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Minha trajetória com o Windows

Pois é… finalmente criei coragem e atualizei meu computador principal para o Windows 11. Aliás, este texto está sendo escrito neste mesmo computador, já sob o gerenciamento do último lançamento da Microsoft. E até o momento, tudo vai bem. Mas, tudo está bem? Bom… está. Mas chegar aqui nesta versão do Windows foi um caminho longo e cheio de surpresas. Quero contar minha trajetória com o Windows.

Vamos lá, vou contar uma pequena história

Bom, considerando minha idade e minha experiência com computadores, posso afirmar que minha história com o Windows já é relativamente antiga. Sou usuário do sistema operacional desde 1995, quando meu pai trouxe para casa um PC IBM Aptiva. Na época, um PC de configurações modestas: processador Intel 80486 DX2-66, 8 MB (sim, MegaByte) de memória RAM, HDD de 540 MB (tempos difíceis, admito), monitor de 14″ com resolução SVGA, Modem de 14,4 kbps e o incrível kit multímidia com um CD-ROM de “velocidade” 2x e placa de som Sound Blaster 16.

IBM Aptiva foi o meu primeiro PC com Windows
IBM Aptiva foi o meu primeiro PC com Windows

Ele vinha com o sistema operacional Windows 3.11 for Workgroups instalado de fábrica e curiosamente trazia tanto o pacote Office (em sua paleolítica versão 2.0) como o pacote Works. Na prática, uma redundância. Não foi meu primeiro computador pessoal, já que minha história com computadores começou com um CP400 da Prológica (um clone do TRS-Color) e posteriormente um MSX Expert GPC-1 da Gradiente. Mas esta história eu deixo para outra ocasião.

Sou obrigado a reconhecer que na época eu era muito mais um usuário leigo do que propriamente um desenvolvedor. Eu estava mais interessado em usar o computador para redigir meus trabalhos de faculdade no Word, eventuais planilhas no Excel e alguns códigos de programação por meio de compiladores específicos. Internet ainda não existia de forma prática e… bom… a experiência era bastante limitada.

Windows 3.11 for Workgroups foi a primeira versão do Windows que utilizei, ainda sob a batuta do MS-DOS
Windows 3.11 for Workgroups foi a primeira versão do Windows que utilizei, ainda sob a batuta do MS-DOS

O que a Microsoft não contava na época é que o Windows não era um sistema operacional independente. Por trás de sua execução, havia a necessidade de outro sistema operacional gerenciando as operações. Estou falando dele… o MS-DOS. Um sistema operacional bem mais rudimentar, sem uma interface gráfica e que na prática fazia o básico do básico. Gerenciava operações em disco.

O primeiro upgrade… Windows 95

Naquele mesmo ano, a Microsoft lançaria a nova versão do Windows. Convenientemente batizado de Windows 95, ele trazia algumas novidades que perduram até hoje… o “Menu Iniciar” e a “Barra de Tarefas”. Além disso ele recebeu um tapa no visual que deixou o sistema mais moderno, mas ainda por baixo do capô, a estrutura do MS-DOS era necessária para seu funcionamento.

E eu me lembro do processo de instalação… era necessário um disquete de inicialização para habilitar o funcionamento do CD-ROM e a partir daí proceder a instalação. E dependendo do computador, o processo todo poderia levar mais de uma hora… só para instalar o SO. Ah, sim… esqueci de comentar. Nem todo PC tinha CD-ROM. A solução? Disquetes… 13 deles. E aí de você se um deles – só um – apresentasse problema.

Windows 95 trazia pela primeira vez a Barra de Tarefas e o Menu Iniciar
Windows 95 trazia pela primeira vez a Barra de Tarefas e o Menu Iniciar

O meu Aptiva era praticamente novo, mas sofria pelo fato de ter pouca memória RAM e ter um processador 486. De acordo com a Microsoft, o Windows 95 poderia ser executado em um PC 386 com 4 MB de RAM. Mas na prática isso era um suicídio tecnológico. A experiência era ruim demais. Aliás, no meu caso, para ter uma performance aceitável e poder rodar o Adobe Photoshop na versão 2.0 (meu Deus!!!), eu fiz um upgrade de memória. Em 1996, o Aptiva passou a contar com “incríveis” 12 MB.

No geral, eu conseguia usar o PC para as mesmas tarefas. Sofria no Photoshop e nos jogos (Fallout 1, acreditam?), mas era o que tínhamos para o momento. E a Internet já estava ali, dando os seus primeiros passos.

