Mais um dia em Uma Copa Qualquer com a Rodada de 21/06! Um dia com muitos jogos, muitos gols e com empates inesperados. E um deles foi incrível. O dia começou com o Japão goleando a Tunísia por 4 a 0. Sem surpresas, a Espanha veio forte e bateu a Arábia Saudita por 4 a 0. O Irã conseguiu arrancar um empate sem gols contra a Bélgica. Depois em um jogo história para Cabo Verde tem atuação impecável e empata com o Uruguai em 2 a 2. No final do dia, o Egito venceu a Nova Zelândia por 3 a 1.
E vamos contar a história de cada um destes jogos pra você.
A História de Tunísia x Japão
Após um bom empate com a Holadanda por 2 a 2 na primeira rodada, o Japão mostra força atropelando a Tunísia que já tinha sido goleada pela Suécia pelo placar de 5 a 1 que dá adeus à Copa.

O destino quis que o histórico jogo de número 1.000 da história das Copas do Mundo ganhasse um cenário memorável em Guadalupe, no México. Em duelo válido pela segunda rodada do Grupo F, o Japão deu um show de bola coletivo, goleou a Tunísia por 4 a 0 e colocou um pé nas oitavas de final da competição. Comandada pelo faro de gol de Ayase Ueda, a seleção asiática dominou a partida do início ao fim no Estádio BBVA, transformando o que deveria ser uma estreia de gala do badalado técnico francês Hervé Renard em uma amarga despedida antecipada do torneio.
Primeiro Tempo: Eficiência Asiática e Recorde Relâmpago
Mesmo precisando lidar com o desfalque de Kubo, que se lesionou no empate de estreia contra a Holanda, o Japão não deu tempo para os tunisianos respirarem. Logo aos três minutos de partida, Nakamura recebeu pela esquerda, limpou a marcação e cruzou na medida para Daichi Kamada completar de primeira para os fundos da rede: 1 a 0 e o gol mais rápido da história japonesa em Mundiais.
A desvantagem abalou a Tunísia, que passou a ser completamente envolvida pelo toque de bola rápido dos comandados de Hajime Moriyasu. Nas arquibancadas, a torcida mexicana adotou a seleção nipônica sob os olhares atentos da princesa Kako de Akishino, presente no estádio. Aos 30 minutos, o segundo gol veio ao melhor estilo de centroavante: Ayase Ueda recebeu um ótimo lançamento em profundidade, protegeu contra a marcação e soltou uma pancada cruzada, sem chances para o goleiro Dahmen.
Segundo Tempo: Show de Ueda e Eliminação Tunisiana
Na etapa final, a Tunísia até tentou esboçar uma reação adiantando suas linhas e valorizando a posse de bola, mas esbarrou na sólida barreira defensiva japonesa e na total falta de criatividade no ataque. Sem conseguir incomodar o goleiro Zion Suzuki, os africanos acabaram punidos nos contra-ataques.
Aos 23 minutos, Ayase Ueda apareceu novamente, mas desta vez como garçom. O camisa 9 dominou pelo meio e achou um passe cirúrgico para Junya Ito, que infiltrou livre e tocou com categoria na saída de Dahmen para fazer o terceiro. Com a partida sob total controle, o Japão administrou o ritmo de olho nos próximos compromissos, mas ainda guardou o gol mais bonito para o final. Aos 38 minutos, Sano fez boa jogada pelo lado direito e cruzou na cabeça de Ayase Ueda, que testou firme, com estilo, fechando a maior goleada da história do Japão em Copas do Mundo.

Cenário do Grupo F e o Caminho do Brasil
Com a vitória elástica, o Japão divide a liderança do Grupo F com a Holanda, somando os mesmos quatro pontos, mas ocupando a segunda colocação devido ao critério de gols marcados (7 contra 6 dos holandeses). A Suécia aparece em terceiro com três pontos, enquanto a Tunísia, zerada após duas derrotas, está oficialmente eliminada por conta do critério de confronto direto.
Na última rodada, os japoneses jogam pelo empate contra a Suécia no AT&T Stadium, em Arlington, para garantir a classificação. O desfecho dessa chave interessa diretamente ao Brasil, já que as duas melhores seleções do Grupo F vão cruzar no mata-mata contra os classificados do Grupo C da seleção de Carlo Ancelotti.
