébastien Migné.
- Gols: Brasil: Matheus Cunha (aos 22′ do 1ºT e aos 35′ do 1ºT) e Vini Jr (aos 47′ do 1ºT).
- Árbitro: Alejandro Hernández (Espanha).
- Cartões: Amarelos: Douglas Santos (Brasil); Arcus, Pierrot e Jean Jacques (Haiti).
- Decisões críticas do VAR: Validação rápida e automatizada dos impedimentos nos gols anulados de Raphinha e Endrick.
- Local: Lincoln Financial Field, Filadélfia, EUA.
- Público: 68.324 presentes.