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De volta ao segmento High End com o Motorola Edge+

Eles estão entre nós. E eu me refiro ao mercado brasileiro. A Motorola está de volta ao segmento High End com o Motorola Edge+.

Motorola Edge+ e Motorola Edge… os novos celulares da empresa

O fim da sopa de letrinhas?

A Motorola vem reposicionando suas linhas de smartphones já tem um tempo. Só para não perdermos o fio da meada, vamos lembrar que a Motorola mantinha as linhas C, E, G, X e Z, sendo as linhas C e E as mais básicas, os aparelhos da linha G seriam os intermediários e as linha X e Z formadaa por aparelhos premium, sem necessariamente se encaixarem no segmento topo de linha.

A linha C sumiu já tem algum tempo. Enquanto isso, a linha E sofreu um leve upgrade para não serem considerados básicos demais e ganharam algumas melhorias estéticas, sendo os seus representantes o E6+, E6S e E6 Play.

E a linha G vem sofrendo um “basicalização” (com o perdão do neologismo), deixando muitas dúvidas se poderão competir no segmento intermediário mesmo em suas versões mais top. Seus representantes atuais são o G8 Play, G8, G8 Power lite, G8 Power e G8+.

Para o segmento intermediário, a Motorola vem promovendo a linha One com vários modelos no segmento (Vision, Macro, Action, Hyper e Zoom). E a mesma linha One também se encarrega do segmento premium.

Já as linhas X e Z sumiram do mapa… restava então saber quais celulares a Motorola traria para o segmento superior, já que a linha Razr ainda é considerada uma aposta indefinida, pois os dobráveis ainda têm muito a evoluir.

A resposta foi a linha Edge…

Topo de Linha ou Super Premium?

A linha Edge foi apresentada ao mercado internacional em abril. A empresa não costuma demorar muito em trazer suas novidades para o mercado nacional e com o Edge não foi diferente. Pouco mais de dois meses depois, são apresentados os aparelhos de um segmento em que a marca não é muito tradicional… os topo de linha. Mas a empresa preferiu apresentá-los como Super Premium.

Motorola Edge+, o super premium da Motorola

O fato é que o nome pouco importa. As especificações dos aparelhos impressionam e coloca o Edge+ em pé de igualdade com concorrentes da Samsung e Apple. Pelo menos teoricamente.

Uma forte aposta da Motorola é destacar o suporte nativo ao 5G. É interessante notar que a tecnologia sequer estreou no Brasil, mas tanto o Edge como o Edge+ já contam com ela. Isso ainda vai dar pano pra manga, pois ao que parece o modem que equipa os aparelhos não dão suporte a todas as frequências que serão compatíveis com o 5G. De qualquer forma, sempre é bom saber que o recurso já está disponível.

Motorola Edge+

Vamos lá… o Edge+ traz o que existe de melhor em termos de configuração. O processador Qualcomm Snapdragon 865 octa-core combinado com a GPU Adreno 650 vem com 12 GB de RAM e armazenamento interno de 256 GB. Ele não conta com suporte a cartões microSD.

O Motorola Edge+
O Motorola Edge+

A tela

A tela é do tipo OLED com 6,7 polegadas e tem bordas curvas (que a empresa chamou de Endless Edge). A resolução é Full HD+ na proporção 21:9 e suporte ao HDR10+. Outro diferencial é que a taxa de atualização da tela é nativamente de 90 Hz, o que implica em transições mais suaves de imagens.

O corpo

O corpo do aparelho é feito em um frame metálico e um corpo plástico que vem na cor Thunder Grey. O sensor biométrico é sob a tela e o aparelho conta (surpresa!) com entrada P2. O peso do aparelho é de 203g e ele não é um aparelho exatamente pequeno (sua espessura é de 9,6 mm). Seu corpo é 161,1 mm de altura por 71,3 mm de largura.

A gaveta do chip é do tipo Nano-SIM e ele não oferece suporte a um segundo chip. Nem físico, nem do tipo e-SIM.

As câmeras

A câmera traseira conta com um sensor principal de 108 MP, ângulo de 79º e abertura f/1,8 e estabilização óptica de imagem. Além disso, temos um sensor híbrido Ultra-Wide e Macro de 16 MP com uma lente com ângulo de 117º e abertura f/2.2 e uma lente tele de 8 MP com ângulo de 30º e abertura f/2,4 e que também estabilização óptica. O sistema consegue fazer vídeos com resolução 6K a 30 fps.