O Windows 98 chegou… assim como um novo PC

A vida seguiu e em 1998 a Microsoft veio com a versão 98 do Windows, ainda bastante dependente do MS-DOS, mas bem mais madura que seu antecessor. Melhorias visuais e de desempenho fizeram dele um SO muito bem visto pelo mercado. Ele teve uma segunda geração que ficou conhecida como Windows 98SE (Second Edition) que trouxe melhorias ao que já estava bom. Suporte a novos CODEC’s, um novo navegador (Internet Explorer 6) e também suporte ao DIrectX 9.0c. E foi nesta época que começou a surgir o suporte ao USB e também o aperfeiçoamento do Plug’n’Play.

Windows 98 trouxe melhorias e contou com uma segunda versão em 1999
Windows 98 trouxe melhorias e contou com uma segunda versão em 1999

Claro que as melhorias cobraram seu preço e obviamente PC’s mais antigos sofriam para rodar o Windows 98. Oficialmente, um 486 DX2 com 16 MB seria suficiente para rodar o Windows, mas na prática, um Pentium fazia muito mais sentido. Eu ainda usava o competente Aptiva, mas que já dava sinais de cansaço. O ano era 1999 e eu cheguei a fazer o upgrade de memória e atualizar o SO. Mas o resultado foi muito ruim.

Nesta mesma época, um amigo da faculdade me pediu para montar seu novo PC e como pagamento ele me ofereceu seu computador antigo. Um Compaq Presario que era um PC integrado com monitor, tudo em uma única peça. Ele usava um Pentium 75 e tinha 16 MB de RAM, além do kit multimídia 4x e um HD de 1GB. Já desatualizado para a época, mas suficiente para minhas necessidades da ocasião.

O Aptiva foi aposentado em 1999, dando lugar a um Compaq Presario com monitor integrado
O Aptiva foi aposentado em 1999, dando lugar a um Compaq Presario com monitor integrado.

E foi com esse PC que eu entrei no mundo do Windows 98 e aliás, quando comecei a primeira versão do site pessoal que anos depois deu origem ao UBQ.

Um fato curioso sobre o Windows 98 ocorreu na ocasião do seu pré-lançamento. Em apresentação para a imprensa em Abril de 1998, durante a prestigiada COMDEX, Bill Gates fazia uma demonstração com um técnico sobre as capacidades do sistema operacional para lidar com o Plug’n’Play. Em dado momento, houve um erro no processo que gerou a famosa “Tela Azul da Morte”. O sistema deu pau ao vivo. Então, Bill Gates mostrou muito jogo de cintura e cravou:

Esse deve ser o porquê de não estarmos distribuindo o Windows 98 ainda

Bill Gates

O momento foi memorável e rendeu muitos memes na Internet. E é claro que no YouTube você encontra este momento eternizado. Fantástico…

Windows Me… Uma época para ser esquecida

O novo século chegou e com isso a Microsoft apresentou uma nova família de sistemas operacionais. Sim, família. Isto porque, o Windows era um produto doméstico, mas que possuía uma variante comercial. Anteriormente, a Microsoft tinha uma parceria com a IBM para um sistema mais robusto para empresas, o OS/2 (quem sabe um dia, eu falo dele por aqui), mas ao mesmo tempo, a Microsoft tinha seu próprio SO corporativo. Estou falando do Windows NT, que já existia desde os tempos do Windows 3.11 e trazia – entre outras coisas – o suporte ao multiprocessamento. E diferente da versão doméstica, ele não precisava do MS-DOS para funcionar.

Já no 2000, a Microsoft lançou os sistemas operacionais da nova geração: a versão doméstica foi batizada como Windows Me (Millenium Edition) e a versão corporativa se tornou o Windows 2000, que contava com várias opções (Professional, Server e Server Advanced). Quisera eu ter instalado o Windows 2000. Mas não… fui de Windows Me mesmo. A seu favor, contava o fato dele ser bem menos dependente do MS-DOS.

O Windows Me foi a aposta da Microsoft para o início dos anos 2000
O Windows Me foi a aposta da Microsoft para o início dos anos 2000

O sucesso do Windows 98 não se repetiu no Me que aliás, mostrou-se um sistema pesado, com bugs e em muitos aspectos, menos eficiente que seu antecessor. Tanto é verdade, que muita gente fazia o downgrade de computadores novos. Isto é, removiam o Windows Me e instalavam o Windows 98SE que ainda era muito popular, estável e confiável.

