Mais um dia de jogos de Uma Copa Qualquer com a rodada de 20/06. No primeiro jogo do dia, o Paraguai entrou em campo contra a Turquia e venceu por 1 a 0 mesmo com um jogador a menos. Na sequência, o jogo entre Holanda e Suécia, com uma goleada incrível por 5 a 0 para os holandeses. Em seguida, a Alemanha venceu de virada por 2 a 1 a Costa do Marfim, o que valeu a classificação antecipada para a segunda fase da copa. E no final do dia, o jogo entre Curaçao e Equador terminou em um empate sem gols.
A gente conta todas estas histórias pra você.
A História de Turquia x Paraguai
Paraguai surpreendeu com gol relâmpago, segurou pressão com um a menos após expulsão inédita e eliminou a Turquia.

O Pré-Jogo: Clima de vida ou morte em Santa Clara
O clima no Levi’s Stadium, em Santa Clara, era de puro mata-mata. Tanto a Turquia quanto o Paraguai entraram em campo pressionados pela obrigação de vencer para seguirem vivos na Copa do Mundo de 2026. Os paraguaios precisavam juntar os cacos após a goleada sofrida por 4 a 1 para os Estados Unidos na estreia, enquanto os turcos buscavam se recuperar do revés contra a Austrália. No fim, a garra sul-americana prevaleceu em um duelo dramático que entrou para a história dos Mundiais por dois motivos bem peculiares: o gol mais rápido da competição e uma expulsão totalmente inédita na história do futebol.
Primeiro Tempo: Gol relâmpago e a aplicação da “Lei Vini Jr.”
Se você piscou nos primeiros segundos de jogo, perdeu o momento que definiu o placar. O Paraguai começou com uma postura de abafa agressiva e colheu os frutos imediatamente após um erro na saída de bola da defesa turca. Com passes rápidos de Cubas e Enciso, a bola chegou limpa para Matías Galarza. O meia (ex-Vasco e Coritiba) acertou um belo chute de fora da área para estufar as redes com apenas 64 segundos de jogo (1 minuto e quatro segundos), registrando o gol mais rápido da Copa do Mundo de 2026.
A Turquia sentiu o golpe inicial, mas logo assumiu as rédeas da partida. Em uma pressão avassaladora, os turcos chegaram a registrar 78% de posse de bola. A melhor chance do empate veio aos 33 minutos, quando Müldür cabeceou firme após falta cobrada por Çalhanoglu e viu a bola explodir incrivelmente no travessão e na trave defendida por Gill. O Paraguai respondeu no contra-ataque com Cáceres, que invadiu a área mas parou em uma grande defesa de Çakir.
Mas o grande lance capital do primeiro tempo aconteceu nos acréscimos, aos 47 minutos. Após uma falta em Isidro Pitta, uma confusão generalizada tomou conta do gramado. No meio do bate-boca, o atacante paraguaio Miguel Almirón foi flagrado cobrindo a boca com a mão ao falar com um adversário. O VAR acionou o árbitro Iván Barton, que aplicou o cartão vermelho direto! Foi a primeira expulsão na história das Copas decorrente da nova regra da International Board — apelidada popularmente de “lei Vini Jr.” —, que pune severamente o atleta que tapa a boca durante discussões em campo.
Segundo Tempo: Paredão paraguaio e o desespero turco
Na etapa final, jogando com um homem a mais, a Turquia se lançou completamente ao ataque na esperança de evitar a eliminação precoce. No entanto, faltou criatividade e pontaria aos comandados de Vincenzo Montella. O zagueiro Demiral tentou arriscar de fora da área por duas vezes, exigindo ótimas intervenções do goleiro Gill, que se transformou no herói da noite.
O Paraguai, mesmo desgastado e recuado, assustava nos raros contra-ataques puxados pela velocidade de Enciso, que quase ampliou em jogada individual. No desespero dos minutos finais, os turcos passaram a abusar dos cruzamentos na área para aproveitar a estatura de Gul, que desperdiçou duas chances claríssimas dentro da pequena área. No apagar das luzes, Demiral, alçado como centroavante, cabeceou tirando tinta da trave. Com muita entrega física e resiliência tática, a seleção paraguaia segurou o 1 a 0 heroico.

O Cenário do Grupo D
O resultado decretou a dolorosa eliminação da Turquia, que segue sem pontuar após duas rodadas e não pode mais alcançar os rivais devido ao critério de desempate do confronto direto. Por outro lado, a vitória do Paraguai embolou a chave e acabou carimbando antecipadamente a classificação dos Estados Unidos na primeira colocação do Grupo D, com seis pontos. Agora, paraguaios e australianos somam três pontos cada e farão um confronto direto épico na última rodada valendo a última vaga da chave para o mata-mata.
