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Rússia 2018 – Resenha da Rodada – 23/06/2018

Ok… se você não gostou da rodada de hoje, amiguinho, você não gosta de futebol… E se você acha que aula de futebol é aquilo que (segundo o Tite) o Brasil apresentou no segundo tempo de ontem… Então, lamento dizer, você não assistiu Alemanha e Suécia hoje. Aquilo sim foi uma aula magna sobre como jogar futebol.

Que dia espetacular… foram três grandes jogos. Quem dera todo dia de copa do mundo fosse assim. No primeiro confronto do dia, vimos a Bélgica vencer com muita categoria a Tunísia, um time que apesar de limitado, soube valorizar o jogo e perdeu para um adversário francamente superior. Mas perdeu jogando bola. E que principalmente mostrou muito orgulho de estar ali… com um choro genuíno (diferente de um certo moleque brasileiro).

Depois tivemos o México. Que lindo foi ver a torcida mexicana em peso no estádio em apoio ao time e com os jogadores igualmente emocionados pelo momento mágico que estão vivendo (diferente de um certo país pentacampeão que gosta de subir no tijolo). E o técnico Juan Carlos Osório mostrou que sabe (e muito) de futebol.

Por fim, tivemos uma aula de futebol. Sim… aula. A Alemanha mostrou porque é a melhor do mundo. Mostrou como se joga bola. Mostrou o que é futebol ofensivo, quando mesmo com um jogador expulso, armou o time no ataque. E venceu… merecidamente. Em dias como hoje, percebemos porque a Copa do Mundo encanta… porque é um momento tão mágico. Três jogos… três grandes jogos.

Jogando de amarelo, os demônios vermelhos mostram sua força

A Bélgica talvez seja a seleção que vem apresentando o futebol mais bonito da competição. Joga solto de modo ofensivo e consistente. A Tunísia tem um futebol limitado, é verdade, mas fez desta sua limitação uma virtude, pois jogou de cabeça erguida procurando cumprir fielmente o a proposta tática do técnico Nabil Maaloul que protagonizou um belo momento do jogo.

Durante a execução dos hinos nacionais, Maaloul – que jogou pela Tunísia e defendeu sua seleção nas olimpíadas de 1988 em Seul (Coreia do Sul) – não segurou a emoção e foi às lágrimas. Chorou copiosamente e deixou claro que para ele, estar ali, era mais do que uma função profissional… era uma honra e a realização de um sonho. E – diferente do moleque Neymar – não se via ali uma grande encenação.

A Bélgica – que na estreia venceu o fraco Panamá pelo placar de 3-0 – veio com a mesma formação da estreia e com três jogadores pendurados: Vertonghen, De Bruyne e Meunier. Do lado da Tunísia, tivemos algumas modificações. Após a derrota por 2-1 no jogo contra a Inglaterra, Khaoui entrou no meio campo, com Sliti, Ben Youssef e Khazri jogando à frente. Sliti ficou de fora. No papel, um time ofensivo para buscar a vitória. Uma estratégia ousada. Tivemos também a substituição do goleiro Hassen por Ben Youssef, que se machucou no primeiro jogo. Apesar da má notícia da troca de goleiros, a Tunísia não tem nenhum jogador pendurado por cartão.

E o jogo começou bem quente. Logo aos 4’, Hazard tenta passar pela marcação de Ben Youssef dentro da área e é parado com falta. O juiz marca pênalti. Hazard bate firme, rasteiro e marca. Bélgica 1-0 Tunísia. Aos 16’, a Bélgica avança em contra-ataque com Mertens no domínio da bola. Ele sobe pela direita na intermediária e toca a bola para Lukaku que domina e bate firma para o segundo gol belga. No placar, Bélgica 2-0 Tunísia.

Muitos pensariam que a Tunísia estaria abatida neste ponto. Mas não foi o que aconteceu. Aos 18’, Khazri faz cobrança de falta pela esquerda e Bronn marca de cabeça, um belo gol para a Tunísia. Em um jogo muito movimentado, Bélgica 2-1 Tunísia. E nem chegamos aos 20’ do primeiro tempo! Pouco depois de marcar o gol, Bronn desaba em campo sentindo alguma lesão, ele precisou ser substituído por Naguez..

A partir deste ponto, o jogo ficou equilibrado. Ok… equilibrado, não é bem a palavra, porque a Bélgica atacou muito, e desperdiçou boas chances. A dupla de zaga da Tunísia não é uma das melhores e ele batem cabeça. Mas no geral, a Tunísia encara a Bélgica em condições bem iguais, apesar da inferioridade no placar.