Meu primeiro contato com o Me foi em 2001. Na época eu comecei a ministrar aulas em cursos de informática e o sistema da vez era o Me. E para poder aula sobre ele, obviamente eu deveria usá-lo. Mas o Compaq de segunda mão – que já não era grande coisa – não dava conta dos requisitos mínimos do Me. Ele pedia, no mínimo, um Pentium 150MHz com 32 MB de RAM. E o pesadão Compaq estava bem longe disso.

Montei então meu primeiro PC no mercado cinza, com peças de segunda mão. Fui até a Santa Ifigênia e comprei um Pentium MMX 233, 64 MB de RAM, placa-mãe, gabinete, fonte de alimentação e até mesmo uma placa de vídeo dedicada. Tempos diferentes. O Aptiva – que a esta altura – curtia sua aposentadoria contribuiu com a placa de som e o Compaq com o CD-ROM e HD. Também comprei um modem de 56 kbps. Foi o meu primeiro monstrinho montado. E infelizmente não tenho fotos do garoto… mas pense num PC bege genérico… Era este o meu PC da época.

E para mover tudo isso, ele, o Windows Me. Mas admito que a experiência era ruim. Dava para usar. Mas vez ou outras ele dava umas engasgadas. Tanto é que cerca de uns 6 meses depois eu segui o caminho do downgrade e instalei o Windows 98 SE. Sem remorsos.

A revolução chamada Windows XP

Após a péssima experiência com o Me, a Microsoft redesenhou totalmente o seu SO. Sério… eles mantiveram os conceitos de Área de Trabalho, Menu Iniciar e Barra de Tarefas, além é claro das janelas dos aplicativos, mas trouxe um novo conceito, já que a partir dele um novo núcleo do SO foi desenvolvido. E finalmente, o DOS deu adeus, sendo o XP o primeiro SO puro-sangue. Suporte aos processadores de 64 bits, nova interface gráfica, suporte à tecnologia Clear Type que melhorava substancialmente a experiência visual e ele era leve. Incrivelmente leve. E o melhor para mim, ele rodava (de verdade) em um Pentium 233MHz com 64MB de RAM.

O WIndows XP mudava toda a arquitetura básica do sistema e trazia duas versões
O WIndows XP mudava toda a arquitetura básica do sistema e trazia duas versões

Fui todo feliz e pimpão para a nova versão. Mas aí eu me deparei com um pequeno “problema”. A ativação do Windows. Até então, tudo que você precisava era de um número de série válido para realizar a instalação do SO. E a partir desta versão seria necessário uma ativação do sistema para que ele funcionasse e não exibisse a famigerada mensagem “Esta cópia do Windows não é original”. O sistema ainda era utilizável, mas restrições e você ficava com aquela sensação de estar em uma “vida bandida”. Afinal de contas, estou falando de pirataria.

O Windows XP contava com um sistema de ativação que poderia identificar cópias piratas do SO
O Windows XP contava com um sistema de ativação que poderia identificar cópias piratas do SO

É claro que surgiram diversos artifícios para burlar isso. E eu tenho que admitir que usei um deles. Não tenho uma defesa para isso. Mas posso justificar dizendo que comprar o Windows era (e ainda é) muito caro. Então, depois de “contornar” o probleminha, fui todo pimpão para o Windows XP.

E foi fantástico. Rápido, intuitivo e bastante eficaz o XP ganhou não só o meu coração, mas o de muita gente. E isto foi tão verdade que seu suporte teve que ser estendido até 2014 em razão de sua ampla utilização. E mesmo assim, em 2017 ainda foi liberado uma pequena atualização de segurança em razão de ainda existir muitos PC’s utilizando o competente XP.

Uma pequena nota de redenção. Em 2002 eu troquei mais uma vez de computador. Montado por mim, com peças do mercado cinza. Mas um computador inteiramente novo: Athlon XP 2000+ com 1 GB de RAM, HD com 4 GB, Placa de Som Sound Blaster Audigy, Placa de Vìdeo GeForce GT6200, Placa mãe MSI KT400, e CD-ROM de 48x. Claro que gabinete e fontes novos e também um monitor CRT 17″ Tela Plana. E com direito a uma cópia original do Windows XP Home Edition. Eu finalmente entrava na legalidade. com um PC de respeito.

E então… ele, o Windows Vista… tragédia anunciada

A vida ia muito bem com o XP. Tudo funcionava redondo sem grandes sustos, um errinho aqui e ali, mas uma experiência bastante positiva. E aí a Microsoft resolveu mexer no time que estava ganhando. E aí criou um sistema operacional quase 5 anos depois do lançamento do XP. Uma prova de quão bem sucedido o XP tinha sido.