Ficha Técnica: Turquia 0 x 1 Paraguai
- Escalação Turquia: Çakir; Kadioglu (Elmali), Demiral, Bardakci (Kokcu) e Müldür; Yuksek (Uzun) e Çalhanoglu; Akturkoglu (Yilmaz), Güler e Yildiz; Akgun (Gul). Técnico: Vincenzo Montella.
- Escalação Paraguai: Gill; Cáceres (Maidana), Gustavo Gómez, Alderete e Alonso; Gómez (Velazquez), Almirón, Cubas e Galarza (Canale); Enciso (Avalos) e Pitta (Bobadilla). Técnico: Gustavo Alfaro.
- Gols: Paraguai: Galarza (aos 64 segundos do 1º tempo).
- Árbitro: Iván Barton (El Salvador).
- Cartões Amarelos: Galarza, Vincenzo Montella (técnico) e Elmali.
- Cartão Vermelho: Almirón
- Decisões críticas do VAR: Intervenção aos 47 minutos do primeiro tempo para flagrar o atacante Miguel Almirón descumprindo a nova regra de cobrir a boca em discussões, resultando em sua expulsão direta com cartão vermelho.
- Local: Levi’s Stadium, Santa Clara, Estados Unidos.
- Público: 68.827 presentes.
A História de Holanda x Suécia
Massacre Laranja: Holanda Atropela a Suécia e Quebra Recorde Histórico do Brasil em Copas.

O Pré-Jogo: Retrospecto e Curiosidades
O confronto entre Holanda e Suécia no NRG Stadium, em Houston, trazia um peso enorme para a segunda rodada do Grupo F. Os holandeses vinham de um empate amargo com o Japão na estreia e precisavam dar uma resposta imediata. Por outro lado, a seleção escandinava defendia uma liderança provisória após golear a Tunísia.
Mas a grande história que cercava o duelo ia muito além da tabela de classificação: a Holanda defendia uma longa invencibilidade que já durava desde a final da Copa de 2010. Ao entrar em campo, os comandados de Ronald Koeman buscavam alcançar a incrível marca de 14 jogos sem perder em Mundiais, tentando superar o recorde histórico da seleção brasileira, que passou 13 confrontos invicta entre as Copas de 1958 e 1966. E para o torcedor brasileiro que acompanhava de longe, um detalhe especial: é justamente desta chave que sairá o adversário do Brasil nas oitavas de final.
As Escalações
A Holanda veio a campo modificada por Ronald Koeman, apostando no jovem atacante Brian Brobbey entre os titulares. Na Suécia, o técnico inglês Graham Potter manteve a base que brilhou na estreia, liderada pela dupla Alexander Isak e Viktor Gyökeres.
Primeiro Tempo: O Ciclone Brobbey
O início da Holanda foi simplesmente avassalador. Com apenas cinco minutos de bola rolando, o goleiro Verbruggen fez um lançamento longo em direção ao meio de campo. Brobbey fez o pivô com perfeição e tocou para Reijnders, que rapidamente acionou Cody Gakpo na esquerda. O camisa 11 cruzou rasteiro e o próprio Brobbey apareceu na área para escorar de primeira para as redes: 1 a 0.
A pressão não diminuiu. Aos 16 minutos, Malen tabelou e abriu o jogo na direita com Dumfries. O lateral avançou livre e cruzou na medida, rasteiro, para Brobbey apenas desviar levemente para o fundo do gol, anotando o seu segundo na partida.
Após o início frenético, a pausa para a hidratação caiu como uma luva para a Suécia se reorganizar. Adiantando as linhas, os suecos começaram a incomodar. Aos 27 minutos, Isak fez o pivô e deixou Gyökeres na cara do gol, mas Verbruggen fez um milagre. A resposta holandesa veio com Frenkie de Jong, maestro do meio-campo do Barcelona, que roubou uma bola no ataque e serviu Malen, que chutou raspando a trave. No fim da etapa inicial, aos 44, a Suécia chegou a balançar as redes com uma cabeçada de Lagerbielke após cobrança de falta de Nygren, mas a arbitragem assinalou impedimento do zagueiro. Antes do intervalo, Verbruggen trabalhou novamente de forma espetacular em chutes de Gyökeres e Ayari.
Segundo Tempo: O Show de Gakpo e o Toque do Craque Alvinegro
Insatisfeito mesmo com a vantagem, Ronald Koeman promoveu a entrada de Summerville no intervalo. A alteração foi cirúrgica. Com apenas um minuto da etapa final, o próprio Summerville clareou a jogada e achou Dumfries na direita. O lateral cruzou forte para a segunda trave, onde Gakpo apareceu livre para empurrar para o gol vazio: 3 a 0.