O time da Tunísia sofre com lesões, aos 40’ foi a vez de Ben Youssef sentir uma lesão no joelho direito e sair do jogo, dando lugar à Ben Alouane. Ao final do primeiro tempo, a Tunísia jogava bem e pressionava a Bélgica. Mesmo com a pressão, a Bélgica não se abalou. Pelo que percebi, faz parte da tática belga o jargão “jogar e deixar jogar”.

E isso deve ter funcionado. Nos acréscimos, Maaloul sai errado e dá a bola de presente para Mounier, que toca em De Bruyne e recebe de volta na entrada da área, ele vê Lukaku passando entre os zagueiros e dá lindo passe, o artilheiro toca sutilmente por cima, na saída de Ben Mustapha para fazer o terceiro gol do jogo, o segundo dele no mesmo jogo e o quarto gol na copa, igualando-se na artilharia com Cristiano Ronaldo. No placar, Bélgica 3-1 Tunísia. E um jogo muito bom.

Na saída do goleiro Mustapha, Lukaku dá lindo toque para marcar 3-1 sobre a Tunísia
Na saída do goleiro Mustapha, Lukaku dá lindo toque para marcar 3-1 sobre a Tunísia

Os times voltam para o segundo tempo. Aos 51’, Alderweireld faz um lançamento preciso para Hazard que mata bonito no peito entre dois zagueiros, avança e tira o goleiro da jogada e chuta a gol, marcando outro golaço. Bélgica 4-1 Tunísia. Sim… a esta altura, a valente seleção da Tunísia estava em seu limite e ficava claro que a Bélgica venceria tranquilamente o jogo. Mas mesmo assim, com ampla desvantagem, a Tunísia continua buscando o ataque, sem medo de ser feliz.

Aos 59’, Lukaku é substituído por Fellaini e sai ovacionado pelo público que assiste ao jogo. No minuto seguinte, é a vez da Tunísia subsituir… Sai Sassi para a entrada de Sliti.

Um momento curioso do jogo foi a chuva que caiu na região do estádio, ao mesmo tempo em que o sol iluminava boa parte do campo. Tempo estranho e maluco este da Rússia. O jogo prossegue sem muita objetividade. Aos 67’, nova substituição na Bélgica, Hazard dá lugar a Batshuayi. Com o bom resultado no placar, a Bélgica desacelera, mas mantém a qualidade do jogo.

Aos 75’ uma linda jogada bacana… Mertens dá lindo passe para Batshuayi nas costas da zaga, ele dribla Ben Mustapha e toca para o gol, o zagueirão corre e em cima da linha dá um chutão para evitar o quinto gol. Os belgas buscam manter-se no ataque. Aos 78’ uma bomba de Carrasco obriga o goleiro a fazer uma boa defesa, mas a bola escapa, sobrando para Batshuayi chutar. A bola explode no travessão. Com a vitória praticamente garantida, aos 85’ a Bélgica substitui Mertens e coloca Tielemans em seu lugar.

E nos acréscimos, foi Tielemans que encontrou o caminho do quinto gol belga. Ele cruza a bola pela direita e Batshuayi aparece nas costas de Ben Alouane e de carrinho, manda no contrapé do goleiro. Bélgica 5-1 Tunísia.

E quando tudo parecia terminado, surge a Tunísia no ataque para encerrar a partida com muita honra. Naguez recebe nas costas de Carrasco na direita e cruza rasteiro, o camisa 10 aparece entre três zagueitos e de primeira manda no canto direito de Courtois para diminuir. No placar, Bélgica 5-2 Tunísia.

Um gol que mostrou que a Tunísia perdeu sua segunda partida e provavelmente está fora da copa… mas mostrou que sabe os bons fundamentos do futebol. Quanto à Bélgica, fica o registro do belo exemplo dado por Lukaku aos 26’ de jogo. Em jogada perigosa, o zagueiro intervém e tira a bola. O centroavante cai e imediatamente sinaliza que o zagueiro foi na bola e não marcou falta. Ele poderia cavar um pênalti ali e eu até achei que seria mesmo. Mas prevaleceu o fair play. Jogando de amarelo, os demônios vermelhos deram uma aula de futebol.

Bem diferente de um certo time de futebol que tradicionalmente joga de amarelo, mas mesmo jogando de azul, não aprende com seus próprios erros.

Confira aqui a resenha em vídeo no canal da FIFA no YouTube.

E não é que o México continua jogando como nunca?