A câmera frontal (que é colocada no canto superior esquerdo da tela (punch hole) com 25 MP, lente com ângulo de 79º e abertura f/2,4. Não temos informações sobre capacidade de gravação do sensor frontal, mas acreditamos que ele comporta tranquilamente Full HD a 60 fps.

Energia

Um aparelho tão robusto exige uma solução robusta. A bateria é de 5.000 mAh e o aparelho conta com carregamento sem fio e conexão USB tipo C. Além disso, ele dá suporte a carregamento reverso de 5 Watts. Ele traz um carregador do tipo fast charge com 18W.

As especificações completas do aparelho você encontra no site da fabricante.

Motorola Edge

Apesar de não trazer as configurações potentes do seu irmão maior, ele ainda possui especificações respeitáveis. O processador é um Qualcomm Snapdragon 765 octa-core e GPU Adreno 620. Ele tem 6 GB de memória RAM, memória interna de 128 GB e expansão via cartão microSD para até 1TB.

Motorola Edge
Motorola Edge

A tela

A tela é do tipo OLED com 6,7 polegadas e tem bordas curvas (que a empresa chamou de Endless Edge). A resolução é Full HD+ na proporção 21:9 e também tem taxa de atualização da tela é nativamente de 90 Hz, o que implica em transições mais suaves de imagens. No entanto, o Edge não traz suporte ao HDR10+.

O corpo

O corpo do aparelho é feito em um frame metálico e um corpo plástico (a Motorola afirma ser vidro… mas muita gente está questionando isso) que vem nas cores Solar Black e MIdnight Red. O sensor biométrico é sob a tela e o aparelho também traz entrada P2. O peso do aparelho é de 190g com espessura de 9,29 mm, altura de 161,64 mm e 71,2 mm de largura.

A gaveta do chip é do tipo Nano-SIM. Aqui há o suporte a um segundo chip (também Nano-SIM), mas a gaveta é híbrida. Ao optar por um segundo chip, você abre do cartão de memória.

As câmeras

A câmera traseira conta com um sensor principal de 64 MP, ângulo de 79º e abertura f/1,8 e notamos a ausência de estabilização óptica. Além disso, temos um sensor híbrido Ultra-Wide e Macro de 16 MP com uma lente com ângulo de 117º e abertura f/2.2 e uma lente tele de 8 MP com ângulo de 44º e abertura f/2,4 (também sem estabilização óptica). O sistema consegue fazer vídeos com resolução 4K a 30 fps e Full HD 60 fps.

A câmera frontal (que é colocada no canto superior esquerdo da tela (punch hole) com 25 MP, lente com ângulo de 79º e abertura f/2,0. Também não temos informações sobre capacidade de gravação do sensor frontal do Edge, mas acreditamos que ele comporta tranquilamente Full HD a 60 fps, assim como seu irmão maior.

Energia

O Edge tem especificações menores, mas mesmo assim, a bateria é bem interessante para o modelo. São 4.500 mAh e o aparelho não conta com carregamento sem fio. A conexão é USB tipo C. Ele traz um carregador do tipo fast charge com 18W, mas não conta também com carregamento reverso.

As especificações completas do aparelho você encontra no site da fabricante.

O que achamos? Nossa opinião

O UBQ ainda sofre daquele velho probleminha dos sites pequenos: pouco interesse das assessorias de imprensa em suportar veículos menores e com isso não temos acesso aos aparelhos em primeira mão.

Sendo assim, ficamos reféns dos reviews dos sites maiores que já trazem um viés editorial. Mesmo assim, conseguimos fazer algumas considerações e torcemos para que as assessorias olhem para nós com mais carinho.

Ambos os aparelhos provavelmente são suficientes para os usuários mais exigentes. Achamos estranho não existir o suporte a gravação 8K, mas pela nossa pesquisa, talvez o sensor do aparelho não comporte esta possibilidade, apesar do 865 dar suporte.

O grande problema é o preço…. o Edge+ chega ao mercado por R$ 8 mil e Edge por R$ 5,5 mil. Eles ainda estão em pré-venda e provavelmente a rede varejista em breve trará descontos mais atraentes. Resta saber se o mercado está disposto a ter mais um aparelho no segmento high end por preços proibitivos para o consumidor médio?

Aliás, considerando algumas opções de bons aparelhos por preços mais atraentes (como por exemplo o Zenfone 6, ou o Samsung A71, o Samsung Galaxy S10+, entre outros), a Motorola precisará apresentar uma relação custo x benefício um pouco melhor para ter sucesso neste segmento.

Mas não há como negar… a Motorola fez um belo trabalho.

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Publicado em:Opinião,Resenhas Tech,Tecnologia

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