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Miopia Não Tem Cura e o EP “Pressa e Espaço”

Buenas! Na resenha musical de hoje, o disco “Pressa e Espaço”, o EP de estreia dos cearenses da “Miopia Não tem Cura”.

Sonoridades impensadas

Cada dia que passa eu tenho a impressão de que vivemos em um país riquíssimo. Principalmente quando falamos de música (e deixando todas as questões mais relevantes de lado).

Nossa cultura miscigenada nos permite sonoridades que em outros lugares soariam impensadas. Mas aqui, por mais bizarra que as misturas sejam, conseguimos subverter a estranheza e nos reinventar.

Tem coisa que surge desse hibridismo todo, que não é nem um pouco palatável (mas aí, estamos falando da MINHA opinião). E quando acertamos a mão… quando conseguimos êxito em amalgamar dois (ou mais) estilos diferentes, conseguimos criar algo singular e – porque não – definitivo.

E é sobre esse hibridismo que falamos hoje, da inusitada mistura de jazz e MPB que me botou um enorme sorriso no rosto e horas ininterruptas de “repeat”.

A banda “Miopia não tem cura”

Filha sem frescura da mesma mistura que deu origem a bossa nova, a banda formada por Pedro Dias (baixo e vocais), Calel Arrais (saxofone), Pedro Maia (guitarra), Marcelo Sampaio (guitarra), e na bateria João Victor Oliveira (que gravou o EP) e a Ayla Lemos (que acompanha a banda hoje em dia) cria algo diferente da sua irmã mais erudita.

A banda 'Miopia não tem cura'

A banda faz música simples, de um bom gosto absurdo, sem soar elitista e metido a besta. De construção complexa mas extremamente ‘assobiável’ e com letras que nos fazem pensar no nosso cotidiano e nas relações humanas, fazem música pra cantarmos juntos.

E quer saber mais? Fariam bonito em qualquer rádio especializada em (boa) música brasileira, e se nossas rádios não tocassem apenas as mesmas músicas da moda, a banda provavelmente teria um alcance bem maior do que tem hoje.

Sobre o EP de estreia ‘Pressa e Espaço’

EPzinho muito bem produzido, mixado por Felipe Couto em Fortaleza e masterizado por Marcelo Oliveira no Rio de Janeiro. Foi feito com esmero e competência de quem sabe bem a sonoridade que quer atingir em estúdio.

Maturidade demais pra uma banda de gente tão jovem. As influências são tão díspares quanto o som que fazem. Vai do jazz de Chet Baker, ao rock psicodélico do Pink Floyd. Da música setentista brasileira ao rock experimental e alternativo.

Um caldeirão de referências em profusão. Coisa linda.

Pressa e Espaço, o EP de estreia da "Miopia Não tem Cura"
Pressa e Espaço, o EP de estreia da “Miopia Não tem Cura”

A banda nos brinda com uma amostra grátis do que vem por aí, só pra adoçar a boca e nos deixar sedentos pelo prato principal, um disco cheio. Estamos ansiosos.

Se gosta de boa música, sem preconceitos, pode ouvir sem medo. Esse EP de estreia, é um discão.

Logo menos tem mais.

Uma última coisinha…

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2 Comentários

  1. Pedro Maia

    muito obrigado, pelas palavras, irmão. faltaram só os bateras, João victor Oliveira, que gravou o EP, e a Ayla Lemos, que toca com a gente atualmente. 🙂

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