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Paixão e a Profissão

Quem nunca se irritou em ver seu time do coração perder em algum esporte, seja no Futebol, Voleibol, Handebol? Até mesmo os atletas se chateiam e muitas vezes “brigam” entre si por não estarem conseguindo o seus objetivos. É aquele cruzamento entre Paixão e a Profissão.

A difícil arte de separar o emocional do profissional

Quem trabalha na área da comunicação se torna ainda mais difícil esse fator. Pois tem que se mostrar imparcial e profissional naquilo que faz, porém muitas vezes pode ficar difícil controlar a emoção e escapar sua opinião.

Um caso recente que ocorreu no Sul do Brasil. Na cidade de Florianópolis/SC, entre o jogo entre Figueirense e Criciúma, pela 31º rodada do Campeonato Brasileiro 2019 – Série B, onde o narrador Mateus Mastella não se conteve. Ele deixou seu lado torcedor falar mais alta durante a narração do segundo gol do Figueirense no estádio Orlando Scarpelli na Capital.

A propósito, o Criciúma ainda consegui empatar o clássico catarinense.

Separar a paixão e a profissão

Em entrevista ao Portal Litoral Sul, Mastella contou que para ele teria sido mais uma narração normal, porém só no outro dia, 27/10, que viu a repercussão do seu vídeo espalhado pelas redes sócias. O jovem narrador ainda contou que ficou até uma hora da manhã respondendo mensagens.

E ele reconheceu que passou dos limites, mas nada do ocorrido foi programado.

Outro fato curioso e mais comum ocorreu na partida entre Criciúma (SC) 1 x 1 São Bento (SP) pela 32º rodada do Campeonato Brasileiro 2019 – Série B.

Lá, discretamente, meia dúzia de torcedores que torciam para o São Bento, eram da cidade de Criciúma. E em muitos momentos não conseguiam esconder o nervosismo pelo o time do coração.

“Como é difícil ver seu time na torcida do visitante, fiquei muitas vezes nervoso e não conseguia esconder que era de Criciúma”

Comentário do torcedor Caio da Silva na ocasião do jogo

Já na reta final do jogo era visivelmente que esses torcedores já não tinham um único time. A cada ataque e defesa era comemorado igualmente. Não é fácil essa posição ambígua.

Profissionalismo em primeiro lugar?

Quando passamos a acompanhar os programas esportivos (rádio, internet e TV), fica ainda mais evidente a dificuldade de esconder a paixão da profissão.

Para quem é torcedor mesmo, quando ouve um certo comentarista supervalorizando o seu suposto “time de coração”, enquanto desvaloriza os outros times, fica bem irritado. Cadê a imparcialidade?

Outros comentaristas esportivos assumem o seu time publicamente, isso faz com que as torcidas peguem menos no pé. Mas a torcida do mesmo time do comentarista, essa nunca para as “cornetas”.

Mas mesmo com tudo isso, paixão e profissão podem até prejudicar o trabalho de algumas formas, mas com certeza é algo indissociável.

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Publicado em:Crônicas,Textos Avulsos

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