Ficha Técnica: Tunísia 0 x 4 Japão
- Escalação Tunísia: Dahmen; Valery, Talbi, Rekik, Bronn (Ben Hamida) e Abdi (Achouri); Skhiri (Khedira), Hannibal, Bem Slimane e Tounekti (Chaouat); Saad (Gharbi). Técnico: Hervé Renard.
- Escalação Japão: Zion Suzuki; Itakura, Hiroki Ito e Tomiyasu (Seko); Tanaka, Sano, Doan (Sugawara), Junya Ito e Kamada (Junnosuke Suzuki); Ueda (Goto) e Nakamura (Yuito Suzuki). Técnico: Hajime Moriyasu.
- Gols:
- Japão: Kamada (aos 3′ do 1ºT), Ueda (aos 30′ do 1ºT), Junya Ito (aos 23′ do 2ºT) e Ueda (aos 38′ do 2ºT).
- Árbitro: István Kovács (Romênia).
- Cartões Amarelos: Não houve.
- Decisões críticas do VAR: Sem ocorrências graves.
- Local: Estádio BBVA, Guadalupe, México.
- Público: 51.243 presentes.
A História de Espanha x Arábia Saudita
Espanha desperta com goleada histórica sobre a Arábia Saudita em Atlanta.

Após uma estreia frustrante com empate sem gols diante de Cabo Verde, a Espanha finalmente justificou o seu favoritismo na Copa do Mundo de 2026. Com uma atuação avassaladora e dominante no meio de campo sob o comando de Rodri, a equipe europeia aplicou um sonoro 4 a 0 sobre a Arábia Saudita – que veio de um empate contra o Uruguai na primeira rodada – no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. A partida marcou o fim de um incômodo jejum e reservou recordes históricos para o jovem prodígio espanhol.
O recorde de Lamine Yamal e a redenção de Oyarzabal
A joia Lamine Yamal, que havia sido reserva no primeiro jogo por conta de uma recuperação de lesão muscular, foi escalado como titular por Luis de la Fuente e transformou a dinâmica ofensiva da La Furia. Logo aos nove minutos do primeiro tempo, ele aproveitou um cruzamento preciso de Mikel Oyarzabal para inaugurar o marcador, encerrando uma seca de 298 minutos sem gols da seleção espanhola em Mundiais. Com o feito, Yamal balançou as redes em uma Copa com 18 anos e 343 dias, tornando-se o oitavo jogador mais jovem da história a marcar no torneio e igualando um feito lendário de Pelé: abrir o placar de uma partida de Copa do Mundo com 18 anos ou menos.
A tarde também foi de consagração e redenção para Mikel Oyarzabal. Alvo de críticas após passar os primeiros 30 minutos da estreia sem sequer tocar na bola, o atacante da Real Sociedad precisou exatamente da mesma meia hora neste domingo para calar os críticos. Além da assistência para o gol de Yamal, ele marcou duas vezes em um intervalo de dois minutos: aos 20, aproveitou uma falha do lateral Abdulhamid para ampliar, e aos 22, completou um passe cirúrgico de Cucurella para fazer o 3 a 0. Oyarzabal ainda carimbou o travessão em um chute cruzado antes do intervalo.
Ritmo controlado e goleada selada no segundo tempo
Ciente do resultado elástico, o técnico espanhol optou por preservar suas estrelas físicas e promoveu as entradas de Yéremy Pino e Ferran Torres nos lugares de Lamine Yamal e Oyarzabal para a segunda etapa. O ritmo continuou forte no reinício e, aos três minutos, Cucurella disparou de primeira após cobrança de escanteio; o goleiro Al-Owais espalmou, mas a bola rebateu no zagueiro Tambakti e entrou, decretando o gol contra que fechou a conta em 4 a 0.
A Arábia Saudita, que vinha embalada após resistir a 27 finalizações no empate por 1 a 1 com o Uruguai, mostrou-se inócua e vulnerável. Nos minutos finais, Ferran Torres chegou a balançar as redes mais uma vez, porém o VAR acusou posição irregular do atacante e anulou o lance.

Situação do Grupo H
Com a vitória acachapante, a Espanha soma quatro pontos e assume provisoriamente a liderança isolada do Grupo H. A Arábia Saudita segue com apenas um ponto ganho e se complica. A segunda rodada da chave se completará com o duelo entre Uruguai e Cabo Verde. Na jornada final da fase de grupos, na próxima sexta-feira, os espanhóis medem forças contra o Uruguai no Estádio Akron, enquanto os sauditas decidem seu destino diante de Cabo Verde em Houston.