Eu estava muito ansioso por este jogo. Nem tanto por ser um clássico do futebol mundial – o que, convenhamos, está longe de ser – mas para torcer que o México apresentasse mais uma vez o bom futebol da estreia, quando bateu a fortíssima seleção alemã.

A Coreia do Sul vem de uma derrota para a Suécia por 1-0 e uma nova derrota implicaria numa quase eliminação, já que é bastante improvável que o time vença a Alemanha na última rodada. E de qualquer forma, com a derrota, o time precisaria de uma combinação de resultados para avançar. O México vem de grande atuação contra a Alemanha. O técnico Juan Carlos Osório mostrou como um time deve jogar usando a tática do contra-ataque e viria para o jogo de hoje demonstrar de uma vez por todas que é um grande estrategista.

Mexendo bastante no time que jogou na estreia, o técnico Taeyong Shin preferiu armar o time em um 4-4-2 com meias avançados (quase um 4-2-4). Na defesa, Jooho Park (lesionado) deu lugar para Minwoo Kim (estes nomes me complicam na gravação do podcast). A linha central formada por 4 jogadores, traz Sejong Ju e Seonmin Moon. No ataque, a novidade é Jaesung Lee. Vão para o banco Jacheol Koo e Shinwook Kim (pendurado com 1 cartão amarelo). Hwang entra em campo pendurado também. Meu Deus, estes nomes me matam… Do lado mexicano, Osorio mudou o esquema de um 4-5-1 para um 4-3-3 bem interessante, mantendo os jogadores do jogo estreia, apenas mudando suas funções táticas. A única modificação foi a saída de Ayala que deu lugar para Álvarez. Moreno e Herrera entram pendurados com 1 cartão amarelo.

O jogo começou com a Coreia buscando o ataque… esbarrou em sua própria falta de qualidade técnica. E por falar em falta, jogo bem violento no princípio. Os coreanos batem sem dó. Aos 13’, a Coreia sobe ao ataque. Hwang HeeChan dribla Salcedo na esquerda, chega no fundo e cruza na segunda trave. Lee Yong chega chutando de primeira e comete falta de ataque. Mesmo no ataque, o time da Coreia bate… Apesar deste aparente começo favorável à Coreia, é o México que tem o controle da bola.

Aos 22’, um escanteio cobrado por Son Heung Min na direita com cabeceio de Kim Min Woo faz com que Ochoa espalme no reflexo. No minuto seguinte, o México sobe ao ataque, Guardado cruza da esquerda, Jang Hyun Soo bloqueia com o braço e árbitro marca o pênalti por conta do toque de mão do defensor coreano. Carlos Vela bateu e marcou… Coreia do Sul 0-1 México.

Com a vantagem no placar, o México passou a mandar no jogo. Controlando a posse de bola, são poucas as chances da Coreia subir ao ataque. Sua melhor oportunidade veio só aos 38’, Son Heung Min dispara pela esquerda, entra na área e chuta em cima de Ochoa. Aos 42’ foi a vez do México levar perigo ao gol coreano. Lozano passa por três marcadores na esquerda, entra na área e chuta forte por cima. Jogada bonita.

Ochoa chuta forte e obriga o goleiro coreano a praticar bela defesa
Ochoa chuta forte e obriga o goleiro coreano a praticar bela defesa

Já no segundo tempo, o México continua fazendo seu bom jogo. A primeira boa chance veio aos 58’, com Guardado batendo de canhota e Jo Hyeon Woo praticando uma grande defesa. Aos 66’ de jogo, um contra-ataque mortal do México. Hernandéz é acionado por Lozano na esquerda e faz lindo drible em Jang Hyun Soo dentro da área e finaliza forte para o fundo do gol. No placar, Coreia 0-2 México.

O restante do segundo tempo, vimos uma Coreia incipiente e bastante agressiva na marcação tentando em vão buscar um gol. O México tinha um futebol sólido e uma defesa competente. Mas nos acréscimos (e isto está virando moda nesta copa), Heung Min Son encara a marcação na entrada da área, leva para o pé canhoto e chuta no ângulo direito de Ochoa que não consegue segurar. Um balaço! Coreia do Sul 1-2 México.

E já que vamos falar em aula de futebol nesta copa, é bom que o torcedor brasileiro saiba que o Juan Carlos Osório deu uma aula de tática, com muita competência. Espero que os mexicanos continuem jogando como nunca… espero que nesta copa, eu possa a partir daqui começar os textos do México com a frase “O México, jogando bem como sempre, venceu mais uma”.

Clique aqui e confira a resenha em vídeo no canal da FIFA no YouTube.