Mas o mercado sempre busca por novidades. E estávamos em uma época em que o hardware começava a ficar bem robusto. Já tínhamos o Pentium 4, o Athlon XP e placas de vídeo dedicadas bem potentes (para a época). A Microsoft quis então atender à demanda do mercado lançando uma nova versão do Windows com sua identidade visual renovada e fazendo uso destes novos recursos estruturais. Eis então que surgia o Windows Vista.

O Windows Vista e suas diversas variantes. Pesado e ineficaz
O Windows Vista e suas diversas variantes. Pesado e ineficaz

Tecnicamente, o sistema trazia muitas inovações. Não só estéticas, mas também estruturais que – em teoria – seriam grandes aquisições para o sistema. Mas ao mesmo tempo que ele trazia inovações, ele cobrava seu preço. Para a época, seus requisitos eram altos. Por exemplo, ele requeria pelo menos um HD de 20 GB, sendo que o XP precisava de apenas uma fração disso. E armazenamento era algo muito caro (ainda é) para a época. E ele não rodava muito bem nas especificações mínimas. E as especificações recomendadas pediam computadores mais caros.

O grande fato é que o Vista era um grande e pesado elefante branco. O XP dava conta de todas as demandas do mercado e era bem mais leve. O Vista era visto como problemático e requeria um alto custo de implantação. Além disso, existia uma grande confusão entre suas versões. Existiam nada menos que seis versões disponíveis no mercado. E ocorreu algo muito parecido com o que já tinha acontecido com o Windows Me, as pessoas faziam o downgrade para a versão anterior (no caso, o Windows XP). E isso conferiu à Microsoft o estigma de sempre alternar um bom sistema e um mau sistema.

E eu não fui exceção à regra. Na época, eu ainda tinha o meu Athlon XP que rodava voando o Windows XP. Instalei o Vista para apenas constatar que o PC virou uma carroça. Não cheguei a ficar uma semana com o sistema instalado. Voltei ao XP permaneci nele, usando o Vista exclusivamente no trabalho.

Da tragédia à glória. Eis o Windows 7

A Microsoft percebeu o erro que cometeu com o Vista. Ele foi um produto mal trabalhado e que não atendeu ao mercado. Então, para a nova versão do seu SO, a empresa se concentrou em deixá-lo funcional e eficiente. Na prática ele funcionou como uma grande correção do Vista, onde tudo que estava ruim foi melhorado, modificado ou mesmo excluído. Se quiser, dá uma olhada lá na página da Wikipedia para conferir todas as mudanças.

O Windows 7 trouxe uma nova vida e desfez a má impressão deixada pelo Vista
O Windows 7 trouxe uma nova vida e desfez a má impressão deixada pelo Vista

Deu certo… o Windows 7 se mostrou um sistema confiável, robusto e que… funcionava. E o melhor, ele manteve praticamente os mesmos requisitos do Vista. E com um mercado mais amadurecido, que já contava com processadores de vários núcleos, memórias DDR rápidas e placas de vídeo potentes o sistema fez bonito.

Quanto a mim, na época eu já contava com um Pentium Dual Core com 2GB com um HD de 40 GB e Placa de vídeo Radeon HD4650. Mais do que suficiente para rodar o Windows 7. Eu também contava com um notebook baseado no processador Turion 64 (da AMD) e que também dava conta do Windows 7. E nesta época, eu já estava dentro da legalidade. Tanto é que comprei duas cópias do Windows 7 Home Premium para os computadores. E tudo ia muito bem, obrigado. Aliás, o UBQ chegou a publicar uma nota sobre o lançamento do Windows 7.

Windows 8… tentativa e erro(s)

Tudo ia bem… e estávamos em uma época onde os smartphones começavam a surgir com força. A Microsoft tentava emplacar o seu Windows Phone e em sua estratégia a empresa pensou em criar um ambiente integrado entre computadores, tablets e smartphones. Todos teriam um grau elevado de similaridade e a promessa seria que você poderia começar um trabalho no celular, passar para PC tudo num único ambiente integrado.

O conceito das “Lives Tiles” vinha com força e num movimento ousado a Microsoft baniu o “Menu Iniciar”. Um gesto ousado… e um grande erro. Não se muda o paradigma do mercado sem antes preparar o o mercado para esta mudança. Como resultado, o Windows 8 foi visto como um retrocesso. E diante do sumiço do botão Iniciar, muita gente quis ficar – ou voltar – para o Windows 7.