Ficha Técnica: Espanha 4 x 0 Arábia Saudita
- Escalação Espanha: Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte e Cucurella; Rodri, Pedri (Fabián Ruiz) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal (Yéremy Pino), Oyarzabal (Ferran Torres) e Baena (Nico Williams). Técnico: Luis de la Fuente.
- Escalação Arábia Saudita: Al-Owais; Tambakti, Lajami e Al-Amri (Al-Hajji); Abdulhamid, Nasser Al-Dawsari (Al-Ghannam), Al-Khaibari (Kanno) e Al-Juwayr (Al-Hamdan); Salem Al-Dawsari e Al-Buraikan (Abu Al-Shamat). Técnico: Georgios Donis.
- Gols: Espanha: Lamine Yamal (9′ do 1ºT), Oyarzabal (20′ e 22′ do 1ºT) e Tambakti (contra, 3′ do 2ºT).
- Árbitro: Raphael Claus (BRA).
- Cartões Amarelos: Kanno e Al-Dawsari (Arábia Saudita).
- Decisões críticas do VAR: Anulação do gol de Ferran Torres nos acréscimos do segundo tempo devido à checagem de impedimento.
- Local: Mercedes-Benz Stadium, Atlanta, Estados Unidos.
- Público: 68.239 presentes.
A História de Bélgica x Irã
Milagre em Los Angeles: Irã segura Bélgica com herói improvável e embola o Grupo G. Com as duas seleções apenas empatando em suas estreias (Bélgica empatou em 1 a 1 contra o Egito e o Irã empatou em 2 a 2 contra a Nova Zelândia), a seleção belga queria confirmar seu favoritismo, enquanto o Irã buscava a sobrevivência na copa.

A Bélgica voltou a decepcionar seus torcedores na Copa do Mundo de 2026. Em partida disputada neste domingo (21) no SoFi Stadium, em Los Angeles, os belgas esbarraram em uma atuação monumental do goleiro iraniano e não passaram de um empate por 0 a 0. Com o resultado, o Grupo G fica totalmente aberto e a definição dos classificados para o mata-mata ficou para a rodada final.
Domínio inútil e o paredão iraniano
O panorama do confronto foi de ataque contra defesa do início ao fim. A Bélgica controlou as ações, ditou o ritmo de jogo e terminou o embate com impressionantes 70% de posse de bola e 23 finalizações. No entanto, faltou pontaria e eficiência para furar a linha de zagueiros montada pelo Irã. Kevin De Bruyne e Lukaku tentaram liderar as investidas, mas pararam na sólida organização defensiva rival.
O milagre de Beyranvand
Se a zaga iraniana foi gigante, o goleiro Alireza Beyranvand foi o verdadeiro herói da noite. O lance capital do jogo aconteceu no segundo tempo: após um passe para trás dentro da área, De Cuyper finalizou à queima-roupa na pequena área. Mesmo já caindo para o lado oposto, Beyranvand esticou o braço e fez uma defesa inacreditável com uma mão só. Do outro lado, Courtois também precisou trabalhar em dois contra-ataques perigosos do Irã, mas a noite foi mesmo do camisa 1 asiático, eleito o grande nome da partida. O Irã chegou a balançar as redes aos 24 minutos do primeiro tempo com Medi Taremi, mas o VAR agiu rápido e assinalou o impedimento.
Expulsão boba complica os europeus
A vida da Bélgica, que já estava difícil, virou um drama aos 21 minutos da etapa final. O zagueiro Nathan Ngoy falhou feio ao tentar recuar a bola para Courtois, acabou desarmado por Medi Taremi e teve que apelar para a falta. Como era o último homem e interrompeu uma chance clara de gol, Ngoy recebeu o cartão vermelho direto, virando o vilão do confronto. Com um jogador a mais, os iranianos até tentaram se lançar um pouco mais à frente, mas faltou qualidade técnica para alterar o placar.

Tudo igual no Grupo G
Com o apito final, Bélgica e Irã somam dois pontos cada após duas rodadas concluídas para ambos. A situação da chave pegará fogo na jornada decisiva. Os belgas enfrentarão a Nova Zelândia em Vancouver, enquanto os iranianos medirão forças com o Egito em Seattle. Ambas as seleções precisam obrigatoriamente da vitória para carimbar o passaporte para a próxima fase sem depender de outros critérios.