Aos nove minutos, o massacre se estendeu. Isak perdeu a posse de bola no ataque, e Summerville ligou o turbo no contra-ataque, servindo Gakpo na esquerda. O camisa 11 limpou o marcador, bateu colocado no cantinho e chegou ao seu 23º gol com a camisa da seleção.
A Suécia reagiu no orgulho. Aos 13 minutos, Isak enxergou a infiltração de Elanga e deu um belíssimo passe em profundidade; o atacante entrou na área e soltou uma pancada cruzada no alto, sem chances para o goleiro, descontando o placar. Os suecos chegaram a dominar o volume de jogo nos minutos seguintes, mas faltava eficiência nas conclusões.
Para fechar o caixão com chave de ouro, a Holanda contou com o brilho vindo do futebol brasileiro. Aos 43 minutos, Memphis Depay, o craque do Corinthians, mostrou toda a sua genialidade e deu um passe açucarado em profundidade. Summerville dominou pelo meio, carregou e bateu rasteiro, no cantinho do goleiro Nordfeldt, fechando o placar em um histórico e categórico 5 a 1.

Placar Final e Análise: Liderança e Recorde na Bagagem
A goleada impiedosa por 5 a 1 não apenas carimbou a histórica marca de 14 jogos de invencibilidade da Holanda em Copas do Mundo , ultrapassando o recorde da mística geração brasileira de Pelé e Garrincha , como mudou os rumos do Grupo F. Com o resultado, a Laranja Mecânica assume a liderança isolada com 4 pontos, empurrando a Suécia, que estaciona nos 3 pontos, para a segunda colocação.
Na rodada final, a Holanda joga por sua classificação na quinta-feira, dia 25, contra a Tunísia em Kansas City. No mesmo dia e horário, a Suécia faz um confronto direto diante do Japão em Dallas.
Ficha Técnica: Holanda 5 x 1 Suécia
- Escalação Holanda: Verbruggen; Dumfries, Van Hecke, Van Dijk e Van de Ven; Gravenberch, Frenkie de Jong (Koopmeiners) e Reijnders (Guus Til); Malen (Summerville), Gakpo (Lang) e Brobbey (Memphis Depay). Técnico: Ronald Koeman.
- Escalação Suécia: Nordfeldt; Lagerbielke, Hien e Lindelöf; Bernhardsson (Elanga), Karlström (Zeneli), Ayari (Taha Ali), Nygren (Bergvall) e Gudmundsson; Isak e Gyökeres. Técnico: Graham Potter.
- Gols:
- Holanda: Brobbey (aos 5′ e aos 16′ do 1ºT), Gakpo (ao 1′ e aos 9′ do 2ºT) e Summerville (aos 43′ do 2ºT).
- Suécia: Elanga (aos 13′ do 2ºT).
- Árbitro: Michael Oliver (Inglaterra).
- Cartões Amarelos: Gudmundsson, Ayari, Bergvall e Nygren (Suécia).
- Decisões críticas do VAR: O gol de cabeça marcado por Lagerbielke (Suécia) aos 44 minutos do primeiro tempo foi corretamente anulado por impedimento pela arbitragem de campo, com a checagem do vídeo confirmando a posição irregular do defensor.
- Local: NRG Stadium, Houston, Estados Unidos.
- Público: 68.777 presentes.
A História de Alemanha x Costa do Marfim
Undav brilha no fim, Alemanha vira sobre a Costa do Marfim e espanta fantasma das Copas.

O fim do pesadelo alemão e as lembranças do passado
A Alemanha está oficialmente classificada para o mata-mata da Copa do Mundo de 2026. Ao vencer a Costa do Marfim de virada por 2 a 1, a seleção europeia garantiu não apenas a vaga antecipada, mas também a liderança isolada do Grupo E.
Mais do que os três pontos, o resultado na tarde deste sábado representou o fim de um incômodo fantasma para os tetracampeões mundiais. Após os fiascos históricos de 2018 (quando caiu na lanterna de sua chave) e de 2022 (eliminada precocemente diante de Japão e Costa Rica), a Alemanha finalmente respira aliviada e volta a figurar na fase eliminatória de um Mundial, algo que não acontecia desde a conquista do título no Brasil, em 2014.