Em uma aposta ousada, o Windows 8 removeu o botão iniciar

Aqui no UBQ eu fiz uma cobertura bacana na época. Escrevi sobre a primeira versão de desenvolvimento (a Developer Preview). Escrevi sobre a primeira versão de avaliação final (a Consumer Preview). E escrevi sobre o Hands-on com o Windows Pro. Na época, a Microsoft fez uma campanha agressiva de atualização do sistema o que me fez migrar minhas licenças do Windows 7 para licenças do Windows 8.

Apesar das críticas em geral, não me arrependo. Eu já contava com um Core 2 Duo E7500 com 4GB de RAM e uma Radeon HD6670 que funcionava muito bem, além de um notebook Dell com um Core I3 de 1ª geração com 4GB de RAM. Ambos deram conta do Windows 8. Tranquilamente. E nesta época também eu comprei meu primeiro tablet, um HP Stream 7 que veio com a versão 8.1.

Peraí… 8.1? É… foi a volta do Botão Iniciar. O barulho foi tão grande que a Microsoft teve que voltar atrás e reestabelecer o Menu Iniciar.

Windows 10… a versão definitiva?

O mercado tinha suas reservas com o Windows 8. Para ajudar, o Windows Phone não decolou e falhou miseravelmente em conquistar uma fatia considerável do mercado. Mas a base era boa. Então, o que fazer? A Microsoft resolveu esta questão em 2015 pulando versão Windows 9 e lançando o Windows 10 com a promessa de que esta seria a versão definitiva do sistema operacional. E que a partir de então, o sistema sofreria atualizações periódicas de modo a manter o sistema sempre atualizado e pronto para novas tecnologias.

Alguns conceitos que surgiram no Windows 8 foram mantidos (como a loja de aplicativos) e é claro, menu Iniciar estava de volta em todo o seu esplendor. Os requisitos de sistema foram mantidos baixos e a Microsoft fez uma campanha agressiva de atualizações, oferecendo atualização gratuita de PC’s com Windows 7 e 8 (originais) para a nova versão do sistema.

Uma interface bastante inteligente e versões reduzidas... o Windows 10 foi um ótimo acerto
Uma interface bastante inteligente e versões reduzidas… o Windows 10 foi um ótimo acerto

E sim… o sistema realmente é muito bom. Lançado apenas em duas versões (Home e Pro), o sistema é leve, responsivo e bastante amigável. Muita gente reclamou das constantes atualizações, mas isso ajudou a manter o sistema sempre consistente.

Na época, escrevi pouco sobre o Windows 10 pois estava mais próximo do meu trabalho administrativo. Uma pena, mas ainda assim eu recomendei a atualização para o novo sistema. Na época eu ainda estava com basicamente o mesmo computador de quando atualizei para o Windows 8, a exceção do processador que agora era um Core 2 Quad Q6600. O sistema rodou liso. Lá em 2017 comprei meu notebook atual (um Core i5 7200 com 16 GB de RAM) e que já veio com o Windows 10 instalado de fábrica. e em 2021 atualizei meu PC para um Core i5 9400F com 32 GB de RAM, SSD 512 GB e Placa de vídeo GeForce GTX1650 Super. O Windows 10 rodou muito bem sempre e me atendeu muito bem até… ontem.

Ele chegou… Eis o Windows 11. O quê? O Windows 10 não era definitivo?

Pois é… em informática temos o mesmo problema com as promessas de políticos. Nem sempre elas são cumpridas. Em 2015, quando o Windows 10 foi lançado, realmente a empresa e seus representantes confirmaram que não haveria, dali em diante, o lançamento de um novo sistema operacional da família, como vinha sendo feito há décadas. A empresa frisava que aquela seria a versão definitiva do Windows.,

Mas não foi. Em 2021 a Microsoft começou apresentar uma grande revisão do sistema operacional que culminou com o anúncio de uma nova versão. O Windows 11. E da mesma forma que o Windows 10, ela também seria oferecida de forma gratuita para atualização a partir do Windows 7, 8 e 10, desde que o sistema atendesse os requisitos básicos necessários. E isso aliás, deu o que falar.

O Windows 11 não tem a promessa de ser a versão definitiva. Mas é a versão mais atual do Windows
O Windows 11 não tem a promessa de ser a versão definitiva. Mas é a versão mais atual do Windows

Mas esta análise do Windows 11 eu vou deixar para outro momento. Hoje, vim contar minha história com o Windows. Que começou lá no distante ano de 1995 e ganhou um novo capítulo ontem, quando finalmente fiz a atualização do me computador para a nova versão do Sistema Operacional.

E como está tudo por aqui? Bom, por enquanto vai bem… vamos aguardar pelas cenas dos próximos capítulos.

Ou a próxima versão do Windows…

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Publicado em:Opinião,Pitacos na Tecnologia

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