Ficha Técnica: Bélgica 0 x 0 Irã
- Escalação Bélgica: Courtois; Thomas Meunier (Castagne), Nathan Ngoy, Brandon Mechele e De Cuyper; Raskin (Vanaken), Youri Tielemans, Leandro Trossard, Kevin De Bruyne (Fernandez-Pard) e Saelemaekers (Lukebakio); Lukaku (Theate). Técnico: Rudi Garcia.
- Escalação Irã: Alireza Beyranvand; Saleh (Jahanbakhsh), Shoja Khalilzadeh, Kanani e Hajisafi (Mohammadi); Saman Ghodoos, Saeid Ezatollahi (Hosseinzadeh) e Ramin; Medi Taremi, Ali e Mohebbi (Torabi). Técnico: Amir Galehnoy.
- Gols: Sem ocorrências.
- Árbitro: Dario Herrera (Argentina).
- Cartões Amarelos: Lukaku (Bélgica); Ezatollahi (Irã).
- Cartão Vermelho: Ngoy (Bélgica), aos 21′ do 2º tempo.
- Decisões críticas do VAR: Anulação de gol do Irã (marcado por Medi Taremi) aos 24′ do 1º tempo por conta de impedimento flagrado pelo assistente de vídeo.
- Local: SoFi Stadium, Los Angeles, Estados Unidos.
- Público: 70.317 presentes.
A História de Uruguai x Cabo Verde
Com um surpreendente empate com a Espanha na primeira rodada, Cabo Verde veio a campo para enfrentar o Uruguai, que empatou em 1 a 1 com a Arábia Saudita. E com uma atuação heroica, Cabo Verde mais uma vez faz história.

A Copa do Mundo de 2026 ganhou mais um capítulo memorável e repleto de emoções. Em um confronto que misturou superação histórica, polêmicas de fair play e falhas inacreditáveis, a valente seleção de Cabo Verde segurou um empate por 2 a 2 contra o tradicional Uruguai, no Hard Rock Stadium, em Miami. O resultado incendeia de vez a disputa por vagas no mata-mata da chave.
Celebridade nas redes e apoio familiar nas arquibancadas
Após parar a poderosa Espanha na estreia, o veterano goleiro Vozinha, de 40 anos, transformou-se em um verdadeiro fenômeno global, ultrapassando a incrível marca de 15 milhões de seguidores em uma rede social. O clima em Miami era de pura tietagem, com torcedores usando máscaras e fantasias em homenagem ao arqueiro cabo-verdiano. Entre os milhares de fãs, uma presença era mais do que especial: Ana Cândida Évora, mãe de Vozinha, que após assistir ao primeiro jogo pela televisão, conseguiu o visto de entrada para os Estados Unidos e pôde ver o filho de perto, transbordando orgulho.
Nas tribunas, outra lenda viva observava o duelo com feições tensas. Luis Suárez, maior artilheiro da história da Celeste com 69 gols, assistiu à partida de um dos camarotes. O atacante de 39 anos chegou a reconsiderar a aposentadoria da seleção e se colocou à disposição de Marcelo Bielsa, mas terminou cortado da lista final para o Mundial e não escondeu a decepção com o tropeço uruguaio.
Primeiro tempo elétrico e a polêmica do fair play
Insatisfeito com a produção ofensiva na estreia, o técnico Marcelo Bielsa promoveu mudanças na Celeste, escalando Canobbio na vaga de Darwin Núñez e dando mais liberdade para Valverde encostar no ataque. Porém, quem surpreendeu primeiro foram os africanos. Aos 21 minutos, em cobrança de falta frontal, o volante Kevin Pina soltou uma bomba. A bola passou no meio da barreira uruguaia, que contava com apenas dois homens, e venceu o goleiro Muslera. Foi o primeiro gol da história de Cabo Verde em Copas do Mundo — feito eterno para o jogador do Krasnodar.
O gol deixou o Uruguai completamente nervoso, errando passes em profusão. No entanto, a reação veio acompanhada de muita discussão. O meia cabo-verdiano Telmo Arcanjo desabou no gramado sentindo fortes cãibras na coxa. O atacante uruguaio Viñas chegou a iniciar o auxílio ao adversário mas, ao perceber que a Celeste engatava um ataque promissor, abandonou o rival caído e correu para a área. No desenrolar do lance, a bola foi cruzada, carimbou a trave e sobrou limpa para Maxi Araújo empatar aos 43 minutos.
O gol gerou revolta imediata nos jogadores africanos pelo drible no fair play. Desestabilizada momentaneamente, a seleção de Cabo Verde sofreu o golpe da virada logo em seguida: aos 50 minutos da primeira etapa, Maxi Araújo ajeitou de cabeça e Canobbio testou firme para colocar os sul-americanos na frente.