Do Inferno ao Céu… Kroos é o herói deste jogo épico

E já que o mote do dia, são as aulas de futebol, vamos a aula magna desta rodada. O que dizer deste jogo? Nos primeiros 45 minutos, a Alemanha jogou bem, assim como a Suécia. E o suecos foram mais espertos aproveitando-se do momento de instabilidade que a Alemanha passava por conta da lesão de Rudy, que literalmente levou um coice do Larsson.

E para piorar as coisas, o gol surgiu numa falha de Tony Kroos, que errou o passe na defesa e permitiu que Toivonem encobrisse Neuer. E neste cenário, a Alemanha estava sendo desclassificada. Mas a Alemanha… é a Alemanha… e no segundo tempo, fez deste jogo, um dos mais marcantes da história das copas. Jogou bola… deu (mais) uma aula de futebol ofensivo. Buscou o ataque, buscou o gol e não esmoreceu nem mesmo quando perdeu Boateng, expulso por receber o segundo cartão amarelo no jogo.

E isso ficou claro com a última substituição… ao invés de recompor a defesa, Joachim Löw colocou mais um atacante e partiu com tudo. E nos acréscimos (mais uma vez), Kroos encontrou sua rendenção. Uma belíssima cobrança de falta que fez o estádio explodir em um grito de gol.

Eu – aqui da minha casa – pulei do sofá… Gol! Gol! Golaço! Venceu o futebol.

Joachim Löw mostrou porque tem o melhor time da atualidade. Insatisfeito com a atuação de alguns jogadores na estreia, quando perdeu para o brilhante México, ele sacou do time Khedira e Özil, colocando Rudy e Reus para iniciar a partida. Além disso, Hummels estava lesionado e deu lugar para Rudger. Plattenhardt saiu do time para a estreia de Hector, que em tese é titular neste time. Thomas Müller é o único alemão a entrar em campo pendurado com 1 cartão amarelo. A Suécia sabia que o revés alemão traria uma verdadeira artilharia de guerra para este jogo. Mesmo assim, manteve basicamente o mesmo esquema tático do primeiro jogo, substituindo apenas Jansson por Lindelöf na defesa. Claesson entrou pendurado com cartão amarelo para o jogo.

O começo de jogo deixaria claro como seria tudo… Ataque alemão incansável e defesa sueca eficiente, aproveitando eventuais sobras no contra-ataque. Não que a Suécia tenha um grande time. Mas é muito boa na marcação.

A artilharia alemã abriu fogo logo aos 2’ de jogo. Werner fica com a sobra dentro da área e encontra Draxler pelo meio, o atacante bate cruzado e Lindelof evita o gol. Pouco depois, foi a vez de Hector soltar uma bomba da entrada da área, com a bola explodindo em Granqvist.

Foi aos 12’ que a estratégia sueca apareceu, Berg avançou no contra-ataque, invadiu a área e na hora do chute Neuer saiu e fez boa defesa. A Alemanha está sempre no ataque, mas não consegue chegar ao gol. Os suecos iam bem na defesa. Aos 24’ veio o coice do Larsson em Rudy. Foi uma pancada monumental… sangrando muito, ele teve que sair de campo. Mas o técnico ainda não se decidiu pela substituição.

É bom deixar claro que, apesar da imagem impressionante, o lance foi uma fatalidade. Em nenhum momento Larsson demonstrou que foi uma jogada consciente. Acidente triste mesmo. O jogador só foi definitivamente substituído por Gundogan aos 31’. E uma observação importante… o Rudy entrou no lugar do Khedira que estava no banco. Mesmo assim, o técnico alemão não optou por Khedira que talvez tenha perdido a vaga de titular em definitivo.

Em quase 6’ que a Alemanha jogou com um homem a menos, a Suécia subiu de produção. Não o suficiente para levar perigo, mas jogou um pouco melhor. E aí, veio erro de Tony Kroos… Aos 32’ de jogo, erro de passe de Kroos na defesa e a bola fica para Toivonen, o atacante encobre Neuer na saída do goleiro e abre o placar. Alemanha 0-1 Suécia.

Naquele momento, a Alemanha estava sendo eliminada da copa. Um fato histórico, já que a Alemanha nunca foi eliminada na fase de grupos. Mas felizmente, a história do jogo ainda não acabou.