Primeiro tempo: Frustração alemã e o bote marfinense
Com a bola rolando no BMO Field, em Toronto, o técnico Julian Nagelsmann apostou em uma escalação jovem, mantendo promessas como Pavlovic e Musiala entre os titulares. A Alemanha dominou a posse de bola (62%) e tentou pressionar logo no início. Aos seis minutos, Kimmich descolou um cruzamento preciso para Havertz, mas o goleiro Fofana operou uma grande defesa.
Mesmo controlando o campo de ataque, os alemães sofriam para furar o bloqueio defensivo. A equipe chegou a balançar as redes com Pavlovic, mas o lance foi anulado por falta no goleiro. Pouco depois, Havertz também marcou, mas a arbitragem assinalou outra infração na origem da jogada.
Mostrando o estilo pragmático e traiçoeiro que já havia desenhado nos amistosos pré-Copa, a Costa do Marfim soube suportar a pressão e dar o bote certeiro. Aos 29 minutos, em uma de suas escapadas ao ataque, a seleção africana abriu o placar com Kessié, jogando um balde de água fria nas pretensões europeias antes do intervalo.
Segundo tempo: A estrela de Deniz Undav muda a história
Na volta do vestiário, a Costa do Marfim quase ampliou o marcador com Oulaï, que mandou por cima do gol de Neuer. Percebendo que o time abusava do preciosismo e repetia as dificuldades da etapa inicial, Julian Nagelsmann promoveu alterações fundamentais aos 14 minutos. Foi quando a experiência entrou em campo: Amiri e Deniz Undav foram acionados nas vagas de Pavlovic e Musiala.
A resposta tática foi imediata. Aos 23 minutos, Amiri fez uma boa jogada pela direita e cruzou na medida para Deniz Undav escorar e empatar o confronto. Com o placar em igualdade e a vaga direta em jogo, a partida ficou totalmente aberta. Os marfinenses tiveram a chance de ouro para se classificar aos 42 minutos, quando Adingra recebeu livre dentro da área; em vez de finalizar de primeira, ele tentou o domínio e permitiu o corte providencial da zaga alemã.
O castigo para os africanos veio nos acréscimos. Aos 48 minutos, Nmecha encontrou um passe espetacular para Deniz Undav. Com a frieza de um verdadeiro herói, o camisa 26 girou bonito sobre a marcação e bateu firme para estufar as redes, selando a virada apoteótica em solo canadense.

Como fica o grupo e os próximos passos
Com o triunfo, a Alemanha chegou aos 6 pontos e garantiu o topo do Grupo E de forma isolada, já que o empate por 0 a 0 entre Equador e Curaçao impossibilita qualquer ultrapassagem devido aos critérios de confronto direto. A Costa do Marfim permanece na vice-liderança com 3 pontos e segue em situação confortável para buscar a classificação na rodada final.
Na última rodada da chave, marcada para a próxima quinta-feira, a Alemanha cumpre tabela contra o Equador em Nova Jersey, às 17h (de Brasília). No mesmo dia e horário, a Costa do Marfim decide seu futuro contra Curaçao, na Filadélfia.
Ficha Técnica: Alemanha 2 x 1 Costa do Marfim
- Escalação Alemanha: Neuer; Kimmich, Tah, Schlotterbeck (Rüdiger) e Brown; Pavlovic (Amiri) e Nmecha; Sané (Leweling), Musiala (Undav) e Wirtz; Havertz (Goretzka). Técnico: Julian Nagelsmann.
- Escalação Costa do Marfim: Fofana; Kossounou, Singo (Doué), Agbadou e Konan; Sangaré (Seko Fofana), Kessié, Oulaï e Diomandé (Pépé); Diallo (Adingra) e Bonny (Guessand). Técnico: Emerse Faé.
- Gols:
- Costa do Marfim: Kessié (aos 30′ do 1º tempo).
- Alemanha: Undav (aos 23′ e aos 49′ do 2º tempo).
- Árbitro: Juan Gabriel Benítez (Paraguai).
- Cartões: Sem ocorrências registradas na partida.
- Decisões críticas do VAR: Revisão e validação das marcações de campo que anularam corretamente dois gols da Alemanha no primeiro tempo por falta na origem dos lances.
- Local: BMO Field, Toronto, Canadá.
- Público: 43.036 torcedores presentes.
A História de Equador x Curaçao
Curaçao para a história! Paredão Eloy Room para o Equador em empate heroico na Copa 2026. As duas seleções vinham de derrota na primeira rodada, quando o Equador perdeu por 1 a 0 para Costa do Marfim e Curaçao foi massacrada pela Alemanha por 7 a 1.