Segundo tempo dramático e o castigo na falha de Muslera
Na volta do intervalo, o técnico Bubista precisou sacar o lesionado Telmo Arcanjo para a entrada de Deroy Duarte. Precisando buscar o prejuízo, Cabo Verde se lançou ao ataque e não demorou a encontrar o empate, contando com uma colaboração bizarra da defesa celeste. Aos 15 minutos do segundo tempo, após um recuo equivocado do lateral Olivera, o experiente goleiro Muslera saiu de forma totalmente atabalhoada e falhou na jogada. Espertinho, o atacante Hélio Varela aproveitou o presente e empurrou para o fundo das redes: 2 a 2.
A partida virou lá e cá. Jamiro Monteiro quase virou em chute de fora da área. Na reta final, o Uruguai promoveu uma blitz sufocante. Brian Rodríguez finalizou em cima da marcação, Valverde mandou uma falta perigosa para fora e, já nos acréscimos, Canobbio desperdiçou uma chance inacreditável cara a cara com Vozinha, isolando a bola. Fim de jogo e um empate eletrizante que premia a valentia cabo-verdiana.

Como fica a classificação no Grupo H?
Com o resultado, Uruguai e Cabo Verde aparecem empatados com dois pontos cada, mas os uruguaios levam vantagem provisória no número de gols marcados. O cenário, contudo, sorri para a equipe africana: na rodada final, basta uma vitória simples diante da já eliminada lanterna Arábia Saudita para carimbar uma classificação histórica para o mata-mata. Já a Celeste terá uma missão ingrata pela frente, precisando derrubar a líder e favorita Espanha para não dar adeus precoce ao torneio.
A rodada decisiva do Grupo H acontece na próxima sexta-feira, com as duas partidas realizadas simultaneamente às 21h (de Brasília): Espanha e Uruguai duelam em Zapopan (México), enquanto Arábia Saudita e Cabo Verde se enfrentam em Houston (EUA).
Ficha Técnica: Uruguai 2 x 2 Cabo Verde
- Escalação Uruguai: Muslera; Varela, Cáceres, Olivera e Sanabria; Ugarte (De la Cruz), Bentancur e Valverde; Canobbio, Viñas (Darwin Núñez) e Maxi Araújo (Brian Rodríguez). Técnico: Marcelo Bielsa.
- Escalação Cabo Verde: Vozinha; Moreira, Pico, Borges e Sidny Cabral; Kevin Pina (Laros Duarte), Jamiro (Semedo) e Arcanjo (Deroy Duarte); Garry Rodrigues (Hélio Varela), Ryan Mendes e Benchimol (Nuno da Costa). Técnico: Pedro “Bubista” Leitão.
- Gols:
- Cabo Verde: Kevin Pina (20′ do 1ºT) e Hélio Varela (15′ do 2ºT).
- Uruguai: Maxi Araújo (43′ do 1ºT) e Canobbio (50′ do 1ºT).
- Árbitro: Espen Eskás (Noruega).
- Cartões Amarelos: Olivera e Bentancur (Uruguai); Borges e Sidny Cabral (Cabo Verde).
- Decisões críticas do VAR: Sem ocorrências graves.
- Local: Hard Rock Stadium, Miami Gardens, Estados Unidos.
- Público: 64.003 presentes.
A História de Nova Zelândia x Egito
Histórico! Egito quebra tabu de 92 anos, vira sobre a Nova Zelândia e assume liderança do Grupo G. Tanto o Egito como a Nova Zelândia vieram de empates nas suas estreias. Conquistar um bom resultado nesta segunda rodada.

O dia 21 de junho de 2026 ficará para sempre guardado na memória do povo egípcio. Exatos 92 anos após a sua primeira participação em um Mundial, a seleção do Egito finalmente conquistou a sua primeira vitória na história da Copa do Mundo. Jogando no Vancouver Place, no Canadá, os africanos saíram atrás, mas mostraram poder de reação para vencer a Nova Zelândia por 3 a 1. Com o resultado, o time comandado por Hossam Hassan colocou um fim à “maldição dos empates” no Grupo G e assumiu a liderança isolada da chave.
Susto no início e eficiência da Oceania
O confronto começou em ritmo acelerado, com as duas equipes se lançando ao ataque e buscando o gol desde os primeiros minutos. No entanto, quem se impôs primeiro foi a Nova Zelândia. Aos 14 minutos do primeiro tempo, após uma cobrança de escanteio perfeita de Tim Payne, o zagueirão Surman aproveitou seus 1,90m de altura, subiu mais alto que toda a defesa adversária e testou firme para abrir o placar em Vancouver.