A tranca sueca, agora era implacável… mas ainda assim, a Alemanha subia ao ataque. aos 37’, Gundogan finalizou da entrada da área, a bola desviou na zaga e Olsen defendeu parcial. Na sobra, Muller chutou e Lindelof fez o corte no último momento. Para manter-se no ataque, a Alemanha deu alguns espaços. E nos acréscimos, Larsson cobrou falta pela direita e Berg finalizou de cabeça. Bela defesa de Neuer. Fim do primeiro tempo. Joachim Löw tem razões de sobra para estar com dor de cabeça mesmo…

Na volta para o segundo tempo, a Alemanha voltou a campo decidida a lutar pela vitória. Mario Gomez entrou no lugar de Draxler. Suécia voltou com a mesma formação. E logo aos 48’, a Alemanha mostra que não veio para a copa só para fazer figuração. Werner foi a linha de fundo na esquerda e cruzou, Reus desviou de joelho e igualou o placar. Gol de joelho é gol do mesmo jeito. No placar, Alemanha 1-1 Suécia.

A Alemanha estava resoluta. O empate colocaria a Alemanha com chances, mas dependendo de outros resultados. O ideal é a vitória, pois aí ela só depende dela mesma para avançar. Aos 56’, em triangulação pela esquerda, Hector invadiu a área e bateu cruzado para defesa do goleiro. Aos 60’, foi a vez de Reus desperdiçar… Kimmich cruzou rasteiro para Reus que tentou de letra e quase completou para as redes. Aos 64’, Kroos chutou de fora da área, mas com o desvio a bola saiu para escanteio. O primeiro cartão amarelo de Boateng aconteceu aos 70’. Ele parou a jogada de Forsberg com falta.

Alemanha continua na busca pelo gol, mas não consegue concluir. Somente aos 80’ nova conclusão com chance de gol.. Werner finalizou cruzado da direita da área, mas mandou por cima do gol sueco. E aos 81’, mais um revés para a Alemanha, que ficou com um jogador a menos. Boateng chegou com força desproporcional em Berge. Veja a imagem e tire suas conclusões: O árbitro não teve dúvidas… e expulsou Boateng que recebeu o segundo amarelo.

Boateng atropela o jogador sueco e é expulso em momento crítico para a Alemanha
Boateng atropela o jogador sueco e é expulso em momento crítico para a Alemanha

Jogo empatado, um homem a menos, time adversário pressionando. O que o Tite faria? Eu nunca saberei… mas posso dizer o que Joachim Löw fez… aos 87’ tirou o lateral Hector para a entrada de mais um atacante… Brandt. No minuto seguinte, Kroos avançou na meia esquerda e levantou para Gómez testar firme e o goleiro mandar para escanteio.

O tempo vai passando, estamos nos acréscimos e parece que a Alemanha irá parar na muralha sueca. Até que aos 90’+5’, falta pela esquerda. Na falta, Kroos tocou para Reus que devolveu para o meia. Kroos chutou cruzado e a bola fez uma curva linda e entrou no gol.

Na cobrança de falta de Kroos, a bola fez uma curva e foi parar no fundo do gol. Alemanha 2x1 Suécia
Na cobrança de falta de Kroos, a bola fez uma curva e foi parar no fundo do gol. Alemanha 2×1 Suécia

Sabe aquele silêncio que você “escuta” sempre que acontece um momento marcante? Então… GOL! GOOL! GOOOLAÇO de Tony Kroos no finalzinho para a Alemanha que virou o jogo de forma espetacular. Os suecos que me desculpem… mas esta história tem que ser contada na visão dos vencedores… jogaram bem, pra cima, não se abateram quando tiveram um jogador expulso e venceram. Merecem todas as honras. Um desastre pode acontecer no jogo final com a Coreia… Mas a Alemanha por este jogo, merece continuar na Copa.

Clique aqui e confira a resenha em vídeo no canal da FIFA no YouTube.

Análise dos Resultados

Estamos afunilando as opções. Com a vitória belga, ela vai praticamente se garantindo na próxima fase. Se a Inglaterra ganhar amanhã, as duas irão decidir que será primeiro do grupo. O México está fazendo bonito. Mas ainda não se garantiu. A Alemanha embolou tudo. com sua vitória histórica. O empate resolverá a vida dos mexicanos, mas a questão é que a Suécia não vai se entregar tão fácil. Que o México continue jogando como nunca.

E a Alemanha agora depende da vitória contra a Coreia do Sul. Deve ganhar. Mas se a Suécia vencer, teremos três times com seis pontos. E aí? Como ficamos… será o grupo mais emocionante para se acompanhar na decisão da última rodada.

Por hoje é só… amanhã tem mais Uma Copa Qualquer!

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Publicado em:Crônicas,Entretenimento,Uma Copa Qualquer

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