O planeta do futebol voltou a testemunhar uma daquelas histórias que só o maior torneio do mundo é capaz de produzir. Na noite deste sábado, no Arrowhead Stadium, em Kansas City, a modesta seleção de Curaçao chocou o mundo ao segurar a forte pressão do Equador, garantindo um empate em 0 a 0. O resultado marcou o primeiro ponto da história do pequeno país caribenho em uma Copa do Mundo, deixando o grupo inteiramente aberto e os equatorianos em situação dramática.
O Paredão do Caribe: A atuação lendária de Eloy Room
O grande nome da noite atende por Eloy Room. O experiente goleiro de 37 anos, que atua no Miami FC, foi um verdadeiro gigante sob as traves. Após sofrer sete gols na estreia contra a Alemanha, Room se redimiu com uma das maiores exibições individuais da história dos Mundiais, acumulando incríveis 15 defesas ao longo dos 90 minutos para conter o bombardeio sul-americano.
Primeiro Tempo: Igualdade e sustos na área equatoriana
A partida começou elétrica e, logo aos 3 minutos do primeiro tempo, o Equador teve uma chance de ouro. Após assistência precisa de Moisés Caicedo, o centroavante Enner Valencia saiu cara a cara com o gol e finalizou firme com o pé direito, mas parou em um verdadeiro milagre à queima-roupa de Eloy Room.
O lance deu imensa confiança a Curaçao, que não se limitou a defender. Sob o comando de Dick Advocaat, a equipe subiu suas linhas e explorou com perigo as costas da zaga adversária, principalmente nas investidas rápidas de Juninho Bacuna. Do outro lado, o técnico Sebastian Beccacece viu seu time ditar o ritmo e acumular finalizações com Gonzalo Plata e John Yeboah, mas a falta de efetividade e o paredão rival mantiveram o placar zerado até o intervalo.
Segundo Tempo: Blitz sul-americana e drama até o fim
Na etapa final, o cenário se transformou em um verdadeiro ataque contra defesa. Sebastian Beccacece mexeu na equipe tirando Jordy Alcivar para a entrada de Kevin Rodriguez, deixando o Equador com dois centroavantes na área. A seleção sul-americana chegou a registrar impressionantes 75% de posse de bola e empilhou 19 finalizações apenas no segundo tempo, incluindo uma bola no travessão.
Contudo, a noite era mesmo de Curaçao. No contra-ataque, os caribenhos assustaram em chutes de Juninho Bacuna, Livano Comenencia e Jurgen Locadia. Na reta final do jogo, o nervosismo tomou conta dos equatorianos, que abusaram dos cruzamentos e pararam seguidamente em Eloy Room. Ao apito final, a comemoração dos atletas de Curaçao parecia a de um título, celebrando o ponto mais importante de sua história esportiva.

Como fica o Grupo E para a última rodada?
Com o encerramento da segunda rodada, a Alemanha lidera o Grupo E de forma isolada com 6 pontos e já garantiu a classificação para a próxima fase na ponta. A Costa do Marfim aparece na vice-liderança com 3 pontos. O Equador amarga a terceira colocação com apenas 1 ponto e saldo negativo de um gol, enquanto Curaçao segura a lanterna com 1 ponto e saldo de menos seis gols.
Para avançar, o Equador terá a difícil missão de vencer a Alemanha na rodada decisiva. Já Curaçao duelará contra a Costa do Marfim sonhando com uma classificação histórica para o mata-mata.
Ficha Técnica: Equador 0 x 0 Curaçao
- Escalação Equador: Hernán Galíndez; Piero Hincapié, Willian Pacho e Pervis Estupiñam (Angulo); Jordy Alcivar (Kevin Rodriguez), Pedro Vite, Alan Franco (Angelo Preciado) e Moisés Caicedo; John Yeboah (Jordy Caicedo), Enner Valencia e Gonzalo Plata. Técnico: Sebastian Beccacece.
- Escalação Curaçao: Eloy Room; Jurien Gaari, Sherel Floranus, Armando Obispo, Joshua Brenet e Deveron Fonville (Roshon Van Eijma); Juninho Bacuna (Kenji Gorre), Livano Comenencia (Godfried Roemeratoe), Leandro Bacuna e Tahith Chong (Jearl Margaritha); Jurgen Locadia (Gervane Kastaneer). Técnico: Dick Advocaat.
- Gols: Sem ocorrências.
- Árbitro: Ning Ma (China).
- Cartões Amarelos: Jordy Alcivar (Equador); Leandro Bacuna, Juninho Bacuna, Livano Comenencia, Jurien Gaari e Gervane Kastaneer (Curaçao).
- Decisões críticas do VAR: Sem ocorrências graves.
- Local: Arrowhead Stadium, Kansas City, Estados Unidos.
- Público: 68.598 presentes.