O Egito tentou responder imediatamente mantendo uma maior posse de bola e pressionando pelas alas, mas esbarrou em muitos erros de tomada de decisão no terço final do campo. O astro Mohamed Salah foi muito bem anulado pela forte marcação neozelandesa nos primeiros 45 minutos. Embora o equilíbrio tenha ditado o volume de finalizações (sete para os neozelandeses e seis para os egípcios), a Nova Zelândia foi muito mais eficiente na pontaria, levando a vantagem para o vestiário. O clima tenso e disputado ainda rendeu cartões amarelos para Singh, McCowatt e Lashin.
Ajuste tático, o brilho de Salah e a virada africana
Na volta do intervalo, o técnico Hossam Hassan não promoveu substituições imediatas, mas alterou drasticamente o posicionamento de peças-chave como Zico e Ashour. As modificações surtiram efeito rápido. Aos 13 minutos do segundo tempo, após um cruzamento na medida de Hany pela direita, Zico apareceu como elemento surpresa e cabeceou para o fundo da rede, deixando tudo igual. Uma curiosidade histórica: ao marcar contra os All Whites, o camisa 11 egípcio — apelidado em homenagem ao Galinho de Quintino, ídolo do Flamengo — repetiu o feito do Zico original, que também balançou as redes da Nova Zelândia na Copa de 1982!
O gol inflamou os africanos, e a virada não demorou a sair. Aos 21 minutos, em um contra-ataque mortal e de belo entrosamento coletivo, Zico retribuiu com uma assistência perfeita para Mohamed Salah. O camisa 10 bateu com categoria para assinalar seu primeiro gol neste Mundial.
Dominando completamente as ações, o golpe de misericórdia veio aos 36 minutos: em cobrança de escanteio precisa de Mohamed Salah, o atacante Trézéguet (outra homenagem, desta vez ao craque francês) mergulhou de cabeça para ampliar a vantagem. Nos acréscimos, Zizo ainda teve a chance de fazer o quarto, mas tentou entrar com bola e tudo e foi travado pela zaga. Nos minutos finais, o zagueiro Abdelmaguid sofreu uma forte pancada no rosto, gerando um corte com sangramento na pálpebra. Como o protocolo de concussão da Fifa foi ativado, ele foi substituído por Abdelmonem, em uma vaga extra permitida pela regra.

Como fica a classificação do Grupo G?
Com o histórico triunfo por 3 a 1, o Egito assume a liderança isolada do Grupo G com 4 pontos e fica muito perto de uma vaga inédita no mata-mata. O Irã aparece na segunda posição com 2 pontos, mesma pontuação da Bélgica, que ocupa o terceiro lugar. A Nova Zelândia amarga a lanterna da chave com apenas 1 ponto conquistado.
A rodada decisiva acontece no próximo sábado, dia 27 de junho, com jogos simultâneos à meia-noite (horário de Brasília). O Egito enfrenta o Irã em busca da classificação, enquanto a Nova Zelândia joga a vida contra a Bélgica.
Ficha Técnica: Nova Zelândia 1 x 3 Egito
- Escalação Nova Zelândia: Crocombe; Payne (Bindon), Surman, Boxall e Cacace (Randall); Bell, Stamenic, McCowatt (Old), Singh (Ryan Thomas) e Just (De Vries); Wood. Técnico: Darren Bazeley.
- Escalação Egito: Shobeir; Hany, Yasser Ibrahim, Fathy (Rabia) e Fatouh; Attia, Lashin, Zico (Abdelkarim), Salah (Abdelmaguid)(Abdelmonem) e Ashour (Zizo); Marmoush (Trézéguet). Técnico: Hossam Hassan.
- Gols:
- Nova Zelândia: Surman (aos 14′ do 1º tempo).
- Egito: Zico (aos 13′ do 2º tempo), Salah (aos 21′ do 2º tempo) e Trézéguet (aos 36′ do 2º tempo).
- Árbitro: Omar Al Ali (Emirados Árabes).
- Cartões Amarelos: Singh e McCowatt (Nova Zelândia); Lashin (Egito).
- Decisões críticas do VAR: Sem ocorrências graves.
- Local: Vancouver Place, Vancouver, Canadá.
- Público: 52.497 presentes.